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Para condenar não me chamem

Após vinte e dois anos de trabalho dentro de uma prisão ainda me pergunto: que falta faz um padre na prisão? Talvez seja necessário responder antes a uma outra: para que serve a prisão? O sistema prisional devia ter dois objetivos fundamentais: proteger a sociedade de condutas criminosas e proporcionar aos reclusos uma hipótese de reabilitar as suas vidas.

O Pacto de Mayflower

O Pacto de Mayflower

Há milénios que a utopia de um novo mundo está presente no imaginário dos povos. Desde a República de Platão, passando pela Terra Prometida “que mana leite e mel”, dos hebreus, pelas propostas humanistas de Erasmo de Roterdão, pela ilha de Thomas Moore (amigo de Erasmo) consagrada na sua obra Utopia (1516) e até ao Pacto de Mayflower (1620).

Nova lei em Hong Kong: as duras críticas dos cardeais e o estranho silêncio do Papa

Nova lei em Hong Kong: as duras críticas dos cardeais e o estranho silêncio do Papa

O cardeal Charles Maung Bo, presidente da Federação de Conferências Episcopais Asiáticas (FABC), e o cardeal Joseph Zen, bispo emérito de Hong Kong, teceram duras críticas à nova lei de segurança nacional aprovada por Pequim para aquela região, considerando que constitui uma enorme ameaça à liberdade de expressão e religião. O Papa Francisco terá também planeado abordar este tema na sua alocução após a oração do Angelus no passado domingo, 5 de julho, mas por algum motivo desistiu de o fazer.

Apesar de tudo, a liberdade

Apesar de tudo, a liberdade

Sinto a doença à minha volta e à volta dos meus. E, nesta reclusão involuntária, lembro-me de Trujillo e de suas altas torres. Não de todas, mas de uma que, na sua delgada altivez, se assumiu como mirante.

Para condenar não me chamem

Após vinte e dois anos de trabalho dentro de uma prisão ainda me pergunto: que falta faz um padre na prisão? Talvez seja necessário responder antes a uma outra: para que serve a prisão? O sistema prisional devia ter dois objetivos fundamentais: proteger a sociedade de condutas criminosas e proporcionar aos reclusos uma hipótese de reabilitar as suas vidas.

O Pacto de Mayflower

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Há milénios que a utopia de um novo mundo está presente no imaginário dos povos. Desde a República de Platão, passando pela Terra Prometida “que mana leite e mel”, dos hebreus, pelas propostas humanistas de Erasmo de Roterdão, pela ilha de Thomas Moore (amigo de Erasmo) consagrada na sua obra Utopia (1516) e até ao Pacto de Mayflower (1620).

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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