O Facebook tem mais utilizadores que cristãos existentes no mundo. A receita financeira pela captura da nossa atenção atingiu já um trilião de dólares, mas o Facebook não está ainda satisfeito. O seu novo alvo é a religião.
O Facebook tem mais utilizadores que cristãos existentes no mundo. A receita financeira pela captura da nossa atenção atingiu já um trilião de dólares, mas o Facebook não está ainda satisfeito. O seu novo alvo é a religião.
Superar a situação de pandemia que vivemos depende muito da tecnologia. Existe muita engenharia na construção de máscaras dos mais diversos tipos, na ventilação dos espaços para garantir a diluição da concentração de aerossóis, e podemo-nos questionar se existe algum valor espiritual nas coisas tecnológicas. São subtis os traços da vida espiritual no desenvolvimento tecnológico, mas existem.
Serão as redes sociais a versão moderna de seguir o padre em vez de seguir Jesus? No Seu tempo, seguir Jesus era uma experiência literal. Para onde Jesus ia, as pessoas seguiam-no para O ouvir. Hoje, se Jesus estivesse presente nas redes sociais e tivesse biliões de seguidores dado o número de cristãos no mundo, teria o mesmo efeito na vida das pessoas?
Na segunda semana de Maio que a Igreja Católica dedica à vida, que tempo dedicamos nós a viver? A vida sente-se quando existem mudanças. A mudança é a base transformativa da vida. Por exemplo, quando nasce um bebé, o seu ambiente muda radicalmente. Por isso, respirar o ar exterior ao ventre materno pela primeira vez é uma das experiências mais transformativas na vida de cada um de nós. Uma experiência transformativa que se distingue de todas as outras por ser impossível prever o impacte que uma determinada mudança produzirá em nós.
A comunicação é a capacidade que o ser humano desenvolveu para sobreviver ao longo dos milénios da nossa existência sobre a Terra. Por isso, qualquer coisa que afecta a nossa capacidade de comunicar, afecta a nossa sobrevivência. Assim, é legítimo questionar o que os meios de comunicação estão a fazer ao nosso modo de comunicar. Não me refiro, propriamente, aos que protagonizam esses meios, como os jornalistas, mas aos meios em si, sobretudo, os mais recentes como os que encontramos nos nossos telemóveis.
Vivemos num mundo que procura eliminar a fricção. É cada vez mais fácil para qualquer pessoa neste planeta poder expressar a sua opinião sobre qualquer coisa e ter a sensação de ser ouvida. E, depois das alterações culturais que esta pandemia realizou no modo de comunicarmos, mais ainda se nota como um mundo sem fricção pode tornar-se num mundo superficial onde vinga a desinformação.
Numa rua com uma simples brisa, não há motivo para não mostrar a minha cara. Os aerossóis são dispersos por uma simples brisa. Só nos espaços mais fechados ou pouco ventilados é que corremos o risco de nos infectarmos. Tenho saudades das caras, e penso que esta pandemia ajudar-nos-á a descobrir facetas desconhecidas da nossa identidade, ou a re-definir o que nos identifica.
Com os confinamentos exigidos nestes tempos, alguns retornaram ao teletrabalho, voltando a ter o escritório em sua casa, cuja pilha de roupa e questões dos filhos a atender, pode levar à exaustão, ao dito burnout. Mas isso pode advir, também, de um modo de ser e estar no trabalho que vive mais de distracções do que de realizações, respondendo a inúmeros e-mails, mensagens de Slack, chamadas Skype ou Zoom.
O Facebook tem mais utilizadores que cristãos existentes no mundo. A receita financeira pela captura da nossa atenção atingiu já um trilião de dólares, mas o Facebook não está ainda satisfeito. O seu novo alvo é a religião.
Superar a situação de pandemia que vivemos depende muito da tecnologia. Existe muita engenharia na construção de máscaras dos mais diversos tipos, na ventilação dos espaços para garantir a diluição da concentração de aerossóis, e podemo-nos questionar se existe algum valor espiritual nas coisas tecnológicas. São subtis os traços da vida espiritual no desenvolvimento tecnológico, mas existem.
Serão as redes sociais a versão moderna de seguir o padre em vez de seguir Jesus? No Seu tempo, seguir Jesus era uma experiência literal. Para onde Jesus ia, as pessoas seguiam-no para O ouvir. Hoje, se Jesus estivesse presente nas redes sociais e tivesse biliões de seguidores dado o número de cristãos no mundo, teria o mesmo efeito na vida das pessoas?
Na segunda semana de Maio que a Igreja Católica dedica à vida, que tempo dedicamos nós a viver? A vida sente-se quando existem mudanças. A mudança é a base transformativa da vida. Por exemplo, quando nasce um bebé, o seu ambiente muda radicalmente. Por isso, respirar o ar exterior ao ventre materno pela primeira vez é uma das experiências mais transformativas na vida de cada um de nós. Uma experiência transformativa que se distingue de todas as outras por ser impossível prever o impacte que uma determinada mudança produzirá em nós.
A comunicação é a capacidade que o ser humano desenvolveu para sobreviver ao longo dos milénios da nossa existência sobre a Terra. Por isso, qualquer coisa que afecta a nossa capacidade de comunicar, afecta a nossa sobrevivência. Assim, é legítimo questionar o que os meios de comunicação estão a fazer ao nosso modo de comunicar. Não me refiro, propriamente, aos que protagonizam esses meios, como os jornalistas, mas aos meios em si, sobretudo, os mais recentes como os que encontramos nos nossos telemóveis.
Vivemos num mundo que procura eliminar a fricção. É cada vez mais fácil para qualquer pessoa neste planeta poder expressar a sua opinião sobre qualquer coisa e ter a sensação de ser ouvida. E, depois das alterações culturais que esta pandemia realizou no modo de comunicarmos, mais ainda se nota como um mundo sem fricção pode tornar-se num mundo superficial onde vinga a desinformação.
Numa rua com uma simples brisa, não há motivo para não mostrar a minha cara. Os aerossóis são dispersos por uma simples brisa. Só nos espaços mais fechados ou pouco ventilados é que corremos o risco de nos infectarmos. Tenho saudades das caras, e penso que esta pandemia ajudar-nos-á a descobrir facetas desconhecidas da nossa identidade, ou a re-definir o que nos identifica.
Com os confinamentos exigidos nestes tempos, alguns retornaram ao teletrabalho, voltando a ter o escritório em sua casa, cuja pilha de roupa e questões dos filhos a atender, pode levar à exaustão, ao dito burnout. Mas isso pode advir, também, de um modo de ser e estar no trabalho que vive mais de distracções do que de realizações, respondendo a inúmeros e-mails, mensagens de Slack, chamadas Skype ou Zoom.
[Sete Partidas]
As cápsulasNo radio do carro tocava um CD da Rosalía e comecei a pensar no que já me disseram sobre o meu carro, pequeno e velho, dito em várias variações. Não levo a mal. É verdade, mas tem tudo o que preciso. Abrigo do sol, do frio, da chuva e da neve. Confiável. Riscado e muitas vezes sujo por fora, mas por dentro limpo e arrumado. Um pouco na ordem como valorizo as coisas na vida. Menos ostentação, mais conteúdo. [Texto de Inês Patrício, Berlim].
Nomeada pelo Papa
Pela primeira vez, uma mulher irá presidir às Obras Missionárias PontifíciasO Papa Leão XIV nomeou a religiosa irlandesa Mary Teresa Barron para presidir às Obras Missionárias Pontifícias (OMP), o que fará dela a primeira mulher a assumir a liderança deste organismo, responsável por apoiar a ação missionária da Igreja Católica em todo o mundo.
Testemunho
Perseu declara-se vítimaEscrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].
Anunciado esta sexta-feira
Nobel da Paz distingue Navi Pillay, jurista que liderou investigação da ONU sobre genocídio em GazaA jurista sul-africana Navi Pillay, antiga alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, foi distinguida esta sexta-feira, 9 de outubro, com o Prémio Nobel da Paz de 2026, pelo seu trabalho em defesa da paz e do direito internacional, anunciou o Comité Nobel norueguês.
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