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O inferno ficou oco

O inferno ficou oco

O Ratazano, quando subia à superfície e suportava a claridade por mais de um qualquer tempo, quase sempre procurava buracos para se esconder e respirar a sombra. Também os havia lá em cima, os buracos. Bem escondidos, mas havia-os. Ah, se os havia. Eram restos guardados em surdina para a oportunidade do futuro. E a lucidez coitada, tão ingénua, não se dava conta. Mas o Ratazano, esse sim, descobria tudo quanto era viscoso. Faro apurado. [Texto alegórico de Ana Sofia Brito]

A Poesia na Rua

A Poesia na Rua

“É preciso ajudar. Ajudar quem gostaria que a poesia estivesse na rua, que a alegria fosse um privilégio de todos. Ajudá-los contra os que lubrificam a máquina do cinismo e do ódio.” – A reflexão de Eduardo Jorge Madureira, na rubrica À Margem desta semana.

Cristianismo e democracia

Cristianismo e democracia

Em tempo de comemoração dos cinquenta anos da revolução de 25 de abril, penso dever concluir que o maior legado desta é o da consolidação do Estado de Direito Democrático. Uma consolidação que esteve ameaçada nos primeiros tempos, mas que se foi fortalecendo progressivamente. Esta efeméride torna particularmente oportuna a reflexão sobre os fundamentos éticos da democracia. [Texto de Pedro Vaz Patto]

Se queres a guerra, despreza a paz

Se queres a guerra, despreza a paz

“A geração que hoje dirige o Ocidente dá a impressão de ter aprendido pouco ou nada do que a Europa e o mundo viveram na primeira metade do séc. XX, a ponto de começar a ser descabido ou mesmo perigoso procurar caminhos de paz.” A reflexão de Manuel Pinto, no À Margem desta semana.

Sem consensos, graças a Deus

Sem consensos, graças a Deus

“O ‘confrontacionismo’ exacerbado que se instalou na vida pública em Portugal começa a mostrar-se tão irredutível como o que singra noutras sociedades ocidentais. O seu maior veneno radica nas minorias que não aceitam derrotas.” A reflexão de Jorge Wemans, no À Margem desta semana.

Liberdade global diminui pelo 18.º ano consecutivo

Relatório da Freedom House

Liberdade global diminui pelo 18.º ano consecutivo

A organização sem fins lucrativos Freedom House, sediada em Washington (EUA), acaba de lançar o seu principal relatório, que acompanha anualmente, desde 1973, as tendências globais em direitos políticos e liberdades civis. Intitulado “Os danos crescentes provocados por eleições fracassadas e conflitos armados”, o documento indica que a liberdade global diminuiu pelo 18.º ano consecutivo em 2023, uma vez que os direitos e as liberdades civis se deterioraram em 52 países. As melhorias foram verificadas em apenas 21 Estados.

O inferno ficou oco

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A Poesia na Rua

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“É preciso ajudar. Ajudar quem gostaria que a poesia estivesse na rua, que a alegria fosse um privilégio de todos. Ajudá-los contra os que lubrificam a máquina do cinismo e do ódio.” – A reflexão de Eduardo Jorge Madureira, na rubrica À Margem desta semana.

Cristianismo e democracia

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Em tempo de comemoração dos cinquenta anos da revolução de 25 de abril, penso dever concluir que o maior legado desta é o da consolidação do Estado de Direito Democrático. Uma consolidação que esteve ameaçada nos primeiros tempos, mas que se foi fortalecendo progressivamente. Esta efeméride torna particularmente oportuna a reflexão sobre os fundamentos éticos da democracia. [Texto de Pedro Vaz Patto]

Se queres a guerra, despreza a paz

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“A geração que hoje dirige o Ocidente dá a impressão de ter aprendido pouco ou nada do que a Europa e o mundo viveram na primeira metade do séc. XX, a ponto de começar a ser descabido ou mesmo perigoso procurar caminhos de paz.” A reflexão de Manuel Pinto, no À Margem desta semana.

Sem consensos, graças a Deus

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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