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Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em Portugal

Nos últimos 70 anos

Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em Portugal

É “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?

Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos

Relatório sobre abusos

Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos

“Foi um passo importante, que ajuda a uma maior consciencialização do problema”, diz Alice (nome fictício), sobrevivente de abusos que criou o site Coração Silenciado, dedicado a vítimas de violência sexual na Igreja. Alice reagiu desta forma ao relatório da Comissão Independente (CI) que estudou esta realidade na Igreja Católica em Portugal, apresentado nesta segunda-feira em Lisboa.

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Primeira reacção dos bispos

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Os abusos sexuais cometidos por membros do clero português são “crimes que podem ter estado na origem de dramas e sofrimentos incomensuráveis que marcaram vidas inteiras”, é “uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”, disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP, José Ornelas, na primeira declaração acerca do relatório sobre os Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica.

“Há vidas de pessoas feridas por trás dos números”

Padre Zollner, do Vaticano:

“Há vidas de pessoas feridas por trás dos números”

Por detrás dos números que nesta segunda-feira foram apresentados na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, “há vidas individuais”, há “um coração ferido, uma história de família ferida, há certamente muito que é preciso curar”, disse o padre jesuíta alemão Hans Zollner, membro da Comissão de Protecção de Menores, do Vaticano, e responsável do Instituto de Antropologia da Universidade Gregoriana.

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É “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?

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