[À Margem]
Quando é que deixámos de reparar?
“A cultura do descarte não começa apenas quando ignoramos as pessoas sem-abrigo, os migrantes ou os pobres de quem o Papa fala. Talvez comece muito antes, nas nossas casas, nas nossas escolas, quando deixamos de prestar atenção a quem sofre mesmo ali ao lado, quando os nossos filhos já nem reagem se um colega pede ajuda, cai ou fica sozinho.”
Genocídio em Gaza: o sentimento de impotência e a tentação de desviar os olhos
“Nada tem sido capaz de deter a brutalidade assassina das forças armadas israelitas. Tão prolongada impotência perante tão inaudito horror convida a ceder à tentação de desviar os olhos. De não querer ver, deixar de ouvir, evitar ler. A tentação e o cansaço são grandes. Mas trairíamos a nossa humanidade se fechássemos os olhos.”
Gaza: cemitério da nossa humanidade
É sobre Gaza que quero falar, não porque os outros assuntos sejam menos importantes, mas porque em Gaza se joga definitivamente o nosso futuro enquanto sociedade de valores, de princípios e de direitos que muitas décadas levaram a construir com o esforço, compromisso e risco de gerações. No mínimo prestemos-lhes tributo honrando a sua memória e sendo-lhes gratos.
No país das desigualdades, as férias de sonho são só para alguns
Esta semana, ficámos a saber que 35,4 por cento das famílias portuguesas com menores até aos 16 anos não se podiam dar ao luxo de pagar uma semana de férias fora de casa. Na União Europeia, pior do que nós só quatro países. Todos os dias, somos bombardeados com estatísticas reveladoras de um país não só pobre, mas profundamente desigual. De onde vem esta tolerância à desigualdade e à pobreza dos outros?
[À Margem]
O cardeal entre deputados: um guião para a conversa
Na manhã desta quinta-feira, soube-se que o cardeal Américo Aguiar, bispo de Setúbal, estará nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e CDS-PP, que decorrem no início da próxima semana em Évora. O mesmo bispo já esteve em iniciativas de outros partidos e, se uma tal atitude é discutível e passível de opiniões diferentes, a ocasião da próxima semana pode ser importante por vários factores. São esses que aqui trago.
[À Margem]
Os avisos, injunções e promessas que pululam nas livrarias
Quem entrar numa dessas grandes livrarias que exibem a generalidade das novidades editoriais para públicos mais vastos não poderá deixar de ficar impressionado com a imensa quantidade de avisos, injunções e promessas presentes nos títulos e subtítulos de uma parte significativa dos livros expostos mais destacadamente.
Meditando a partir de uma festa de São João
Como vem acontecendo desde há décadas, passei o dia de São João numa festa de aldeia, nos arredores do Porto, cujo ponto culminante é uma batalha entre Bugios e Mourisqueiros – cristãos e mouros, respetivamente – cada qual no seu castelo.
Os discursos de ódio não são admissíveis numa sociedade democrática
Os últimos episódios de violência, bastamente mediatizados, devem-nos levar a questionar sobre uma certa normalização de um certo tipo de violência baseado no ódio, na xenofobia, na ignorância e potenciado pela divulgação de discursos de ódio, mas também pela normalização de comportamentos.
Um papamóvel parado às portas de Gaza e os bispos calados
Sim, este é mais um texto sobre o que se passa em Gaza. Tem havido muitos, bem sei, mas claramente ainda não são suficientes. Até porque muitas das vozes que deveriam levantar-se continuam em silêncio. E é preciso dizer aos donos dessas vozes: vão muitíssimo tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Agora sim, “há pressa no ar”. Levantem-nas, por fim!
Genocídio em Gaza: o sentimento de impotência e a tentação de desviar os olhos
“Nada tem sido capaz de deter a brutalidade assassina das forças armadas israelitas. Tão prolongada impotência perante tão inaudito horror convida a ceder à tentação de desviar os olhos. De não querer ver, deixar de ouvir, evitar ler. A tentação e o cansaço são grandes. Mas trairíamos a nossa humanidade se fechássemos os olhos.”
Gaza: cemitério da nossa humanidade
É sobre Gaza que quero falar, não porque os outros assuntos sejam menos importantes, mas porque em Gaza se joga definitivamente o nosso futuro enquanto sociedade de valores, de princípios e de direitos que muitas décadas levaram a construir com o esforço, compromisso e risco de gerações. No mínimo prestemos-lhes tributo honrando a sua memória e sendo-lhes gratos.
No país das desigualdades, as férias de sonho são só para alguns
Esta semana, ficámos a saber que 35,4 por cento das famílias portuguesas com menores até aos 16 anos não se podiam dar ao luxo de pagar uma semana de férias fora de casa. Na União Europeia, pior do que nós só quatro países. Todos os dias, somos bombardeados com estatísticas reveladoras de um país não só pobre, mas profundamente desigual. De onde vem esta tolerância à desigualdade e à pobreza dos outros?
[À Margem]
O cardeal entre deputados: um guião para a conversa
Na manhã desta quinta-feira, soube-se que o cardeal Américo Aguiar, bispo de Setúbal, estará nas jornadas parlamentares conjuntas do PSD e CDS-PP, que decorrem no início da próxima semana em Évora. O mesmo bispo já esteve em iniciativas de outros partidos e, se uma tal atitude é discutível e passível de opiniões diferentes, a ocasião da próxima semana pode ser importante por vários factores. São esses que aqui trago.
[À Margem]
Os avisos, injunções e promessas que pululam nas livrarias
Quem entrar numa dessas grandes livrarias que exibem a generalidade das novidades editoriais para públicos mais vastos não poderá deixar de ficar impressionado com a imensa quantidade de avisos, injunções e promessas presentes nos títulos e subtítulos de uma parte significativa dos livros expostos mais destacadamente.
Meditando a partir de uma festa de São João
Como vem acontecendo desde há décadas, passei o dia de São João numa festa de aldeia, nos arredores do Porto, cujo ponto culminante é uma batalha entre Bugios e Mourisqueiros – cristãos e mouros, respetivamente – cada qual no seu castelo.
Os discursos de ódio não são admissíveis numa sociedade democrática
Os últimos episódios de violência, bastamente mediatizados, devem-nos levar a questionar sobre uma certa normalização de um certo tipo de violência baseado no ódio, na xenofobia, na ignorância e potenciado pela divulgação de discursos de ódio, mas também pela normalização de comportamentos.
Um papamóvel parado às portas de Gaza e os bispos calados
Sim, este é mais um texto sobre o que se passa em Gaza. Tem havido muitos, bem sei, mas claramente ainda não são suficientes. Até porque muitas das vozes que deveriam levantar-se continuam em silêncio. E é preciso dizer aos donos dessas vozes: vão muitíssimo tarde, mas mais vale tarde do que nunca. Agora sim, “há pressa no ar”. Levantem-nas, por fim!
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