Em junho de 1973, um relatório da PIDE propunha que se prescindisse do trabalho missionário de vários institutos religiosos. Essa proposta levaria à expulsão de 155 padres
Proposta da polícia política há 51 anos
Os 155 missionários que a PIDE quis expulsarEm junho de 1973, um relatório da PIDE propunha que se prescindisse do trabalho missionário de vários institutos religiosos. Essa proposta levaria à expulsão de 155 padres
Redes, episódios e rostos
Os católicos que “salvaram” a IgrejaO empenhamento corajoso de muitos católicos favoreceu a Igreja no pós-25 de Abril, que deve a esses grupos e redes o facto de se ter diluído a conivência ou o silêncio cúmplice de parte da hierarquia com o regime do Estado Novo. Na altura da revolução, era uma Igreja em tensão e erosão aquela que se descobre.
7MARGENS/Antena 1
Igreja Católica deve pedir perdão pela sua atitude durante o Estado NovoA Igreja Católica em Portugal deve pedir perdão por boa parte das suas atitudes durante a ditadura do Estado Novo, coincidem os três convidados da última emissão do programa 7MARGENS na Antena 1.
Há experiências/vivências que, de tão intensas, ficam a fazer parte de nós. Tive o padre Manuel Vieira Pinto como director espiritual no então Seminário de Vilar. Um tempo que não sei medir no calendário, pelos anos ou meses, mas que seguramente deixou marcas no meu modo de sentir e de viver a vida, a partir da juventude.
A Assembleia da República homenageou o antigo arcebispo de Nampula, Manuel Vieira Pinto, que morreu aos 96 anos no passado dia 1 de Maio, com um voto de pesar que o define como “figura maior na luta pela afirmação da dignidade da pessoa humana no Portugal contemporâneo”.
“Um homem que deixou marcas profundas na história da Igreja em Moçambique”, é como o padre Arlindo Pinto se refere a D. Manuel Vieira Pinto, bispo de Nampula (Moçambique) entre 1967 e 2000 que morreu na última quinta-feira, 30 de Abril, no Porto, diocese de onde era natural, aos 96 anos, como noticiado no 7MARGENS.
Sucediam-se por aqueles dias do fim da Quaresma de 1974, as manifestações por toda a cidade de Nampula (Moçambique), onde a efígie do bispo Vieira Pinto era o tambor em que todos se fartavam de bater. Tinha chegado aos ouvidos de muitos que o prelado defendia ideias pouco amistosas sobre a independência da então “província ultramarina” do Índico.
Contestou o regime colonial e isso valeu-lhe a expulsão de Moçambique, para onde tinha ido como primeiro bispo católico de Nampula. Voltaria depois da independência, mas nunca deixou sossegado o novo poder, que também acusou de não respeitar os direitos humanos e a o qual pediu para negociar com a oposição armada. Começara por se dedicar a defender a renovação da Igreja, pugnando “por um mundo melhor”. Manuel Vieira Pinto morreu nesta quinta-feira, 30 de Abril.
Proposta da polícia política há 51 anos
Os 155 missionários que a PIDE quis expulsarEm junho de 1973, um relatório da PIDE propunha que se prescindisse do trabalho missionário de vários institutos religiosos. Essa proposta levaria à expulsão de 155 padres
Redes, episódios e rostos
Os católicos que “salvaram” a IgrejaO empenhamento corajoso de muitos católicos favoreceu a Igreja no pós-25 de Abril, que deve a esses grupos e redes o facto de se ter diluído a conivência ou o silêncio cúmplice de parte da hierarquia com o regime do Estado Novo. Na altura da revolução, era uma Igreja em tensão e erosão aquela que se descobre.
7MARGENS/Antena 1
Igreja Católica deve pedir perdão pela sua atitude durante o Estado NovoA Igreja Católica em Portugal deve pedir perdão por boa parte das suas atitudes durante a ditadura do Estado Novo, coincidem os três convidados da última emissão do programa 7MARGENS na Antena 1.
Há experiências/vivências que, de tão intensas, ficam a fazer parte de nós. Tive o padre Manuel Vieira Pinto como director espiritual no então Seminário de Vilar. Um tempo que não sei medir no calendário, pelos anos ou meses, mas que seguramente deixou marcas no meu modo de sentir e de viver a vida, a partir da juventude.
A Assembleia da República homenageou o antigo arcebispo de Nampula, Manuel Vieira Pinto, que morreu aos 96 anos no passado dia 1 de Maio, com um voto de pesar que o define como “figura maior na luta pela afirmação da dignidade da pessoa humana no Portugal contemporâneo”.
“Um homem que deixou marcas profundas na história da Igreja em Moçambique”, é como o padre Arlindo Pinto se refere a D. Manuel Vieira Pinto, bispo de Nampula (Moçambique) entre 1967 e 2000 que morreu na última quinta-feira, 30 de Abril, no Porto, diocese de onde era natural, aos 96 anos, como noticiado no 7MARGENS.
Sucediam-se por aqueles dias do fim da Quaresma de 1974, as manifestações por toda a cidade de Nampula (Moçambique), onde a efígie do bispo Vieira Pinto era o tambor em que todos se fartavam de bater. Tinha chegado aos ouvidos de muitos que o prelado defendia ideias pouco amistosas sobre a independência da então “província ultramarina” do Índico.
Contestou o regime colonial e isso valeu-lhe a expulsão de Moçambique, para onde tinha ido como primeiro bispo católico de Nampula. Voltaria depois da independência, mas nunca deixou sossegado o novo poder, que também acusou de não respeitar os direitos humanos e a o qual pediu para negociar com a oposição armada. Começara por se dedicar a defender a renovação da Igreja, pugnando “por um mundo melhor”. Manuel Vieira Pinto morreu nesta quinta-feira, 30 de Abril.
[Lugar (in)comum]
“Depressa passas de bestial a besta” novidade“Na era dos ecrãs e da comunicação imediata, construímos expectativas irrealistas, esperando infalibilidade de quem está sob o holofote. Chega a ser irónica a facilidade com que se eleva alguém a um estatuto quase divino para em seguida lhe ser exigido um comportamento humanamente irrepreensível.” [Texto de Júlia Costa]
Mensagem da CEP
Bispos querem uma “nova era missionária” e apontam Portugal como “terra de missão” novidadeA Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que o centenário do Dia Mundial das Missões, que a Igreja celebrará no próximo dia 18 de outubro, deve ser ocasião para renovar o compromisso missionário e reconhecer que a missão não acontece apenas em terras distantes.
Esta terça-feira, 7 outubro
“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferência novidadeA Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.
[Entre Margens]
Um 7 de Outubro por Delphine Horvilleur novidadeNão sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].
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