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Artigos de Clara Raimundo
Número de abusadores dentro dos Jesuítas subiu para 12. Já todos morreram

Após estudo da Comissão Independente

Número de abusadores dentro dos Jesuítas subiu para 12. Já todos morreram

Cresceu para 12 o número de alegados abusadores de crianças e jovens identificados pela Província Portuguesa da Companhia de Jesus (PPCJ) no âmbito das suas atividades: mais concretamente, 11 padres jesuítas e um leigo, todos eles “já falecidos”. O estudo da Comissão Independente permitiu atualizar o balanço que havia sido feito pela ordem religiosa em setembro do ano passado.

Com mais de 100 alegados abusadores vivos, Igreja tem de “atuar”, diz comissão

Estudo faz recomendações concretas

Com mais de 100 alegados abusadores vivos, Igreja tem de “atuar”, diz comissão

O coordenador da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica em Portugal, Pedro Strecht, estima que mais de uma centena dos religiosos apontados como alegados abusadores ainda se encontrem vivos, e alguns deles no ativo. Face ao elevado risco de reincidirem no mesmo crime, o relatório pede medidas concretas da parte da Igreja, a começar pelo impedimento de que essas pessoas estejam na proximidade de crianças e jovens.

Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em Portugal

Nos últimos 70 anos

Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em Portugal

É “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?

“É um milagre que ainda estejamos vivos… Mas será que vamos sobreviver até amanhã?”

Quase um ano de guerra na Ucrânia

“É um milagre que ainda estejamos vivos… Mas será que vamos sobreviver até amanhã?”

A pouco mais de duas semanas de se completar um ano sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, o chefe da Igreja Greco-católica Ucraniana e arcebispo de Kiev, Sviatoslav Shevchuk, e o núncio apostólico no país, Visvaldas Kulbokas, foram desafiados a explicar, numa conferência online promovida pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, como tem sido possível sobreviver, durante todo este tempo, à guerra. A resposta foi unânime: com base na solidariedade, na esperança… e em milagres.

“Por favor, digam ao Papa que só queremos paz!”

Francisco no Sudão do Sul

“Por favor, digam ao Papa que só queremos paz!”

As ruas estão mais limpas que nunca, algumas foram alcatroadas, e a uma delas até lhe mudaram o nome: agora chama-se Rua Papa Francisco. A cidade de Juba está a postos para receber aquela que é a primeira viagem de um Pontífice ao mais jovem país do mundo, o Sudão do Sul, e entre os milhares que vão procurando um lugar para ver o Papa passar há um grande desejo comum: o de que esta visita contribua, definitivamente, para a paz.

Francisco alerta bispos para o perigo do “carreirismo”

Último dia na RD Congo

Francisco alerta bispos para o perigo do “carreirismo”

Antes de se despedir da República Democrática do Congo (RDC), o Papa visitou na manhã desta sexta-feira, 3 de fevereiro, a sede da Conferência Episcopal do Congo (CENCO), onde se encontrou com os bispos do país. No seu discurso, desafiou-os a serem uma “voz profética” em defesa do “povo crucificado e oprimido”, e alertou-os para a tentação de “ver no episcopado a possibilidade de escalar posições sociais e exercer o poder”.

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"Ajuda à Igreja que Sofre" alerta

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A organização Ajuda à Igreja que Sofre tem em curso uma campanha com petição, em que solicita à ONU que tome medidas com vista à efetivação da liberdade religiosa no mundo, invocando o efetivo cumprimento do artigo 18º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A campanha acaba de receber o apoio expresso do presidente da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e do País de Gales, Richard Moth.

Clausewitz no Donbass

[Arquipélago Jerusalém]

Clausewitz no Donbass

Carl von Clausewitz morreu em 1831, sem ter conhecido a Ucrânia independente desde 24 de Agosto de 1991 –  drones, mísseis hipersónicos nem as trincheiras do Donbass. Mas conheceu o tirano Napoleão, e combateu-o; conheceu a Rússia, onde serviu em 1812; e percebeu melhor do que muitos estrategas que a guerra nunca é apenas uma questão de forças armadas (…). [Texto de Mendo Castro Henriques].

Quem sou eu? A identidade de quem já não pertence a este mundo

[Entre Margens]

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Quem sou eu? Talvez esta seja uma das perguntas mais difíceis que podemos fazer. Passamos grande parte da vida a construir uma resposta: somos filhos, pais, amigos, profissionais, cidadãos, membros de uma determinada comunidade. Somos também feitos das nossas histórias, das nossas escolhas, das nossas perdas e das nossas esperanças. Tudo isso contribui para aquilo a que chamamos identidade. Mas o que acontece quando essa identidade é atravessada pela fé? [Texto de Dália Fernandes].

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