Opinião
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Sete Partidas
Eficiência e ócio
Uma música instrumental. Ou sem música nenhuma. Talvez apenas uma parte de música que só toca dentro de mim. Deitada a olhar para o teto. Deitada a olhar para a copa de enormes árvores, melhor. Sentada numa sala à espera, sem janelas. Pode ser. Dá. Mais saboroso é a olhar uma vista bonita, parada. [Texto de Inês Patrício].
A Rússia de Kathie Guroff
Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.
Sobreviver a cenários de terror
A série Terror em Paris, da Netflix, recorda o ataque terrorista ocorrido em Paris, em 2015. Quando estava a ver este documentário senti-me, naturalmente, perturbado com todos os testemunhos. No entanto, o último episódio dá conta de um par de situações que são de uma enorme comicidade – o que me apanhou completamente de surpresa.
Berlinenses que acolhem refugiados ucranianos – um testemunho
Às vezes precisamos que alguém nos empurre. Foi o que aconteceu comigo no sábado passado. Quando recebi o telefonema da minha amiga J. que estava na estação central de comboios, aqui em Berlim, e precisava de arranjar casas onde alojar pessoas acabadas de chegar da Ucrânia.
diário
No dia 23 de Fevereiro, o primeiro reflexo foi de medo: no discurso imperialista de Putin tudo indica que a Ucrânia é um início. Depois será a vez dos Estados bálticos – um ataque à União Europeia. E nós, que faremos? Subitamente, viver em Berlim torna-se inquietante: se Putin decidir lançar uma bomba atómica, qual seria a cidade mais simbólica para o fazer?
Desejar a ausência dos outros
Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.
A estética indizível do Chade
Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.
Ser pai no inverno da Estónia
Estou a viver na Estónia há oito anos e fui pai recentemente. Vim para aqui estudar e, como acontece a muitos outros portugueses espalhados por esse mundo, apaixonei-me por uma mulher deste país, arranjei trabalho, casei e o mais recente capítulo da minha história é o nascimento do meu filho, no mês de dezembro de 2021.
As velocidades do tempo
Joaquim, Jo para os ingleses, é das pessoas mais extraordinárias que conheci em Inglaterra. É construtor civil especializado em transformar sótãos das tradicionais casas ingleses em espaços habitáveis. Levanta-se cedo e toma o pequeno-almoço, a única refeição e pausa que fará até ao jantar. De resto, alimenta-se a café.
A Rússia de Kathie Guroff
Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.
Sobreviver a cenários de terror
A série Terror em Paris, da Netflix, recorda o ataque terrorista ocorrido em Paris, em 2015. Quando estava a ver este documentário senti-me, naturalmente, perturbado com todos os testemunhos. No entanto, o último episódio dá conta de um par de situações que são de uma enorme comicidade – o que me apanhou completamente de surpresa.
Berlinenses que acolhem refugiados ucranianos – um testemunho
Às vezes precisamos que alguém nos empurre. Foi o que aconteceu comigo no sábado passado. Quando recebi o telefonema da minha amiga J. que estava na estação central de comboios, aqui em Berlim, e precisava de arranjar casas onde alojar pessoas acabadas de chegar da Ucrânia.
diário
No dia 23 de Fevereiro, o primeiro reflexo foi de medo: no discurso imperialista de Putin tudo indica que a Ucrânia é um início. Depois será a vez dos Estados bálticos – um ataque à União Europeia. E nós, que faremos? Subitamente, viver em Berlim torna-se inquietante: se Putin decidir lançar uma bomba atómica, qual seria a cidade mais simbólica para o fazer?
Desejar a ausência dos outros
Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.
A estética indizível do Chade
Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.
Ser pai no inverno da Estónia
Estou a viver na Estónia há oito anos e fui pai recentemente. Vim para aqui estudar e, como acontece a muitos outros portugueses espalhados por esse mundo, apaixonei-me por uma mulher deste país, arranjei trabalho, casei e o mais recente capítulo da minha história é o nascimento do meu filho, no mês de dezembro de 2021.
As velocidades do tempo
Joaquim, Jo para os ingleses, é das pessoas mais extraordinárias que conheci em Inglaterra. É construtor civil especializado em transformar sótãos das tradicionais casas ingleses em espaços habitáveis. Levanta-se cedo e toma o pequeno-almoço, a única refeição e pausa que fará até ao jantar. De resto, alimenta-se a café.
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