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Conto de Natal: a contemplação sossega, dá-nos uma grande paz interior

Conto de Natal: a contemplação sossega, dá-nos uma grande paz interior

Era uma vez, há algum tempo, num país imaginário, uma menina que não gostava nada do Natal. Ficava nervosa ao ver toda a gente atarefada nos centros comerciais a escolher prendas, a comprar braçadas de objectos que nem sequer estavam inicialmente previstos, mas que não podiam resistir ao marketing publicitário e ao “black friday”. [Texto de Joaquim Tenreira Martins].

Aprender a ser nada

Aprender a ser nada

Numa história que escreveu, a escritora Lydia Davis conta que, depois de ouvir o seu amigo Bob desejar emagrecer e beber menos, sentiu a necessidade de reflectir sobre o que poderia ser o seu propósito do Ano Novo. Por alguma razão, qualquer coisa que escolhesse parecia pouco. Lydia escolhe — «aprender a ver-se a si própria como nada.» Parece um contrassenso alguém definir um propósito assim, mas talvez não esteja tão longe da sabedoria como poderíamos pensar. [Texto de Miguel Panão]

O Natal é quando o Homem quiser!

O Natal é quando o Homem quiser!

É costume dizer-se popularmente que “Natal é quando o Homem quiser”. Inicialmente dito por um poeta (Quando o homem quiser, Ary dos Santos), vulgarizou-se pela canção que lhe deu voz. Esta afirmação, tida por muito certa pela generalidade das pessoas, assumiu um significado que, embora dito por palavras discutíveis, é muito acertado.

A tralha natalícia

[Os dias da semana]

A tralha natalícia

No período do advento natalício, o frenesi consumista nota-se mais. O dinheiro esbanjado em coisas desnecessárias é mais ostensivo. Em vez de ser uma festa que aponta para a alegria e a liberdade, o Natal parece homenagear a tristeza de uma insaciabilidade cumulada de tralha.

Elucubração a partir de uma improvável fisionomia de galinha

[O supérfluo e o ambiente]

Elucubração a partir de uma improvável fisionomia de galinha

As políticas atuais apostam na inovação e no desenvolvimento tecnológico para reduzir a pressão da economia sobre o ambiente e favorecer a mudança comportamental, mas esta última é bem mais difícil de conseguir. Há valores instalados que nos levam a situações absurdas e até cómicas, se não tivessem a gravidade que têm na nossa sobrevivência.

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Era uma vez, há algum tempo, num país imaginário, uma menina que não gostava nada do Natal. Ficava nervosa ao ver toda a gente atarefada nos centros comerciais a escolher prendas, a comprar braçadas de objectos que nem sequer estavam inicialmente previstos, mas que não podiam resistir ao marketing publicitário e ao “black friday”. [Texto de Joaquim Tenreira Martins].

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