Dossiês
Dossiês
Precisamos de nos ouvir (40): Um texto escrito a quatro mãos
A pandemia alterou vários domínios das nossas vidas. No âmbito familiar e social a minha vivência não é, com certeza, diferente da coletiva e foi, e infelizmente continua a ser, marcada por um distanciamento doloroso.
Precisamos de nos ouvir (32) – Inês Azevedo: Derivas
Há que prestar atenção aos que estão desprotegidos, aos idosos, às crianças e aos jovens. Atender aos adultos, a quem as oportunidades de viver dignamente tenham sido dificultadas. Estas atenções não se resumem a dar o que consideramos ser melhor, mas a dar ouvindo as suas inquietações e agindo em colaboração.
Precisamos de nos ouvir (31) – Cláudia Dominguez: Tempestade nossa de cada dia
A inquietante incerteza tornou-se uma grande companheira dos últimos doze meses. Apareceu sem prenúncio e, em poucos dias, contaminou a minha mente e levou pelos ares os planos de uma doutoranda brasileira recém-chegada à cidade de Braga, em Portugal. Não foi a primeira vez e pode não ser a última. Tempestades são manifestações da (nossa) natureza.
Precisamos de nos ouvir (30) – David Lito: Morrer só, no meio de uma multidão!
Daqui a muitos anos, quando a minha memória tiver feito o favor de apagar várias coisas más que vivi nesta pandemia, tenho a certeza de que haverá uma imagem que não vou esquecer: a da solidão de uma idosa que durante alguma horas agonizou à minha frente, sozinha, perdida, sem uma mão, sem uma oração, até ao momento final.
Precisamos de nos ouvir (29) – Álvaro Laborinho Lúcio: Pandemia, heróis e sorrisos
E, de repente, o absurdo! Um vírus mau chegou-se à globalização e aproveitou-se dela. Um novo Anti-Cristo levou-nos a fugir das igrejas, a correr para casa, a guardar aí a fé e a descobrirmos como é pequena a diferença entre ciência e filosofia. Da ciência, reclamamos agora vacina, tratamento e cura. À filosofia, pedimos vida, isto é, pensamento, compaixão, humanidade.
Precisamos de nos ouvir (28) – Francisca Pimentel: A vida conjunta passou a ser intensa
Numa família a vida conjunta passou a ser intensa. É muito tempo juntos, são muitas necessidades, algumas exigências, birras e bastantes gargalhadas.
Estes tempos na cidade são duros, stressantes, solitários e muito, muito, sufocantes. No campo, existe uma leveza, o ar puro, a possibilidade de acompanhar as transformações da natureza, o simples abrir a porta e poder sair sabendo que não estamos a infringir a lei, nem a desrespeitar nenhuma regra; simplesmente é um privilégio que temos e estamos a usufruir dele ao máximo.
Precisamos de nos ouvir (27) – Ana Macedo: A discussão sobre o desconfinamento
Aprender com os erros do passado é o apelo que nos faz o Presidente da República, de outro modo entraríamos já todos num desconfinamento tão ansiado quanto tentador. De um lado estão os mais prementes argumentos a favor. Do outro, o número de internados por covid-19 que continua alto.
Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)
Corria o mês Fevereiro de 2020, se bem lembro, e a minha mãe avisou-me, dizem meu filho, que vem aí um mal que nos vai pôr em perigo a todos. A minha mãe, com quase noventa anos, é uma resistente, muito atenta ao mundo. A minha mãe gosta de dar. Fiquei inquieto e ao mesmo tempo desassombrado.
Precisamos de nos ouvir (25) – Fátima Almeida: A transfiguração do Desenvolvimento
Há tempos e momentos que são mais propícios à reflexão e à interiorização, oferecendo-nos oportunidades de pensar, ou repensar, atitudes pessoais e realidades coletivas. E são estas oportunidades de refletir que, normalmente, nos abrem perspetivas de mudança, de ver novas formas de viver, de olhar novas respostas para combater injustiças, pobrezas e violações dos Direitos Humanos.
Precisamos de nos ouvir (32) – Inês Azevedo: Derivas
Há que prestar atenção aos que estão desprotegidos, aos idosos, às crianças e aos jovens. Atender aos adultos, a quem as oportunidades de viver dignamente tenham sido dificultadas. Estas atenções não se resumem a dar o que consideramos ser melhor, mas a dar ouvindo as suas inquietações e agindo em colaboração.
Precisamos de nos ouvir (31) – Cláudia Dominguez: Tempestade nossa de cada dia
A inquietante incerteza tornou-se uma grande companheira dos últimos doze meses. Apareceu sem prenúncio e, em poucos dias, contaminou a minha mente e levou pelos ares os planos de uma doutoranda brasileira recém-chegada à cidade de Braga, em Portugal. Não foi a primeira vez e pode não ser a última. Tempestades são manifestações da (nossa) natureza.
Precisamos de nos ouvir (30) – David Lito: Morrer só, no meio de uma multidão!
Daqui a muitos anos, quando a minha memória tiver feito o favor de apagar várias coisas más que vivi nesta pandemia, tenho a certeza de que haverá uma imagem que não vou esquecer: a da solidão de uma idosa que durante alguma horas agonizou à minha frente, sozinha, perdida, sem uma mão, sem uma oração, até ao momento final.
Precisamos de nos ouvir (29) – Álvaro Laborinho Lúcio: Pandemia, heróis e sorrisos
E, de repente, o absurdo! Um vírus mau chegou-se à globalização e aproveitou-se dela. Um novo Anti-Cristo levou-nos a fugir das igrejas, a correr para casa, a guardar aí a fé e a descobrirmos como é pequena a diferença entre ciência e filosofia. Da ciência, reclamamos agora vacina, tratamento e cura. À filosofia, pedimos vida, isto é, pensamento, compaixão, humanidade.
Precisamos de nos ouvir (28) – Francisca Pimentel: A vida conjunta passou a ser intensa
Numa família a vida conjunta passou a ser intensa. É muito tempo juntos, são muitas necessidades, algumas exigências, birras e bastantes gargalhadas.
Estes tempos na cidade são duros, stressantes, solitários e muito, muito, sufocantes. No campo, existe uma leveza, o ar puro, a possibilidade de acompanhar as transformações da natureza, o simples abrir a porta e poder sair sabendo que não estamos a infringir a lei, nem a desrespeitar nenhuma regra; simplesmente é um privilégio que temos e estamos a usufruir dele ao máximo.
Precisamos de nos ouvir (27) – Ana Macedo: A discussão sobre o desconfinamento
Aprender com os erros do passado é o apelo que nos faz o Presidente da República, de outro modo entraríamos já todos num desconfinamento tão ansiado quanto tentador. De um lado estão os mais prementes argumentos a favor. Do outro, o número de internados por covid-19 que continua alto.
Precisamos de nos ouvir (26) – José Miguel Braga: (S/título)
Corria o mês Fevereiro de 2020, se bem lembro, e a minha mãe avisou-me, dizem meu filho, que vem aí um mal que nos vai pôr em perigo a todos. A minha mãe, com quase noventa anos, é uma resistente, muito atenta ao mundo. A minha mãe gosta de dar. Fiquei inquieto e ao mesmo tempo desassombrado.
Precisamos de nos ouvir (25) – Fátima Almeida: A transfiguração do Desenvolvimento
Há tempos e momentos que são mais propícios à reflexão e à interiorização, oferecendo-nos oportunidades de pensar, ou repensar, atitudes pessoais e realidades coletivas. E são estas oportunidades de refletir que, normalmente, nos abrem perspetivas de mudança, de ver novas formas de viver, de olhar novas respostas para combater injustiças, pobrezas e violações dos Direitos Humanos.
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