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As redes sociais e a degradação do espaço público

As redes sociais e a degradação do espaço público

Vivemos em sociedades em que a degradação do espaço público tende a acelerar a corrosão da democracia. Não deixa, infelizmente, de ser curioso que o que se passa nas redes sociais marque, por vezes, a agenda dos próprios media tradicionais. Aliás, são cada vez mais frequentes os programas, nomeadamente televisivos, que recorrem à participação através das redes sociais valorando simples “bitaites” como se de comentários sérios e informados se tratasse, muitas vezes sem verdadeiros critérios de filtragem.

Educados por fantasmas

Educados por fantasmas

Aliás, se as crianças e os jovens são hoje educados por fantasmas, os adultos estão longe de ser imunes ao seu fascínio. É como se a envolvência de tal mundo, que afecta ambos, não permitisse um pensamento a frio sobre ele. Ainda que o, por assim dizer, crime de pensar, seja precisamente a única forma possível de nos colocarmos ainda diante desse mundo. À distância que nos permite o pensamento crítico verificamos que estes fantasmas falam. São veículos de ideologia.

Twitter segue exemplo do Facebook e proíbe negação do Holocausto

Depois do Facebook, agora foi a vez de o Twitter banir da sua rede social conteúdos que neguem ou distorçam o Holocausto. “Condenamos fortemente o antissemitismo e a conduta de ódio não tem lugar absolutamente  nenhum no nosso serviço”, afirmou um porta-voz da empresa em comunicado à imprensa. O responsável garantiu também que irão agir “contra conteúdos que glorifiquem ou elogiem atos históricos de violência e genocídio, incluindo o Holocausto”.

O meio é a massagem

O meio é a massagem

Na minha crónica anterior, citei o filósofo canadiano Marshal Mc Luhan, lembrando a afirmação the medium is the message (“o meio é a mensagem”), por ele usada em Understanding Media.[1] Editado em 1964, o livro foi um sucesso. Três anos mais tarde, associando-se ao desenhador Quentin Fiore, Mc Luhan publicou uma pequena brochura intitulada The Media is the Massage (“O Meio é a Massagem”)[2], uma representação gráfica e criativa das teses defendidas na obra de 64. O título insólito deveu-se a um erro do editor. Mas o filósofo resolveu mantê-lo…

Deputados de cinco países juntam-se para lutar contra o antissemitismo online

Deputados de cinco países juntam-se para lutar contra o antissemitismo online

Políticos de cinco países e diferentes filiações partidárias constituíram um grupo de trabalho para combater o antissemitismo online. O grupo inclui deputados do Reino Unido, Estados Unidos da América, Israel, Austrália e Canadá, e pretende responsabilizar em particular as redes sociais pelo seu papel na luta contra os discursos de ódio, avançou esta segunda-feira, 5 de outubro, o Jewish News.

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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