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O tempo está a esgotar-se

Editorial 7M

O tempo está a esgotar-se

Os bispos católicos tinham pela frente uma tarefa que não era fácil: estar à altura, nas medidas que viessem anunciar, da coragem de ter criado uma Comissão Independente para estudar os abusos sexuais de crianças nos espaços da Igreja e do impacto público que o relatório e as recomendações dessa Comissão deixaram em suspenso.

Bispos decidem que caminhos tomar para afrontar abusos

Assembleia em Fátima sexta-feira

Bispos decidem que caminhos tomar para afrontar abusos

É imprevisível o que pode sair da assembleia plenária extraordinária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre esta sexta-feira, 3 de Março, em Fátima, após quatro dias de retiro. Os bispos encontram-se para decidir que medidas tomar na sequência do relatório da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja Católica em Portugal, mas as diferenças de opiniões internas não permitem antecipar cenários seguros.

Com mais de 100 alegados abusadores vivos, Igreja tem de “atuar”, diz comissão

Estudo faz recomendações concretas

Com mais de 100 alegados abusadores vivos, Igreja tem de “atuar”, diz comissão

O coordenador da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica em Portugal, Pedro Strecht, estima que mais de uma centena dos religiosos apontados como alegados abusadores ainda se encontrem vivos, e alguns deles no ativo. Face ao elevado risco de reincidirem no mesmo crime, o relatório pede medidas concretas da parte da Igreja, a começar pelo impedimento de que essas pessoas estejam na proximidade de crianças e jovens.

Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em Portugal

Nos últimos 70 anos

Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em Portugal

É “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Primeira reacção dos bispos

“Uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”

Os abusos sexuais cometidos por membros do clero português são “crimes que podem ter estado na origem de dramas e sofrimentos incomensuráveis que marcaram vidas inteiras”, é “uma ferida aberta que nos dói e nos envergonha”, disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP, José Ornelas, na primeira declaração acerca do relatório sobre os Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica.

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Editorial 7M

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Os bispos católicos tinham pela frente uma tarefa que não era fácil: estar à altura, nas medidas que viessem anunciar, da coragem de ter criado uma Comissão Independente para estudar os abusos sexuais de crianças nos espaços da Igreja e do impacto público que o relatório e as recomendações dessa Comissão deixaram em suspenso.

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É imprevisível o que pode sair da assembleia plenária extraordinária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre esta sexta-feira, 3 de Março, em Fátima, após quatro dias de retiro. Os bispos encontram-se para decidir que medidas tomar na sequência do relatório da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja Católica em Portugal, mas as diferenças de opiniões internas não permitem antecipar cenários seguros.

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É “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?

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Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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