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Jaime Gonçalves, um bispo sempre a favor do povo

Jaime Gonçalves, um bispo sempre a favor do povo

No processo do diálogo para a paz em Moçambique, há alguns episódios da vida do arcebispo da Beira, D. Jaime Gonçalves, dignos do interesse de todos nós. Este grande bispo, com quem trabalhei muito directamente, durante vários anos, merece umas palavras nestas minhas Memórias. Quando digo “mais”, significa que já me referi noutras ocasiões a D. Jaime nos livros que escrevi e noutros momentos da minha vida de jesuíta.

Sebastião Soares de Resende, bispo da Beira e resistente a Salazar

Sebastião Soares de Resende, bispo da Beira e resistente a Salazar

“Pelo menos desde 1945 que [Sebastião Soares de Resende, então bispo da Beira] combatia o trabalho forçado e a arbitrariedade nas relações de trabalho; defendia desde 1951 a criação dos estudos universitários na [então] África portuguesa; sustenta, em 1961, a necessidade da ‘integração plena e total de pretos e brancos de Moçambique’, defendendo, em 1966, contra os factos teimosos, que se acabe de ‘uma vez para sempre com o ultrapassado Estatuto do Indigenato’.” Essas ideia valeram ao primeiro bispo da Beira, Sebastião Soares de Resende, uma convivência difícil com o regime do Estado Novo, que acabou a pressioná-lo e censurá-lo. A memória do seu percurso e algumas linhas do seu pensamento, no momento em que o Papa inicia a sua visita a Moçambique.

Moçambique, meu amor! – testemunho de Fernando Marques Mendes, um dos “Padres do Macúti”

Moçambique, meu amor! – testemunho de Fernando Marques Mendes, um dos “Padres do Macúti”

A dois dias da visita do Papa Francisco a Moçambique e meio ano depois do ciclone Idai ter atingido a cidade da Beira e a região centro do país, o 7MARGENS recorda episódios e personagens da história recente do catolicismo moçambicano, que tiveram a Beira por cenário. Neste texto, um dos “Padres do Macúti” evoca o ambiente da época em que chegou a Moçambique e recorda as emoções que sentiu com a destruição do Idai, para falar depois do caso que acabou com a expulsão de Moçambique, ditada pelo regime colonial.

Jaime Gonçalves, arcebispo da Beira e militante da paz em Moçambique

Jaime Gonçalves, arcebispo da Beira e militante da paz em Moçambique

D. Jaime tornou-se politicamente relevante pelo seu protagonismo em favor da paz, durante a guerra civil de 16 anos. Como persistente implementador dos mais diversos contactos entre nacionais, estrangeiros, religiosos de diferentes confissões cristãs e muçulmanas, arroteando os caminhos que acabariam por colocar a Renamo e o Governo da Frelimo frente a frente até celebrarem o AGP de Roma, em 1992, no dia do ícone católico S. Francisco de Assis.

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Moçambique, meu amor! – testemunho de Fernando Marques Mendes, um dos “Padres do Macúti”

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