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Ubuntu: ser, construir e cuidar a Humanidade, na pressa em que vivemos

[Moçambique, margem Sul]

Ubuntu: ser, construir e cuidar a Humanidade, na pressa em que vivemos

Sinto, cada vez mais, necessidade de dialogar com filósofos, a fim de que me ensinem o equilíbrio necessário para prosseguir como humana. Tenho-me preocupado em como criar e viver Ubuntu, termo que caracteriza uma filosofia de vida africana, a partir da qual se preconiza apoio mútuo entre seres humanos. A filosofia vive da defesa do bem-estar mútuo, no qual se defende “eu sou, porque tu és”, ou seja, só estarei bem se o outro estiver, daí que o apoio mútuo seja sempre premente.

“A longa viagem começa por um passo”, recriemos…

“A longa viagem começa por um passo”, recriemos…

Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

“A longa viagem começa por um passo”, recriemos…

Ombros sedutores? “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”

Um texto a propósito de algumas atitudes pouco abonatórias adoptadas como política ou como procedimento em algumas instituições moçambicanas. Refiro-me ao preconceito de que os ombros das mulheres são sedutores e que os seus cabelos, quanto menos naturais, melhor. Ainda não me fiz entender, eu sei.

Tambores rufando ao sabor dos ventos do Prémio Camões 2021

A mulher e os temas de Paulina Chiziane

Tambores rufando ao sabor dos ventos do Prémio Camões 2021

A primeira vez que ouvi falar na Paulina Chiziane foi na Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane, instituição na qual ela e eu estudámos. Frequentámos o curso de Linguística, com saídas para essa área de saber, mais a Literatura. Não fomos colegas de turma. Ela tinha sido de um ano anterior ao meu. Feitas as contas, foi admitida nos anos 89/90 e eu fui aceite no semestre 90/91, segundo ano após a reabertura dessa instituição ora encerrada.

“A longa viagem começa por um passo”, recriemos…

Moçambique: tradições e costumes

Kudzunguliça ndzava, um ritual lourenço-marquino?

Escrevo, este texto numa altura na qual me encontro a ler Nyembête ou as cores da lágrima, romance da autoria de Calane da Silva (1945-2020), um renomado professor, jornalista, declamador e escritor moçambicano. Um dos rodapés da página 17 chamou-me a atenção e li: “Ku djungulissa: cumprimentar. Verbo que significa cumprimento tradicional ronga.

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Dilma, minha aluna, apareceu muito sonolenta numa aula de segunda-feira. Achei muito estranho, por ela ser, normalmente, activa e inquieta. Nesse dia, não fez perguntas e não comentou as intervenções dos colegas. Limitou-se a ouvir e a tomar apontamentos.

Comunidades com sentido: xitíkar, tsimar e cuidar

Lá em casa é assim, “cada macaco no seu galho”

É sobre a consideração dos estatutos sociais das pessoas, dentro da sua tribo, que quero falar no presente texto. Não abordarei alguma tribo ou grupo étnico em especial, mas o modus vivendi de algumas tribos moçambicanas, de modo geral. Isso vem a propósito de uma conversa que tive com uma amiga, há dias, quando lhe liguei para falarmos por telefone.

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“A longa viagem começa por um passo”, recriemos…

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Inicio o meu quarto ano de uma escrita a que não estava habituada, a crónica jornalística. Nos primeiros três anos escrevi sobre a interculturalidade. Falei sobre o modo como podemos, por hipótese, colocar as culturas moçambicanas e portuguesa a dialogarem. Noutras vezes, inclui a cultura judaica, no diálogo com essas culturas. De um modo geral, tenho-me questionado sobre a cultura, nas suas diferentes manifestações: literatura, costumes, comportamentos sociais, práticas culturais, modos de ser, de estar e de fazer.

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Escrevo, este texto numa altura na qual me encontro a ler Nyembête ou as cores da lágrima, romance da autoria de Calane da Silva (1945-2020), um renomado professor, jornalista, declamador e escritor moçambicano. Um dos rodapés da página 17 chamou-me a atenção e li: “Ku djungulissa: cumprimentar. Verbo que significa cumprimento tradicional ronga.

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