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Conselho Português de Igrejas Cristãs apela a voto que “salvaguarde conquistas” do 25 de Abril

Rejeitando "discursos políticos autoritários"

Conselho Português de Igrejas Cristãs apela a voto que “salvaguarde conquistas” do 25 de Abril

O Conselho Português de Igrejas Cristãs (COPIC) apela ao voto “de todas e todos” os portugueses nas legislativas de março, e também nas eleições para o parlamento Europeu que irão acontecer em junho, “como forma de participação cívica e de salvaguarda das conquistas e desenvolvimentos alcançados ao longo de 50 anos de democracia”, aludindo assim ao aniversário do 25 de Abril que este ano se assinala.

Carta aos desmemoriados e aos fascinados com discursos “anti-sistema”

Carta aos desmemoriados e aos fascinados com discursos “anti-sistema”

Tinha 12 anos quando aconteceu o 25 de Abril de 1974. O meu irmão mais velho estava na recruta, a “preparar-se” para ir para a guerra. Se o 25 de Abril não tivesse acontecido e se lhe “corresse tudo bem” na guerra, quando ele voltasse, seria a vez do outro meu irmão. Era o destino dos rapazes quando terminavam o liceu. Ir para a tropa, era ir para a guerra. Com a preocupação, o meu pai teve um ataque cardíaco. [Texto Teresa Toldy]

“Lembrar o que se queria conquistar, o que se conquistou e o que queremos manter”

7MARGENS revela monumento evocativo da vigília da Capela do Rato

“Lembrar o que se queria conquistar, o que se conquistou e o que queremos manter”

Dois muros retos, lisos, intransponíveis. Inclinados, não paralelos. Definindo um espaço interior sufocante, apenas possível porque seis êmbolos mantêm os dois grandes blocos de mármore afastados um do outro. Para lá chegar, percorre-se um piso de palavras gravadas na pedra branca. Muitas palavras, muitas. Paz, democracia, dignidade, esperança… É o monumento da autoria da artista Cristina Ataíde que será implantado num esquina do Jardim das Amoreiras para recordar a Vigília da Capela do Rato de 1972 e que o 7MARGENS aqui revela em primeira mão.

José Sousa e Brito: “A desigualdade religiosa feria profundamente o espírito da democracia e da Constituição democrática”

Liberdade Religiosa em exposição no Parlamento

José Sousa e Brito: “A desigualdade religiosa feria profundamente o espírito da democracia e da Constituição democrática”

Principal autor material da Lei da Liberdade Religiosa que viria a ser aprovada pelo Parlamento em 2001, o juiz conselheiro José Sousa e Brito considera que o objetivo fundamental de “pôr a legislação em matéria religiosa de acordo com uma nova Constituição democrática, depois do 25 de Abril, foi realizado, em grande parte devido à Lei da Liberdade Religiosa”. Na semana em que abre a exposição evocativa das duas décadas da Lei da Liberdade Religiosa em Portugal, o 7MARGENS publica a entrevista concedida por Sousa e Brito para o catálogo da exposição. 

Uma iniciação ao 25 de Abril

“Dona Zezinha”

Uma iniciação ao 25 de Abril

O ano social em que nos encontramos vai estar cheio do 25 de Abril, em virtude dos 50 anos que vamos ter de assinalar. Muito vai ser dito e discutido, mas para se perceber o que foi e é ainda hoje o 25 de Abril, convém lembrar o que era o tempo social anterior. O livro Dona Zezinha: A Vida Singular de Uma Professora, de Altina Ribeiro (Alma Letra, 2023) é uma obra exemplar para esse efeito. Sem pretensões literárias, em linguagem acessível, traz-nos esse tempo e esse mundo que hoje temos muita dificuldade em reconstruir.

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Carta aos desmemoriados e aos fascinados com discursos “anti-sistema”

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Tinha 12 anos quando aconteceu o 25 de Abril de 1974. O meu irmão mais velho estava na recruta, a “preparar-se” para ir para a guerra. Se o 25 de Abril não tivesse acontecido e se lhe “corresse tudo bem” na guerra, quando ele voltasse, seria a vez do outro meu irmão. Era o destino dos rapazes quando terminavam o liceu. Ir para a tropa, era ir para a guerra. Com a preocupação, o meu pai teve um ataque cardíaco. [Texto Teresa Toldy]

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Liberdade Religiosa em exposição no Parlamento

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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