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O ser e a liberdade

O ser e a liberdade

O desejo metafísico, que se exprime essencialmente no desejo do Absoluto (porque somos seres-para-a-Transcendência), exprime-se correlativamente no desejo da liberdade metafísica, que é desejo pelo incondicionado, natureza do próprio Ser. Não há como esconjurar de nós a condição de seres-para-o-Infinito, com a qual e na qual temos de viver, a par da nossa finitude e da objetividade aparente das coisas. [Texto de Ruben Azevedo]

Curso sobre filosofia e espiritualidade junta feministas, romancistas e místicos

Curso sobre “Os vastos palácios da memória”

Curso sobre filosofia e espiritualidade junta feministas, romancistas e místicos

A feminista Simone de Beauvoir, a judia assassinada em Auschwitz Etty Hillesum, a escritora “romântica” Daphne du Maurier, a “modernista” brasileira Adélia Prado ou o místico e monge católico Thomas Merton podem ter algo em comum? Todos integram, com obras suas, o curso de “Filosofia, Literatura, Espiritualidade”, que vai para a sua 9ª edição e é promovido pela Comunidade da Capela do Rato, em Lisboa, sob a coordenação científica de Maria Luísa Ribeiro Ferreira, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e colaborada do 7MARGENS.

O ser e a liberdade

Alma e identidade pessoal

Alguns filósofos contemporâneos, negando a existência da alma, afirmam que a identidade pessoal consiste, simplesmente, na “continuidade espaciotemporal”[1]. Isto é, somos aquilo que somos porque, ao longo do tempo, há algo que permanece espaciotemporalmente, quer dizer, física ou fisiologicamente. (Rúben Azevedo).

O ser e a liberdade

Amor e Sentido

O Sentido talvez consista numa entrega total a algo, causa ou ideia, com amor. Mas não estou certo de que todas as causas suscitem a mesma plenitude de sentido. O que trará essa plenitude? A dimensão ou integridade do amor que se dedica, ou a causa em si, objeto desse amor? É certo que o “muito amar” justifica até a causa aparentemente mais insignificante, contanto seja um amor sincero, até certo ponto desinteressado, e não uma tábua de salvação para a angústia da solidão ou da falta de sentido. (Ruben Azevedo)

A chateza de um mundo politicamente correcto

Nas margens da filosofia (LIX)

A chateza de um mundo politicamente correcto

Vivemos num mundo do politicamente correcto onde se aboliram determinados termos e em que domina uma permanente cautela em não fazer comparações e avaliações que possam ser consideradas ofensivas. Há temáticas tabus em que esse cuidado é relevante, nomeadamente no que se refere ao sexo, à cor da pele, à igualdade de género, à classe social, à diversidade de costumes, às diferenças étnicas. (Luísa Ribeiro Ferreira)

Jesus, o Nazareno: o Filósofo esquecido de Jerusalém

Jesus, o Nazareno: o Filósofo esquecido de Jerusalém

Clarifico desde já: Não estou a falar no Cristo, o Messias, o Profeta. Refiro apenas o homem, o jovem, que diz de si próprio ser o Nazareno. O rapaz que passava horas no templo a conversar com os “doutores” e de quem admiravam o conhecimento e a sabedoria. Do homem que, como Sócrates em Atenas, andava “por ali”, com gente atrás que gostava de o ouvir e a quem ele falava.

Admirável Mundo Novo

Nas margens da filosofia (LVIII)

Admirável Mundo Novo

Admirável Mundo Novo[1] foi um dos livros que marcou a minha adolescência. Lembro-me que o li em inglês, quando era aluna do Instituto Britânico e que ao longo da vida muitas vezes o reli, tal como faço com outras obras que me marcaram e cuja releitura me dá sempre imenso prazer. Na altura do meu primeiro encontro com esse livro partilhei as angústias de um dos seus personagens principais – John, o selvagem que habitou numa reserva e que subitamente se viu confrontado com os avanços da civilização.

O ser e a liberdade

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Alguns filósofos contemporâneos, negando a existência da alma, afirmam que a identidade pessoal consiste, simplesmente, na “continuidade espaciotemporal”[1]. Isto é, somos aquilo que somos porque, ao longo do tempo, há algo que permanece espaciotemporalmente, quer dizer, física ou fisiologicamente. (Rúben Azevedo).

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Amor e Sentido

O Sentido talvez consista numa entrega total a algo, causa ou ideia, com amor. Mas não estou certo de que todas as causas suscitem a mesma plenitude de sentido. O que trará essa plenitude? A dimensão ou integridade do amor que se dedica, ou a causa em si, objeto desse amor? É certo que o “muito amar” justifica até a causa aparentemente mais insignificante, contanto seja um amor sincero, até certo ponto desinteressado, e não uma tábua de salvação para a angústia da solidão ou da falta de sentido. (Ruben Azevedo)

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidade

Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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