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JMJ – Um pau de dois bicos

JMJ – Um pau de dois bicos

Terminou a Jornada Mundial da Juventude de 2023 em Lisboa. Os jovens (um milhão de jovens, vamos admitir) regressam agora às suas localidades cansados, eufóricos, esperançosos em uma Igreja que escuta as suas “preces”. Muitos deles experimentando sensações nunca antes vividas. Um sem número de histórias.

Simples e profundo

Simples e profundo

  No momento em que escrevo este texto o avião onde segue o Papa Francisco [de regresso de Lisboa a Roma] encontra-se em território espanhol, a sobrevoar Madrid. Digo-o apenas para que fique datado ou, talvez melhor, enquadrado no tempo com alguma exatidão. Não...

Como uma casa pintada se pode confundir com o acto de pintar uma casa

Como uma casa pintada se pode confundir com o acto de pintar uma casa

Não conheço D. Américo Aguiar, nem sequer nunca privei com ele. A seu favor tenho dois argumentos: a minha plena crença na inteligência e no ministério do Papa Francisco, que agora o nomeou cardeal e a afirmação proferida pelo próprio de que a JMJ só teria sentido se depois tudo for diferente. Neste tempo especial em que ocorreu a JMJ, surgiu uma pretensa polémica que nos quer desviar o olhar do essencial. Afinal o que se pretende com a JMJ? Dar uma pintura na nossa casa ou habitar uma casa pintada?

À flor da pele, uma imensa comoção; por debaixo, a prudência e os desafios

À flor da pele, uma imensa comoção; por debaixo, a prudência e os desafios

À flor da pele nestes dias que se assemelham a revolucionários, sobrevém uma tal comoção geral que não deixa de ser surpreendente. Parecem revolucionários porque em Lisboa as ruas e os jardins estão (muito) cheios e as igrejas estão (muito) cheias de jovens de todas as idades, cores, géneros e feitios, de muitas línguas e bandeiras respirando-se uma insólita atmosfera de festa, de grande alegria e de esperança.

Todos, tu e eu, fomos chamados: Levantemo-nos!

Todos, tu e eu, fomos chamados: Levantemo-nos!

Este texto não tem uma espinha dorsal. É um daqueles que pretende espelhar a alegria de viver a fé e a esperança que senti, ao assistir e ouvir excertos de notícias sobre a visita do Papa Francisco a Lisboa, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Agosto de 2023. Recordei-me da minha ida à Taizé (Comunidade de fé em França), num mesmo mês, há 16 anos.

JMJ: dez notas ao cair do pano

Editorial - do medo ao sonho

JMJ: dez notas ao cair do pano

No fecho de uma intensa semana de surpresas, descobertas, gestos e, sobretudo, muitas emoções, há que dar tempo para assimilar tudo o que aconteceu. Mas pode-se já alinhavar algumas reflexões, notas conclusivas e, igualmente, interrogações, sob a forma de palavras-chave.

Falta de caril e mais um bocadinho

Moçambicanos de Pemba

Falta de caril e mais um bocadinho

  Foi na passada segunda-feira, 31 de julho, que me encontrei com quatro jovens de Cabo Delgado, Moçambique, parte de um grupo de seis que veio desde lá para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa. Veio connosco uma amiga, a Andreia, que foi quem...

“O que levamos connosco de Lisboa, casa da fraternidade?”

Francisco na missa de envio

“O que levamos connosco de Lisboa, casa da fraternidade?”

Não há memória de, no Festival de Woodstock – que tantos compararam por estes dias à Jornada Mundial da Juventude – os jovens terem despertado tão cedo, nem tão entusiasmados. É certo que a atuação do padre e DJ Guilherme – que começou pouco depois de os primeiros raios de sol pintarem com uma luz única o Campo da Graça, em Lisboa – ajudou. Mas o principal motivo por trás dos milhares de olhos, brilhantes de alegria e expetativa, era outro: o Papa chegaria dentro de pouco tempo, e pelas movimentações no descampado a perder de vista, todos – até os muitos que tinham ficado do outro lado do rio Trancão – iriam ter oportunidade de vê-lo.

JMJ – Um pau de dois bicos

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