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Artigos de Jorge Paulo
“Todos, todos, todos”

“Todos, todos, todos”

Muitas foram as mensagens do papa, nas JMJ de Lisboa, dignas de ser recordadas. Porém, gostaria de ressaltar a que mais me tocou, porque, a meu ver, se refere ao âmago da mensagem de Jesus de Nazaré. Refiro-me ao já célebre apelo do papa: “Na Igreja há espaço para todos” e à sua dimensão inclusiva e universal, sem exclusões de espécie alguma.

“Todos, todos, todos”

Só em Deus tem descanso o coração humano

Por mais adultos que julguemos ser, seremos sempre crianças à espera de um colo onde pousar a nossa inquietação. Pretender alcançar a completa autossuficiência é esquecer quem somos e renunciar à humilde condição de quem se sabe finito e contingente. Jamais seremos, pela força estrita da nossa vontade, deuses, libertos de todas as peias que nos mantêm reféns das coordenadas espácio-temporais em que a nossa vida decorre.

“Todos, todos, todos”

O autor e a obra de arte

Sem nunca minimizar o efeito nefasto do inaceitável comportamento sexual de que é acusado o padre Rupnik, parece-me que se deve manter a obra estritamente separada do autor. Não é a bondade ou maldade do autor que torna a obra de arte boa ou má. — a opinião de Jorge Paulo

“Todos, todos, todos”

Liberdade e verdade

As religiões, enquanto se consideram guardiãs da verdade, tendem a conviver mal com a afirmação da liberdade individual. Nas suas fileiras, coartam-na, limitam-na, enquanto apelam permanentemente à obediência férrea a uma autoridade que se considera incontestável, porque garante da verdade.

“Todos, todos, todos”

Ser cristão como experiência vital

O corpus paulino – sobretudo o que inclui apenas as sete cartas autênticas – é de extrema importância para equacionarmos corretamente a identidade cristã e a natureza da Igreja. A muitos títulos, o seu conteúdo é também provocatório e crítico, se compararmos as suas propostas com a forma como o cristianismo foi sendo posteriormente concebido e vivido. (Opinião de Jorge Paulo, católico e professor do ensino básico e secundário.

“Todos, todos, todos”

O celibato como afirmação do poder clerical

Deixemo-nos de rodeios. Não vale a pena procurar tapar o sol com a peneira. Serão tentativas inúteis de ocultação da verdade. Por mais que não o desejemos, a verdade é como o azeite, acaba sempre por flutuar sob o olhar atónito dos mais distraídos. A insistência milenar da Igreja ocidental (latina) no celibato obrigatório é uma forma de afirmação e consolidação do clericalismo. (Opinião de Jorge Paulo é católico e professor do ensino básico e secundário)

“Todos, todos, todos”

“No Armário do Vaticano”: uma leitura desconcertante

Embora tenha sido publicado em Portugal em 2019, só agora me atrevi a ler o famoso livro No Armário do Vaticano, escrito pelo jornalista francês Frédéric Martel, que levou por diante uma intensa investigação sobre homossexualidade e poder no interior e nas franjas do Vaticano. O livro deixou-me estupefacto! (Opinião de Jorge Paulo)

“Todos, todos, todos”

Abusos sexuais e recrutamento dos padres

O relatório da Comissão Independente para a investigação dos crimes de abusos sexuais na Igreja Católica veio tornar público aquilo que já se esperava. Os portugueses não são diferentes dos outros povos. A investigação em outros países já tinha trazido a lume esta ignomínia. — a opinião de Jorge Paulo

“Todos, todos, todos”

“Todos, todos, todos”

Muitas foram as mensagens do papa, nas JMJ de Lisboa, dignas de ser recordadas. Porém, gostaria de ressaltar a que mais me tocou, porque, a meu ver, se refere ao âmago da mensagem de Jesus de Nazaré. Refiro-me ao já célebre apelo do papa: “Na Igreja há espaço para todos” e à sua dimensão inclusiva e universal, sem exclusões de espécie alguma.

“Todos, todos, todos”

Só em Deus tem descanso o coração humano

Por mais adultos que julguemos ser, seremos sempre crianças à espera de um colo onde pousar a nossa inquietação. Pretender alcançar a completa autossuficiência é esquecer quem somos e renunciar à humilde condição de quem se sabe finito e contingente. Jamais seremos, pela força estrita da nossa vontade, deuses, libertos de todas as peias que nos mantêm reféns das coordenadas espácio-temporais em que a nossa vida decorre.

“Todos, todos, todos”

O autor e a obra de arte

Sem nunca minimizar o efeito nefasto do inaceitável comportamento sexual de que é acusado o padre Rupnik, parece-me que se deve manter a obra estritamente separada do autor. Não é a bondade ou maldade do autor que torna a obra de arte boa ou má. — a opinião de Jorge Paulo

“Todos, todos, todos”

Liberdade e verdade

As religiões, enquanto se consideram guardiãs da verdade, tendem a conviver mal com a afirmação da liberdade individual. Nas suas fileiras, coartam-na, limitam-na, enquanto apelam permanentemente à obediência férrea a uma autoridade que se considera incontestável, porque garante da verdade.

“Todos, todos, todos”

Ser cristão como experiência vital

O corpus paulino – sobretudo o que inclui apenas as sete cartas autênticas – é de extrema importância para equacionarmos corretamente a identidade cristã e a natureza da Igreja. A muitos títulos, o seu conteúdo é também provocatório e crítico, se compararmos as suas propostas com a forma como o cristianismo foi sendo posteriormente concebido e vivido. (Opinião de Jorge Paulo, católico e professor do ensino básico e secundário.

“Todos, todos, todos”

O celibato como afirmação do poder clerical

Deixemo-nos de rodeios. Não vale a pena procurar tapar o sol com a peneira. Serão tentativas inúteis de ocultação da verdade. Por mais que não o desejemos, a verdade é como o azeite, acaba sempre por flutuar sob o olhar atónito dos mais distraídos. A insistência milenar da Igreja ocidental (latina) no celibato obrigatório é uma forma de afirmação e consolidação do clericalismo. (Opinião de Jorge Paulo é católico e professor do ensino básico e secundário)

“Todos, todos, todos”

“No Armário do Vaticano”: uma leitura desconcertante

Embora tenha sido publicado em Portugal em 2019, só agora me atrevi a ler o famoso livro No Armário do Vaticano, escrito pelo jornalista francês Frédéric Martel, que levou por diante uma intensa investigação sobre homossexualidade e poder no interior e nas franjas do Vaticano. O livro deixou-me estupefacto! (Opinião de Jorge Paulo)

“Todos, todos, todos”

Abusos sexuais e recrutamento dos padres

O relatório da Comissão Independente para a investigação dos crimes de abusos sexuais na Igreja Católica veio tornar público aquilo que já se esperava. Os portugueses não são diferentes dos outros povos. A investigação em outros países já tinha trazido a lume esta ignomínia. — a opinião de Jorge Paulo

Últimas Notícias

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A distância e a escrita

[Entre Margens]

A distância e a escrita

Vi há algum tempo a peça de Tiago Rodrigues, La Distance, e pensei sobre as cartas que troco com a minha mãe. Na peça, uma filha parte para outro planeta, num futuro apocalíptico em que a vida na terra se tornou insustentável. O público vive a dor dilacerante do pai que fica, que troca mensagens de voz com a filha, e a quem às tantas ela diz que estão mais próximos, agora. [Texto de Joana Rigato].

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