Opinião
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Só Senhores
Estávamos a falar de Alá, a andar de bicicleta. Do pouco que sei. Ela perguntou, nos seus curiosos 6 anos: Mãe, porque é que não há mulheres como Jesus, Alá e Buda? Porque é que são só senhores? Uma interrupção no caminho não deu hipótese a uma resposta. Fiquei à procura de uma, justa, mas não arrasadora, para voltar à conversa. [Texto de Inês Patrício, Berlim].
A reunião de trabalho
A reunião de trabalho convocada pela chefe chegou sem surpresa. Mais uma entre tantas. Comparecemos todos. Através do ecrã, a expressão no rosto e o tom da voz denotavam, no entanto, uma intenção outra. Um assunto especial. Havia efectivamente um assunto especial a abordar. Abertamente. Uma autenticidade sem pudor marcou o tom da conversa. Um cuidado humilde e generoso revelado sem condicionamentos.
STOP nas nossas vidas: Parar e continuar
Ao chegar aos EUA tive que tirar a carta condução novamente. De raiz. Estudar o código. Praticar. Fazer testes. Nos EUA existe um sinal de trânsito que todos conhecemos. Porque é igual em todo o mundo. Diz “STOP”. Octogonal, fundo branco, letras brancas. Maiúsculas. Impossível não ver. Todos vemos. Nada de novo. O que me surpreendeu desde que cheguei aos EUA, é que aqui todos param num STOP. Mesmo. Não abrandam. Param. O carro imobiliza-se. As ruas desertas, sem trânsito. Um cruzamento com visibilidade total. Um bairro residencial. E o carro imobiliza-se. Não abranda. Para mesmo. E depois segue.
De Itália, cratera do vulcão covid, desafios e alertas
A covid ainda anda por aí à solta. E lança os tentáculos em direcções complicadas, tentando fazer das suas nas favelas do Rio e S. Paulo, nos musseques de Luanda e Maputo, nos slums de Nairobi e Kampala, nas periferias das megalópoles indianas,… lá, onde parece fácil chegar o fogo e não haver bombeiro que o apague! Rezemos para que tal não aconteça, para bem de todos.
Retrospectiva
Regresso algures a meados de 2019, vivíamos em Copenhaga, e recupero a sensação de missão cumprida, de alguma forma o fechar de um ciclo ao completarmos 10 anos de vida na Dinamarca e nos encontrarmos em modo de balanço das nossas vidas pessoais, profissionais e também da nossa vida interior. Recordo uma conversa com uma querida amiga, onde expressei desta forma o meu sentimento: “a nossa vida aqui é boa, confortável, organizada, segura, previsível, mas não me sinto feliz.”
O “fecho” de uma Casa Geral aberta “urbi et orbi”
Acabou o encontro dos novos Superiores Maiores dos Missionários Espiritanos vindos dos quatro cantos do mundo a Roma para “aprender” algumas ferramentas de liderança e espiritualidade. Partiram na véspera do “fechamento” do espaço aéreo. Caiu-nos em cima o estado de emergência que nos blindou em casa, com o lock down, a 9 de março.
A doença do coronavírus serve de desculpa para tudo?
À boleia da pandemia que nos aflige, vejo coisas a acontecer que não podem deixar de me espantar, pela sua aberração e desfaçatez de quem as pratica. Em meados de fevereiro, em Mullaithivu, no norte do Sri Lanka, foi descoberta uma vala comum enquanto se procedia às escavações para as fundações duma extensão do Hospital de Mankulam. Segundo os médicos legistas, os restos mortais encontrados têm mais de 20 anos.
Um refúgio na partida
De um lado vem aquela voz que nos fala da partida como descoberta. Um convite ao enamoramento pelo que não conhecemos. Pelo diferente. Um apelo aos sentidos. Alerta constante. Um banquete abundante em novidade. O nervoso miudinho por detrás do sorriso feliz. Genuinamente feliz. O prazer simples de não saber, de não conhecer…
Há futuro e uma Igreja dinâmica por terras de Cabo Verde
Durante um mês, estive com vários “monumentos” missionários vivos, em Cabo Verde que, desde 1954, quando chegou o primeiro, por lá continuam de pedra e cal. São todos Missionários Espiritanos, congregação que para ali foi em 1941, ajudando a reconstruir a Igreja nas ilhas de Santiago, Maio e Boavista.
A reunião de trabalho
A reunião de trabalho convocada pela chefe chegou sem surpresa. Mais uma entre tantas. Comparecemos todos. Através do ecrã, a expressão no rosto e o tom da voz denotavam, no entanto, uma intenção outra. Um assunto especial. Havia efectivamente um assunto especial a abordar. Abertamente. Uma autenticidade sem pudor marcou o tom da conversa. Um cuidado humilde e generoso revelado sem condicionamentos.
STOP nas nossas vidas: Parar e continuar
Ao chegar aos EUA tive que tirar a carta condução novamente. De raiz. Estudar o código. Praticar. Fazer testes. Nos EUA existe um sinal de trânsito que todos conhecemos. Porque é igual em todo o mundo. Diz “STOP”. Octogonal, fundo branco, letras brancas. Maiúsculas. Impossível não ver. Todos vemos. Nada de novo. O que me surpreendeu desde que cheguei aos EUA, é que aqui todos param num STOP. Mesmo. Não abrandam. Param. O carro imobiliza-se. As ruas desertas, sem trânsito. Um cruzamento com visibilidade total. Um bairro residencial. E o carro imobiliza-se. Não abranda. Para mesmo. E depois segue.
De Itália, cratera do vulcão covid, desafios e alertas
A covid ainda anda por aí à solta. E lança os tentáculos em direcções complicadas, tentando fazer das suas nas favelas do Rio e S. Paulo, nos musseques de Luanda e Maputo, nos slums de Nairobi e Kampala, nas periferias das megalópoles indianas,… lá, onde parece fácil chegar o fogo e não haver bombeiro que o apague! Rezemos para que tal não aconteça, para bem de todos.
Retrospectiva
Regresso algures a meados de 2019, vivíamos em Copenhaga, e recupero a sensação de missão cumprida, de alguma forma o fechar de um ciclo ao completarmos 10 anos de vida na Dinamarca e nos encontrarmos em modo de balanço das nossas vidas pessoais, profissionais e também da nossa vida interior. Recordo uma conversa com uma querida amiga, onde expressei desta forma o meu sentimento: “a nossa vida aqui é boa, confortável, organizada, segura, previsível, mas não me sinto feliz.”
O “fecho” de uma Casa Geral aberta “urbi et orbi”
Acabou o encontro dos novos Superiores Maiores dos Missionários Espiritanos vindos dos quatro cantos do mundo a Roma para “aprender” algumas ferramentas de liderança e espiritualidade. Partiram na véspera do “fechamento” do espaço aéreo. Caiu-nos em cima o estado de emergência que nos blindou em casa, com o lock down, a 9 de março.
A doença do coronavírus serve de desculpa para tudo?
À boleia da pandemia que nos aflige, vejo coisas a acontecer que não podem deixar de me espantar, pela sua aberração e desfaçatez de quem as pratica. Em meados de fevereiro, em Mullaithivu, no norte do Sri Lanka, foi descoberta uma vala comum enquanto se procedia às escavações para as fundações duma extensão do Hospital de Mankulam. Segundo os médicos legistas, os restos mortais encontrados têm mais de 20 anos.
Um refúgio na partida
De um lado vem aquela voz que nos fala da partida como descoberta. Um convite ao enamoramento pelo que não conhecemos. Pelo diferente. Um apelo aos sentidos. Alerta constante. Um banquete abundante em novidade. O nervoso miudinho por detrás do sorriso feliz. Genuinamente feliz. O prazer simples de não saber, de não conhecer…
Há futuro e uma Igreja dinâmica por terras de Cabo Verde
Durante um mês, estive com vários “monumentos” missionários vivos, em Cabo Verde que, desde 1954, quando chegou o primeiro, por lá continuam de pedra e cal. São todos Missionários Espiritanos, congregação que para ali foi em 1941, ajudando a reconstruir a Igreja nas ilhas de Santiago, Maio e Boavista.
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