A missionação portuguesa em África teve sempre as suas luzes e as suas sombras. Mais recentemente, foram muitas as vozes africanas que se levantaram contra o regime colonial.
Missões cristãs nas colónias portuguesas
Submissão e resistência ao Colonialismo durante o Estado NovoA missionação portuguesa em África teve sempre as suas luzes e as suas sombras. Mais recentemente, foram muitas as vozes africanas que se levantaram contra o regime colonial.
Os países construíram – constroem – a sua identidade a partir de acontecimentos históricos que foram marcantes para a sua vida coletiva enquanto comunidade. E há acontecimentos que por aquilo que representam, factualmente ou simbolicamente, são centrais na definição dessa matriz identitária.
Prémio Árvore da Vida no Indie
Rosinha e o tenebroso espelho para onde nos custa olhar“Um filme que perscruta a ideia de ‘racismo suave’ e como esta vem beber ao enaltecido colonialismo português” é o ponto de partida de Rosinha e outros bichos do mato, que ganhou o Prémio Árvore da Vida, atribuído desde 2010 pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura no festival de cinema independente IndieLisboa.
Tinha acabado de chegar da metrópole. Este nome indiciava que no país pairava um regime colonial, embora em agonia. Em final de curso vinha para estagiar numa missão do Índico, próxima de uma praia imensa de águas tranquilas. O colégio, em construção, seria o lugar da minha tarefa diária, por entre devaneios e responsabilidades escolares, assumidas, assim, tão precocemente.
Infosys premeia historiadora
Investigação sobre Goa e catolicismo oriental distingue Ângela Barreto Xavier na ÍndiaO Prémio Infosys 2021 em Humanidades, da prestigiada fundação indiana Infosys Science Foundation, foi atribuído à historiadora portuguesa Ângela Barreto Xavier “pela sua profunda pesquisa e sofisticada análise da conversão e violência no Império Português na Índia, especialmente em Goa”. O júri destaca a contribuição significativa da galardoada para a “história social e cultural do colonialismo português”, concretizando uma voz “importante e original” no que à história colonial e imperial diz respeito.
7MARGENS divulga estudo de Frei José Nunes, O.P.
Missões cristãs nas colónias de África: submissão e resistência ao colonialismo português“Durante o Estado Novo, a Igreja conheceu momentos de grande entendimento e submissão ao poder colonial, mas também assumiu posturas críticas de profundo distanciamento das políticas governamentais”. É esta a principal conclusão de um estudo do frade dominicano José Nunes, que foi a base de uma conferência por ele proferida recentemente na Universidade do Minho, com o título “As missões cristãs nas colónias portuguesas de África: submissão e resistência ao colonialismo durante o Estado Novo”.
Qualquer pessoa de boa-fé reconhece a existência de um racismo estrutural na sociedade portuguesa. Negá-lo é pretender negar uma evidência. Por que razão um homem branco de 70 anos, se falar com um outro homem branco, de 40 anos, o trata por você, mas se se dirigir a um negro da mesma idade já o trata por tu?
Jesus era negro, mulato, mestiço, cor de tuaregue, certamente não era branco. Este é um facto que não devemos esquecer, apesar das imagens e iconografias tentarem apagar este dado.
Na verdade, todos os cristãos sentimos Jesus como nosso, todas as culturas sentem Cristo como seu e representam-no conforme as suas tradições e conforme a sua cor da pele.
Missões cristãs nas colónias portuguesas
Submissão e resistência ao Colonialismo durante o Estado NovoA missionação portuguesa em África teve sempre as suas luzes e as suas sombras. Mais recentemente, foram muitas as vozes africanas que se levantaram contra o regime colonial.
Os países construíram – constroem – a sua identidade a partir de acontecimentos históricos que foram marcantes para a sua vida coletiva enquanto comunidade. E há acontecimentos que por aquilo que representam, factualmente ou simbolicamente, são centrais na definição dessa matriz identitária.
Prémio Árvore da Vida no Indie
Rosinha e o tenebroso espelho para onde nos custa olhar“Um filme que perscruta a ideia de ‘racismo suave’ e como esta vem beber ao enaltecido colonialismo português” é o ponto de partida de Rosinha e outros bichos do mato, que ganhou o Prémio Árvore da Vida, atribuído desde 2010 pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura no festival de cinema independente IndieLisboa.
Tinha acabado de chegar da metrópole. Este nome indiciava que no país pairava um regime colonial, embora em agonia. Em final de curso vinha para estagiar numa missão do Índico, próxima de uma praia imensa de águas tranquilas. O colégio, em construção, seria o lugar da minha tarefa diária, por entre devaneios e responsabilidades escolares, assumidas, assim, tão precocemente.
Infosys premeia historiadora
Investigação sobre Goa e catolicismo oriental distingue Ângela Barreto Xavier na ÍndiaO Prémio Infosys 2021 em Humanidades, da prestigiada fundação indiana Infosys Science Foundation, foi atribuído à historiadora portuguesa Ângela Barreto Xavier “pela sua profunda pesquisa e sofisticada análise da conversão e violência no Império Português na Índia, especialmente em Goa”. O júri destaca a contribuição significativa da galardoada para a “história social e cultural do colonialismo português”, concretizando uma voz “importante e original” no que à história colonial e imperial diz respeito.
7MARGENS divulga estudo de Frei José Nunes, O.P.
Missões cristãs nas colónias de África: submissão e resistência ao colonialismo português“Durante o Estado Novo, a Igreja conheceu momentos de grande entendimento e submissão ao poder colonial, mas também assumiu posturas críticas de profundo distanciamento das políticas governamentais”. É esta a principal conclusão de um estudo do frade dominicano José Nunes, que foi a base de uma conferência por ele proferida recentemente na Universidade do Minho, com o título “As missões cristãs nas colónias portuguesas de África: submissão e resistência ao colonialismo durante o Estado Novo”.
Qualquer pessoa de boa-fé reconhece a existência de um racismo estrutural na sociedade portuguesa. Negá-lo é pretender negar uma evidência. Por que razão um homem branco de 70 anos, se falar com um outro homem branco, de 40 anos, o trata por você, mas se se dirigir a um negro da mesma idade já o trata por tu?
Jesus era negro, mulato, mestiço, cor de tuaregue, certamente não era branco. Este é um facto que não devemos esquecer, apesar das imagens e iconografias tentarem apagar este dado.
Na verdade, todos os cristãos sentimos Jesus como nosso, todas as culturas sentem Cristo como seu e representam-no conforme as suas tradições e conforme a sua cor da pele.
Padre da Obra da Rua morreu
Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia novidadeO padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONU novidadeA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
Exéquias este sábado
Morreu António Vitalino, bispo emérito de Beja, aos 84 anos novidadeAntónio Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja, morreu esta sexta-feira, 9 de outubro, aos 84 anos, no Hospital de Braga. As exéquias estão marcadas para este sábado, 10 de outubro, com missa às 16h00, na igreja Matriz de Parada de Gatim.
[Arquipélago Jerusalém]
Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidadeAcordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].
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