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Artigos de Helena Araújo
e assim vamos andando cada vez mais depressa para trás

e assim vamos andando cada vez mais depressa para trás

Há pouco mais de um ano, a Alemanha escandalizou-se ao saber de uma reunião de pessoas ligadas ao partido AfD e outros grupos da extrema-direita, com o objectivo de definir uma estratégia em relação aos estrangeiros que vivem neste país. Talvez não seja por acaso que...

Aproximar mundos

Aproximar mundos

E um casal de uma aldeia do Douro a morrer de saudades de dois rapazes de Cabo Verde. Dois filhos que lá têm agora. 

Páscoa na Arménia

Páscoa na Arménia

Quando andámos a filmar o ARtMENIANS em 2014, pudemos assistir ao #rito da Páscoa da Igreja Arménia: Domingo de Ramos em Etchmiadzin (o “Vaticano” da Igreja Arménia), e Domingo de Páscoa no mosteiro de Gelarde. Recomendo tudo: as celebrações, os cânticos antiquíssimos, a vivência da fé, os cenários. A alegria das crianças no Domingo de Ramos, a festa da ressurreição em Gelarde – e uma solista a cantar numa sala subterrânea, uma das primeiras igrejas cristãs do mundo. 

A Deus, Xexão

A Deus, Xexão

O sorriso da Xexão já não está entre nós – e o nosso mundo ficou mais desamparado.
O Eugénio de Andrade que me desculpe, mas o último verso está errado: o que apetecia mesmo era viver naquele sorriso. Esse sorriso acolhedor e tranquilo, inteligente e sábio, que abria a porta e nos fazia sentir em casa.

A Deus, Xexão

mas as crianças, Senhor…

O meu sogro contava que quando era pequenino e havia alarme aéreo na sua cidade, a família e os vizinhos corriam para a cave do prédio, e ali passavam boa parte das noites encostados uns aos outros a ouvir o ruído das bombas a cair e a explodir à sua volta. “A minha mãe dizia em tom decidido: a nós não vai acontecer nada!” – contava ele, com um sorriso – “e eu acreditava piamente, porque era a minha mãe, e o modo como o dizia não deixava margem para dúvidas.”

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O sorriso da Xexão já não está entre nós – e o nosso mundo ficou mais desamparado.
O Eugénio de Andrade que me desculpe, mas o último verso está errado: o que apetecia mesmo era viver naquele sorriso. Esse sorriso acolhedor e tranquilo, inteligente e sábio, que abria a porta e nos fazia sentir em casa.

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mas as crianças, Senhor…

O meu sogro contava que quando era pequenino e havia alarme aéreo na sua cidade, a família e os vizinhos corriam para a cave do prédio, e ali passavam boa parte das noites encostados uns aos outros a ouvir o ruído das bombas a cair e a explodir à sua volta. “A minha mãe dizia em tom decidido: a nós não vai acontecer nada!” – contava ele, com um sorriso – “e eu acreditava piamente, porque era a minha mãe, e o modo como o dizia não deixava margem para dúvidas.”

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O livro será apresentado nesta quarta-feira, 16, a partir das 18h30, no auditório do Liceu Camões, em Lisboa, com intervenções da historiadora Maria Inácia Rezola, responsável da Comissão Comemorativa 50 anos do 25 de Abril, e por Fernando Marques Mendes, antigo padre do Macúti, um dos que denunciou os massacres cometidos pelo Exército português na então colónia de Moçambique.

Quando o Santo leu o “Herege”: Padre Américo, leitor de Guerra Junqueiro

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Nesta terça-feira, 15 de Setembro, passam 176 anos sobre o nascimento de Guerra Junqueiro. Não deixa de ser curioso assinalar a data lembrando uma carta escrita, há pouco mais de um século, por um jovem seminarista que ainda não era Padre Américo e que, entre tantas leituras possíveis, recomendava precisamente Junqueiro. [Texto de Henrique Manuel Pereira].

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