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Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

As primas

As primas

Durante dez anos (quase isso) fui a prima mais nova de uma geração inteira da família, tudo meninas. Foi só depois desse tempo que sucedeu de a Filipa e o Guilherme nascerem, já não contava, ter um primo e uma irmã nessa distância toda dos anos altera o grau de parentesco. O Guilherme e a Filipa eram como se fossem meus filhos precoces – de levar e buscar ao infantário, pela mão dada, de adormecer ao colo, de dar a sopa na boca com colher de aviãozinho. [Texto de Ana Sofia Brito].

As primas

Quando o amor vence o medo

Foi numa dessas vezes em que brinquei de me afastar de casa o mais que pudesse. Estava longe, tão longe de casa e tão perto de mim. Lá, nesse longe que era perto, também chegou a noite de passagem de ano. Fazia calor e eu voltava de mota pelo caminho de terra batida que levava à casa da Dona M., na qual alugara quarto para me instalar por uns dias.

Conto de Natal: a contemplação sossega, dá-nos uma grande paz interior

Conto de Natal: a contemplação sossega, dá-nos uma grande paz interior

Era uma vez, há algum tempo, num país imaginário, uma menina que não gostava nada do Natal. Ficava nervosa ao ver toda a gente atarefada nos centros comerciais a escolher prendas, a comprar braçadas de objectos que nem sequer estavam inicialmente previstos, mas que não podiam resistir ao marketing publicitário e ao “black friday”. [Texto de Joaquim Tenreira Martins].

Eu sentia amor, mas agora sinto-o muito mais

Eu sentia amor, mas agora sinto-o muito mais

Quando uma pessoa ultrapassa adversidades, stress, e as suas consequências, cresce em vários níveis: valorização da vida, apreciação do simples “presente” de estar vivo, compreensão de que este presente é um privilégio, maior sentimento de união a quem sofre, até mesmo a estranhos, e aprofundamento da vida espiritual, tanto a nível pessoal, como comunitário, como relativo à adesão entre o Espírito e todos os elementos constituintes do Universo. [Texto de Maria Aldina Brás]

À eternidade

À eternidade

Cedo a vida lhe tolheu movimentos e diminuiu sonhos. Com marcas físicas e não com figuras de estilo contextuais. Ser a derradeira de uma longa prole destinou-a a ser a última a sair de um local donde não se saía, ao tempo. Por não haver experiências e lugares de futuro. A geografia fê-la e a terra misturou-se com a sua pele. [Testemunho de Luís Francisco Marques].

Férias… e écrans

Férias… e écrans

Estamos a partir para férias (os que podem!…). E que tal darmos férias aos écrans durante o mês… ou uma quinzena… ou mesmo durante uma semana de férias? Que saboroso seria!!! Espero que não imaginem que “endoidei” de vez. Sim, tenho um telemóvel que me simplifica imenso a vida… e …caso pensem que “endoidei… paciência.

Visões da vida e da morte

A morte espelho da vida

Visões da vida e da morte

Onde há hoje a angústia da perda levanta-se possivelmente uma árvore. Mas que árvores de vida plantadas são essas que poderão abrigar ou atenuar a nossa definitiva tormenta? O tempo da morte, da minha e da tua, é certamente um Sábado pascal, o tempo do silêncio, a angústia de uma ausência que se planta no terceiro dia, dia de florescimento e de travessia. [Texto do Padre João Paulo Costa]

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Entre Margens

Geração Esgotamento: declaração de insolvência

Ninguém desconfia. Andamos certos numa vida tida por estável, apresentável, inquestionável. Previsíveis como uma folha de Excel, resultado de uma criteriosa análise de gestão de risco, em que todas as variáveis foram ponderadas e equacionadas, e devidamente apetrechada com todos os prompts adequados para minimizar o erro, a incerteza e a desordem. [Texto de Marta Saraiva].

As primas

As primas

Durante dez anos (quase isso) fui a prima mais nova de uma geração inteira da família, tudo meninas. Foi só depois desse tempo que sucedeu de a Filipa e o Guilherme nascerem, já não contava, ter um primo e uma irmã nessa distância toda dos anos altera o grau de parentesco. O Guilherme e a Filipa eram como se fossem meus filhos precoces – de levar e buscar ao infantário, pela mão dada, de adormecer ao colo, de dar a sopa na boca com colher de aviãozinho. [Texto de Ana Sofia Brito].

As primas

Quando o amor vence o medo

Foi numa dessas vezes em que brinquei de me afastar de casa o mais que pudesse. Estava longe, tão longe de casa e tão perto de mim. Lá, nesse longe que era perto, também chegou a noite de passagem de ano. Fazia calor e eu voltava de mota pelo caminho de terra batida que levava à casa da Dona M., na qual alugara quarto para me instalar por uns dias.

Conto de Natal: a contemplação sossega, dá-nos uma grande paz interior

Conto de Natal: a contemplação sossega, dá-nos uma grande paz interior

Era uma vez, há algum tempo, num país imaginário, uma menina que não gostava nada do Natal. Ficava nervosa ao ver toda a gente atarefada nos centros comerciais a escolher prendas, a comprar braçadas de objectos que nem sequer estavam inicialmente previstos, mas que não podiam resistir ao marketing publicitário e ao “black friday”. [Texto de Joaquim Tenreira Martins].

Eu sentia amor, mas agora sinto-o muito mais

Eu sentia amor, mas agora sinto-o muito mais

Quando uma pessoa ultrapassa adversidades, stress, e as suas consequências, cresce em vários níveis: valorização da vida, apreciação do simples “presente” de estar vivo, compreensão de que este presente é um privilégio, maior sentimento de união a quem sofre, até mesmo a estranhos, e aprofundamento da vida espiritual, tanto a nível pessoal, como comunitário, como relativo à adesão entre o Espírito e todos os elementos constituintes do Universo. [Texto de Maria Aldina Brás]

À eternidade

À eternidade

Cedo a vida lhe tolheu movimentos e diminuiu sonhos. Com marcas físicas e não com figuras de estilo contextuais. Ser a derradeira de uma longa prole destinou-a a ser a última a sair de um local donde não se saía, ao tempo. Por não haver experiências e lugares de futuro. A geografia fê-la e a terra misturou-se com a sua pele. [Testemunho de Luís Francisco Marques].

Férias… e écrans

Férias… e écrans

Estamos a partir para férias (os que podem!…). E que tal darmos férias aos écrans durante o mês… ou uma quinzena… ou mesmo durante uma semana de férias? Que saboroso seria!!! Espero que não imaginem que “endoidei” de vez. Sim, tenho um telemóvel que me simplifica imenso a vida… e …caso pensem que “endoidei… paciência.

Visões da vida e da morte

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Onde há hoje a angústia da perda levanta-se possivelmente uma árvore. Mas que árvores de vida plantadas são essas que poderão abrigar ou atenuar a nossa definitiva tormenta? O tempo da morte, da minha e da tua, é certamente um Sábado pascal, o tempo do silêncio, a angústia de uma ausência que se planta no terceiro dia, dia de florescimento e de travessia. [Texto do Padre João Paulo Costa]

Últimas Notícias

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Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

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