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Não somos deste mundo

Não somos deste mundo

  Talvez precisemos de reconhecer que não somos deste mundo, para que possamos verdadeiramente saboreá-lo e experiênciá-lo. É como quando estamos em viagem num país estrangeiro, tornamo-nos mais disponíveis para apreciar todas as coisas, a história do local, a...

Para quem tocam os sinos?

Nas margens da filosofia (XXXVII)

Para quem tocam os sinos?

O título deste texto é tirado de um poema de John Donne, um autor inglês do século XVII que, como todos os bons poetas, se mantém plenamente actual e interpelante. Ernest Hemingway construiu a partir dele um romance belíssimo sobre a Guerra de Espanha e a solidariedade que provocou entre os combatentes antifranquistas.

A origem do mal

A origem do mal

De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

A origem do mal

A Justiça livra da morte

É muitas vezes a fraqueza, a impotência e a frustração por não conseguirmos fazer aquilo que realmente queremos, que nos conduz ao mal. Queremos ser heróis, conquistar uma glória qualquer, ser absolutamente livres, e não compreendemos que o maior dos heroísmos não é o do impulso de uma hora, mas o de todas as horas em que tentamos adequar a nossa ação ao nosso juízo mais justo. Mesmo que doa, mesmo que a solidão pese, mesmo que a angústia prevaleça.

A origem do mal

Deus está infinitamente para além do medo

Acreditar em Deus será necessariamente viver no medo do imprevisível? Só se crermos num deus caprichoso, que ora nos dá graças, ora nos dá dores, independentemente do que façamos, como a Job. É verdade que a desgraça se pode abater sobre qualquer um. Alguns defendem, porém, que dispensar Deus ou deuses e limitar-se a um estrito naturalismo nos isenta de medos supersticiosos, como já a escola filosófica epicurista defendia. É que a natureza não tem caprichos nem humores…

O mal: um desafio à filosofia e à teologia ou a dimensão trágica da existência

O mal: um desafio à filosofia e à teologia ou a dimensão trágica da existência

A oração do Papa Francisco pela humanidade expressou a vários níveis a situação existencial que estamos a viver: era um ser humano só, de uma vulnerabilidade extrema e que, assumindo ambas, solidão e vulnerabilidade, procurava viver e partilhar com o conjunto dos humanos os recursos que a sua história de vida punha à sua disposição para poder viver o momento atual, com sentido e num horizonte de esperança no futuro.

Deus abandonou os moçambicanos?

Deus abandonou os moçambicanos?

Perante uma tal dimensão do desastre, há quem se possa perguntar se Deus se esqueceu de Moçambique e se abandonou os moçambicanos. Mas, para as grandes tradições religiosas, a tragédia natural não é um castigo divino, ao contrário do que por vezes algumas pessoas pensarão.

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A origem do mal

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De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

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É muitas vezes a fraqueza, a impotência e a frustração por não conseguirmos fazer aquilo que realmente queremos, que nos conduz ao mal. Queremos ser heróis, conquistar uma glória qualquer, ser absolutamente livres, e não compreendemos que o maior dos heroísmos não é o do impulso de uma hora, mas o de todas as horas em que tentamos adequar a nossa ação ao nosso juízo mais justo. Mesmo que doa, mesmo que a solidão pese, mesmo que a angústia prevaleça.

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Acreditar em Deus será necessariamente viver no medo do imprevisível? Só se crermos num deus caprichoso, que ora nos dá graças, ora nos dá dores, independentemente do que façamos, como a Job. É verdade que a desgraça se pode abater sobre qualquer um. Alguns defendem, porém, que dispensar Deus ou deuses e limitar-se a um estrito naturalismo nos isenta de medos supersticiosos, como já a escola filosófica epicurista defendia. É que a natureza não tem caprichos nem humores…

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Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

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