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Artigos de Clara Raimundo
O Sínodo “não é um programa televisivo” nem “um parlamento” e não pode “cair em ideologias”

Papa Francisco no regresso ao Vaticano

O Sínodo “não é um programa televisivo” nem “um parlamento” e não pode “cair em ideologias”

Das dez perguntas feitas ao Papa pelos jornalistas que o acompanharam esta segunda-feira, 4 de setembro, no voo de regresso da viagem apostólica à Mongólia, três foram sobre o Sínodo, cuja primeira assembleia geral ordinária arranca dia 4 de outubro, em Roma. Face à curiosidade e preocupações dos repórteres, que não serão autorizados a acompanhar diretamente o evento, Francisco assegurou que “no Sínodo não há lugar para ideologia” e que, não se tratando de “um programa televisivo” nem de “um parlamento”, haverá espaço para o “intercâmbio religioso” e para o “diálogo”… e será “abertíssimo”.

Nove horas e meia de voo até à Mongólia e muitas mensagens de Francisco

Papa já falou aos jornalistas

Nove horas e meia de voo até à Mongólia e muitas mensagens de Francisco

O Papa só costuma responder às perguntas dos jornalistas que o acompanham nas viagens apostólicas durante o voo de regresso ao Vaticano, mas desta vez as nove horas e meia que separam Roma de Ulan Bator, capital da Mongólia – onde Francisco estará até ao dia 4 de setembro – proporcionaram que o diálogo começasse já na ida: a guerra na Ucrânia, o valor do silêncio e a necessidade de respeitar os trabalhadores foram alguns dos temas abordados.

Papa exaltou lógica imperialista russa? Não, garante o Vaticano

Esclarecimento da sala de imprensa

Papa exaltou lógica imperialista russa? Não, garante o Vaticano

Mais uma vez, as palavras do Papa terão sido mal interpretadas, e a Sala de Imprensa da Santa Sé sentiu necessidade de esclarecer o seu verdadeiro sentido. Em causa está o que Francisco disse, através de videoconferência, aos 400 jovens reunidos na 10ª Jornada da Juventude Russa, no passado dia 25 de agosto, e que levaram responsáveis políticos, religiosos e inúmeros meios de comunicação ucranianos a acusá-lo de fazer “propaganda imperialista” a favor da Rússia.

Na conversa com os jesuítas portugueses, Francisco respondeu às perguntas todas, todas, todas… mesmo as mais imprudentes

Diálogo revelado esta segunda-feira

Na conversa com os jesuítas portugueses, Francisco respondeu às perguntas todas, todas, todas… mesmo as mais imprudentes

O clericalismo que se “infiltra” nos padres e nos leigos, os “grupos americanos” que se opõem à mudança na Igreja e “vivem de ideologias”, a importância de ajudar “todos, todos, todos” – incluindo homossexuais e transgénero – a encontrar o seu espaço na Igreja, e a “alegria” que tem sido para si a preparação do Sínodo: estes foram alguns dos temas que Francisco abordou na longa conversa com os jesuítas em Portugal, que aconteceu no passado dia 5 de agosto, à margem da Jornada Mundial da Juventude, e publicada esta segunda-feira, 28, no Ponto SJ, em simultâneo com a Revista italiana La Civiltà Cattolica.

“Há muitos jovens que andam ansiosos, à espera de que a Igreja lhes diga algo”

Novo arcebispo de Madrid ao 7MARGENS

“Há muitos jovens que andam ansiosos, à espera de que a Igreja lhes diga algo”

“Há algo novo que está a surgir e que a comunidade cristã tem de aprender a ler e a escutar”, diz ao 7MARGENS o novo arcebispo de Madrid, José Cobo Cano, que tomou posse a 8 de Julho, um dia antes de o Papa anunciar a sua nomeação como cardeal. “Sim, esta juventude é diferente e isso significa que está a fazer coisas diferentes que é preciso agora ler e escutar.”

2027, vemo-nos em Seul

Sede da próxima JMJ

2027, vemo-nos em Seul

Hong Minji, 28 anos, sul-coreana de Seul, quer que os jovens do mundo inteiro vão experimentar a cultura e a paixão do seu país, daqui a quatro anos: pouco depois do final da missa de envio da JMJ de Lisboa, o Papa Francisco anunciou que Seul acolherá a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2027.

“O que levamos connosco de Lisboa, casa da fraternidade?”

Francisco na missa de envio

“O que levamos connosco de Lisboa, casa da fraternidade?”

Não há memória de, no Festival de Woodstock – que tantos compararam por estes dias à Jornada Mundial da Juventude – os jovens terem despertado tão cedo, nem tão entusiasmados. É certo que a atuação do padre e DJ Guilherme – que começou pouco depois de os primeiros raios de sol pintarem com uma luz única o Campo da Graça, em Lisboa – ajudou. Mas o principal motivo por trás dos milhares de olhos, brilhantes de alegria e expetativa, era outro: o Papa chegaria dentro de pouco tempo, e pelas movimentações no descampado a perder de vista, todos – até os muitos que tinham ficado do outro lado do rio Trancão – iriam ter oportunidade de vê-lo.

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