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Um estranho paradoxo

Um estranho paradoxo

Vivemos um estranho paradoxo. As pandemias tenderão a ser controladas pela ciência. Mas tal não tem acontecido no caso da covid-19. O certo é que tem faltado uma liderança ética e política partilhada nos planos europeu e mundial. A voz do Papa Francisco, as encíclicas Laudato Si’ e Caritas in Veritate são ainda ecos que clamam no deserto. A xenofobia, o isolacionismo e a desconfiança são traços dominantes no sistema internacional. Mas será esta pandemia uma oportunidade para se criar uma nova consciência capaz de 1) Prevenir ameaças globais; 2) Garantir uma melhor partilha de recursos; 3) Compreender que os mais fracos são as maiores vítimas; 4) Pôr em prática um contrato ecológico; 5) Ligar sustentabilidade, equidade e justiça distributiva na sociedade e entre as diferentes gerações, bem como garantir a subsidiariedade?

Um estranho paradoxo

Maria de Sousa – ciência e poesia

Maria de Sousa (1939-2020) foi uma médica, bióloga e mulher de cultura e de ciência de exceção, que nos deixou vítima da terrível covid-19. Ensaísta de mérito, escreveu Meu Dito, Meu Escrito (Gradiva, 2014), onde se encontra a força e a alegria da sua personalidade única. Era professora emérita da Universidade do Porto e fez um brilhante percurso internacional no Reino Unido (onde foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian) e nos Estados Unidos.

Um estranho paradoxo

Atribuído a Eduardo Lourenço o prémio Padre Manuel Antunes

Falar de Eduardo Lourenço é invocar o grande intérprete de Portugal. O Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes que lhe foi atribuído este ano é o reconhecimento de um percurso de vida de quem tem refletido profundamente sobre a cultura com uma especial inquietação espiritual.

Um estranho paradoxo

“Vemos, ouvimos e lemos…”

Num tempo de medo e de incerteza pela ameaça do novo coronavírus, importa não perder a cabeça fria. Com afirmou José Gil há dias, a lição que estamos a ter deve preparar-nos para o tema da salvaguarda do Planeta e da Humanidade. A exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco é, assim, de leitura obrigatória.

Um estranho paradoxo

O exemplo da “Brotéria”

Em 1965, quando a revista Brotéria passou a assumir-se como uma revista de cultura, inspirada na “grande abertura conciliar”, o padre Manuel Antunes, S.J. afirmou: “Procurando sentir e fazer sentir que somos de uma pátria e que ao seu sentido estamos ligados, a Brotéria não ignorará que o facto cultural, constituindo um sistema de valores suscetíveis de difundir-se, transcende as condições de espaço e duração.

Um estranho paradoxo

Cultura: novas histórias e paradigmas…

“Torna-se necessária uma evangelização que ilumine os novos modos de se relacionar com Deus, com os outros e com o ambiente, e que suscite os valores fundamentais” – afirma a exortação pastoral Evangelii Gaudium. Na mesma linha em que o Papa João XXIII apelava ao reconhecimento da importância dos “sinais dos tempos”, o Papa Francisco afirmou que: “É necessário chegar aonde são concebidas as novas histórias e paradigmas, alcançar com a Palavra de Jesus os núcleos mais profundos da alma das cidades.

Um estranho paradoxo

As cartas de D. António Barroso…

“António Barroso e o Vaticano”, de Carlos A. Moreira de Azevedo (Edições Alethêia, 2019), revela 400 cartas inéditas, onde encontramos um retrato de corpo inteiro de uma das mais notáveis figuras da nossa história religiosa, que catalisa a rica densidade da sua época.

Um estranho paradoxo

Presença luminosa…

“Pensar o futuro contempla uma dupla preocupação: promover o entendimento em torno dos objetivos a alcançar num horizonte temporal alargado e contribuir para a construção de uma visão prospetiva, no que se refere à identificação de potencialidades e riscos decorrentes de mudanças demográficas, tecnológicas, económico-financeiras e outras”. A complexidade estava no seu horizonte, na linha dos ensinamentos de Edgar Morin, mas nessa preocupação estava fundamentalmente a consideração dos problemas concretos das pessoas. Manuela Silva (1932-2019) deu-se inteiramente às causas dos outros, na defesa intransigente da dignidade da pessoa humana.

Um estranho paradoxo

Um estranho paradoxo

Vivemos um estranho paradoxo. As pandemias tenderão a ser controladas pela ciência. Mas tal não tem acontecido no caso da covid-19. O certo é que tem faltado uma liderança ética e política partilhada nos planos europeu e mundial. A voz do Papa Francisco, as encíclicas Laudato Si’ e Caritas in Veritate são ainda ecos que clamam no deserto. A xenofobia, o isolacionismo e a desconfiança são traços dominantes no sistema internacional. Mas será esta pandemia uma oportunidade para se criar uma nova consciência capaz de 1) Prevenir ameaças globais; 2) Garantir uma melhor partilha de recursos; 3) Compreender que os mais fracos são as maiores vítimas; 4) Pôr em prática um contrato ecológico; 5) Ligar sustentabilidade, equidade e justiça distributiva na sociedade e entre as diferentes gerações, bem como garantir a subsidiariedade?

Um estranho paradoxo

Maria de Sousa – ciência e poesia

Maria de Sousa (1939-2020) foi uma médica, bióloga e mulher de cultura e de ciência de exceção, que nos deixou vítima da terrível covid-19. Ensaísta de mérito, escreveu Meu Dito, Meu Escrito (Gradiva, 2014), onde se encontra a força e a alegria da sua personalidade única. Era professora emérita da Universidade do Porto e fez um brilhante percurso internacional no Reino Unido (onde foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian) e nos Estados Unidos.

Um estranho paradoxo

Atribuído a Eduardo Lourenço o prémio Padre Manuel Antunes

Falar de Eduardo Lourenço é invocar o grande intérprete de Portugal. O Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes que lhe foi atribuído este ano é o reconhecimento de um percurso de vida de quem tem refletido profundamente sobre a cultura com uma especial inquietação espiritual.

Um estranho paradoxo

“Vemos, ouvimos e lemos…”

Num tempo de medo e de incerteza pela ameaça do novo coronavírus, importa não perder a cabeça fria. Com afirmou José Gil há dias, a lição que estamos a ter deve preparar-nos para o tema da salvaguarda do Planeta e da Humanidade. A exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco é, assim, de leitura obrigatória.

Um estranho paradoxo

O exemplo da “Brotéria”

Em 1965, quando a revista Brotéria passou a assumir-se como uma revista de cultura, inspirada na “grande abertura conciliar”, o padre Manuel Antunes, S.J. afirmou: “Procurando sentir e fazer sentir que somos de uma pátria e que ao seu sentido estamos ligados, a Brotéria não ignorará que o facto cultural, constituindo um sistema de valores suscetíveis de difundir-se, transcende as condições de espaço e duração.

Um estranho paradoxo

Cultura: novas histórias e paradigmas…

“Torna-se necessária uma evangelização que ilumine os novos modos de se relacionar com Deus, com os outros e com o ambiente, e que suscite os valores fundamentais” – afirma a exortação pastoral Evangelii Gaudium. Na mesma linha em que o Papa João XXIII apelava ao reconhecimento da importância dos “sinais dos tempos”, o Papa Francisco afirmou que: “É necessário chegar aonde são concebidas as novas histórias e paradigmas, alcançar com a Palavra de Jesus os núcleos mais profundos da alma das cidades.

Um estranho paradoxo

As cartas de D. António Barroso…

“António Barroso e o Vaticano”, de Carlos A. Moreira de Azevedo (Edições Alethêia, 2019), revela 400 cartas inéditas, onde encontramos um retrato de corpo inteiro de uma das mais notáveis figuras da nossa história religiosa, que catalisa a rica densidade da sua época.

Um estranho paradoxo

Presença luminosa…

“Pensar o futuro contempla uma dupla preocupação: promover o entendimento em torno dos objetivos a alcançar num horizonte temporal alargado e contribuir para a construção de uma visão prospetiva, no que se refere à identificação de potencialidades e riscos decorrentes de mudanças demográficas, tecnológicas, económico-financeiras e outras”. A complexidade estava no seu horizonte, na linha dos ensinamentos de Edgar Morin, mas nessa preocupação estava fundamentalmente a consideração dos problemas concretos das pessoas. Manuela Silva (1932-2019) deu-se inteiramente às causas dos outros, na defesa intransigente da dignidade da pessoa humana.

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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