As redes sociais oferecerão vantagens que alguns terão competências para aproveitar, mas, hoje, é impossível desconhecer os seus abundantes inconvenientes, congénitos, há quem garanta. As vozes dos que têm denunciado que o modelo de negócio das redes sociais – a sua razão de ser, portanto – assenta na rendibilidade dos seus efeitos mais nefastos têm sido assaz audíveis. Muitos dos que se manifestam contra elas conhecem-nas internamente, por nelas terem desempenhado funções de relevo. Sabem, pois, muito bem do que falam. Entretanto, os que julgam que as desvantagens das redes sociais suplantam os benefícios têm-se multiplicado. Por essa razão, abandonam-nas, mesmo que daí resulte algum prejuízo. Não algum, mas imenso, foi o que a Lush, uma famosa marca de produtos de cosmética britânica com 400 lojas próprias em todo o mundo, teve ao encerrar milhares de contas do Facebook, Instagram, Snapchat e TikTok.









