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Artigos de Helena Araújo, Berlim
A revolta dos cidadãos com sentido de decência

A revolta dos cidadãos com sentido de decência

Perante o avanço da extrema-direita populista que se tem vindo a consolidar na última década, a maioria silenciosa da Alemanha fez finalmente ouvir a sua voz. No passado fim-de-semana, mais de um milhão de pessoas saíram à rua para afirmar – alto e bom som, com todas as letras e com todas as cores – que querem ter uma sociedade aberta, com lugar para todos e para tudo, excepto para a banalização de discursos fascistóides. [Texto de Helena Araújo, Berlim]

A JMJ, a Igreja Católica e Portugal: alguns apontamentos

A JMJ, a Igreja Católica e Portugal: alguns apontamentos

Em fevereiro deste ano, foram publicados os resultados do trabalho da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa. Li algumas passagens, e fiquei chocadíssima – quem não ficaria? Os bispos portugueses, aparentemente, não ficaram. As suas reacções, após o relatório ter sido publicado, revelaram uma inaceitável falta de empatia da parte de alguns e uma inacreditável incompetência da parte de todos.

O amor como resposta à violência

O amor como resposta à violência

Faltam poucos dias para a Páscoa, e, perante este exemplo, vejo que não estou preparada para as perguntas mais cruas: 
– E tu, que te dizes cristã? Que terias feito, se fosse contigo?

Rua dos Anjos, ou: coisas do divino

Rua dos Anjos, ou: coisas do divino

Dias antes de o passarmos no Portuguese Cinema Days in Berlin, o documentário Rua dos Anjos tinha sido exibido no Porn Film Festival, e recebera uma crítica muito elogiosa de Manuel Schubert num blog do TAZ (aqui, em alemão), que o autor sintetizou assim no twitter: “”Em todos os festivais de cinema há aquele filme que nos desinstala, que faz tudo certo como nenhum outro, que nos toca, que nos faz pensar. No #Pornfilmfestival Berlin 2022, esse filme é o documentário „Rua dos Anjos“ de Maria Roxo & Renata Ferraz …”

Os queer e eu – e a gramática

Os queer e eu – e a gramática

A pessoa que vem ajudar quando as nossas colmeias têm algum problema mais sério tem nome de homem e anda sempre de saias (um estilo muito pessoal, fascina-me). Até agora não me provocou qualquer dúvida ou insegurança – talvez, desde já, por em alemão não ser preciso pôr um artigo antes do nome. Um dia que precise de usar um género na minha frase, pergunto-lhe delicadamente qual devo usar. 

Somos todos Simão de Cirene

Somos todos Simão de Cirene

A lei da eutanásia voltou ao Parlamento português, e com ela um escândalo, um autêntico sobressalto social: a provocação ao princípio da inviolabilidade da vida humana, que nos interpela como sociedade e nos obrigará a tomar medidas concretas para evitar tragédias.

A paz perpétua

A paz perpétua

Vamos “dançar” o Requiem de Fauré, e ligá-lo à tradição mexicana do Dia de los Muertos. A doçura da abordagem de Fauré, que nos propõe a morte como passagem para o paraíso, e o reencontro festivo com aqueles que amamos e passaram para o lado de lá. Um evento para ver, ouvir, cheirar, saborear e viver em proximidade. 

Berlinenses que acolhem refugiados ucranianos – um testemunho

Berlinenses que acolhem refugiados ucranianos – um testemunho

Às vezes precisamos que alguém nos empurre. Foi o que aconteceu comigo no sábado passado. Quando recebi o telefonema da minha amiga J. que estava na estação central de comboios, aqui em Berlim, e precisava de arranjar casas onde alojar pessoas acabadas de chegar da Ucrânia.

A revolta dos cidadãos com sentido de decência

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Perante o avanço da extrema-direita populista que se tem vindo a consolidar na última década, a maioria silenciosa da Alemanha fez finalmente ouvir a sua voz. No passado fim-de-semana, mais de um milhão de pessoas saíram à rua para afirmar – alto e bom som, com todas as letras e com todas as cores – que querem ter uma sociedade aberta, com lugar para todos e para tudo, excepto para a banalização de discursos fascistóides. [Texto de Helena Araújo, Berlim]

A JMJ, a Igreja Católica e Portugal: alguns apontamentos

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Em fevereiro deste ano, foram publicados os resultados do trabalho da Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa. Li algumas passagens, e fiquei chocadíssima – quem não ficaria? Os bispos portugueses, aparentemente, não ficaram. As suas reacções, após o relatório ter sido publicado, revelaram uma inaceitável falta de empatia da parte de alguns e uma inacreditável incompetência da parte de todos.

O amor como resposta à violência

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Faltam poucos dias para a Páscoa, e, perante este exemplo, vejo que não estou preparada para as perguntas mais cruas: 
– E tu, que te dizes cristã? Que terias feito, se fosse contigo?

Rua dos Anjos, ou: coisas do divino

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Dias antes de o passarmos no Portuguese Cinema Days in Berlin, o documentário Rua dos Anjos tinha sido exibido no Porn Film Festival, e recebera uma crítica muito elogiosa de Manuel Schubert num blog do TAZ (aqui, em alemão), que o autor sintetizou assim no twitter: “”Em todos os festivais de cinema há aquele filme que nos desinstala, que faz tudo certo como nenhum outro, que nos toca, que nos faz pensar. No #Pornfilmfestival Berlin 2022, esse filme é o documentário „Rua dos Anjos“ de Maria Roxo & Renata Ferraz …”

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“Faz o que o teu coração manda”

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“Faz o que o teu coração manda”. Oferecida ou vendida através do cinema, da literatura, da autoajuda e dos gurus das redes sociais, a expressão promete liberdade. No entanto, pela irresponsabilidade que traz em si, atrevo-me a dizer que pode ser uma das expressões mais infantis e inconsequentes da cultura contemporânea. [Texto de Júlia Costa]

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