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Artigos de José Alves Jana
O milagre da multiplicação das salas em Bissau

[Crónicas da Guiné – 4]

O milagre da multiplicação das salas em Bissau

Era uma vez um jovem catequista de 18 anos. Deu-se conta de que uma boa parte das suas crianças não frequentavam a escola e quis saber porquê. A resposta foi fácil e simples: não havia lugar para elas. Então, a solução apresentou-se também fácil e simples: se não há lugar na escola, cria-se uma escola.

Ao encontro do islão na Guiné-Bissau

[Crónicas da Guiné – 3]

Ao encontro do islão na Guiné-Bissau

O animismo era a forma religiosa dominante na Guiné-Bissau, até finais do século XX. O século XXI tem trazido uma onda de adesões ao islão. A voz do muezim pela madrugada ou as prostrações em oração na rua têm uma afirmação crescente no ambiente urbano. Segundo o último censo, perto de 50% da população declara-se muçulmana. O animismo ainda tem a adesão de cerca de 30% e o cristianismo cerca de 20%, incluídas as várias igrejas cristãs. Impunha-se, portanto, procurar a Mesquita Central de Bissau ou Grande Mesquita de Bissau.

A “Casa dos Direitos”, chão sagrado dos Direitos Humanos

[Crónicas da Guiné – 2]

A “Casa dos Direitos”, chão sagrado dos Direitos Humanos

A história é simples de contar. A casa era o posto da polícia colonial em Bissau. Como seria de esperar, era “lugar de humilhação e tortura”. Após a independência, “no tempo do partido único, continuou a ter as mesmas funções”. Até que… Mas o melhor é ouvir o seu atual responsável, ou melhor, o “coordenador” da sua atividade, Gueri Lopes Gomes. 

Terra de pobreza e de milagres

[Crónicas da Guiné – 1]

Terra de pobreza e de milagres

A Guiné-Bissau, como país, é um bom exportador de más notícias. E quando se chega ao território, o que imediato se faz notar é a pobreza e o lixo. Mas quando nos dizem “Tenho orgulho em Bissau ser uma cidade limpa… em comparação com outras capitais desta região de África”, percebemos que tudo é relativo – relativo aos padrões que adoptamos. Ou às notícias que procuramos. Porque há notícias que vêm ter connosco, pois sabem que serão bem acolhidas, e outras que se deixam ficar no seu cantinho, silenciosas, porque se reconhecem sem interesse.

Tecnologia: do centro e das margens

Tecnologia: do centro e das margens

Para sair do centro para a periferia, não basta uma conversão espiritual, é necessária uma revolução tecnológica, que não é digital. Porque quem usar na periferia as técnicas do centro pode acabar eletrocutado, perdão, sociocutado.

Tecnologia: do centro e das margens

Igreja Católica: do centro às periferias

O Papa Francisco vem abrir um novo capítulo nesta caminhada: faz o convite a que a Igreja deixe a ilusão do centro e assuma as margens como seu lugar natural. As margens a que, de modo manifesto, na globalidade ela não quer pertencer. Por que razão havia de querer, se estar no centro foi aquilo que quase “sempre” quis?

O milagre da multiplicação das salas em Bissau

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O milagre da multiplicação das salas em Bissau

Era uma vez um jovem catequista de 18 anos. Deu-se conta de que uma boa parte das suas crianças não frequentavam a escola e quis saber porquê. A resposta foi fácil e simples: não havia lugar para elas. Então, a solução apresentou-se também fácil e simples: se não há lugar na escola, cria-se uma escola.

Ao encontro do islão na Guiné-Bissau

[Crónicas da Guiné – 3]

Ao encontro do islão na Guiné-Bissau

O animismo era a forma religiosa dominante na Guiné-Bissau, até finais do século XX. O século XXI tem trazido uma onda de adesões ao islão. A voz do muezim pela madrugada ou as prostrações em oração na rua têm uma afirmação crescente no ambiente urbano. Segundo o último censo, perto de 50% da população declara-se muçulmana. O animismo ainda tem a adesão de cerca de 30% e o cristianismo cerca de 20%, incluídas as várias igrejas cristãs. Impunha-se, portanto, procurar a Mesquita Central de Bissau ou Grande Mesquita de Bissau.

A “Casa dos Direitos”, chão sagrado dos Direitos Humanos

[Crónicas da Guiné – 2]

A “Casa dos Direitos”, chão sagrado dos Direitos Humanos

A história é simples de contar. A casa era o posto da polícia colonial em Bissau. Como seria de esperar, era “lugar de humilhação e tortura”. Após a independência, “no tempo do partido único, continuou a ter as mesmas funções”. Até que… Mas o melhor é ouvir o seu atual responsável, ou melhor, o “coordenador” da sua atividade, Gueri Lopes Gomes. 

Terra de pobreza e de milagres

[Crónicas da Guiné – 1]

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A Guiné-Bissau, como país, é um bom exportador de más notícias. E quando se chega ao território, o que imediato se faz notar é a pobreza e o lixo. Mas quando nos dizem “Tenho orgulho em Bissau ser uma cidade limpa… em comparação com outras capitais desta região de África”, percebemos que tudo é relativo – relativo aos padrões que adoptamos. Ou às notícias que procuramos. Porque há notícias que vêm ter connosco, pois sabem que serão bem acolhidas, e outras que se deixam ficar no seu cantinho, silenciosas, porque se reconhecem sem interesse.

Tecnologia: do centro e das margens

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Para sair do centro para a periferia, não basta uma conversão espiritual, é necessária uma revolução tecnológica, que não é digital. Porque quem usar na periferia as técnicas do centro pode acabar eletrocutado, perdão, sociocutado.

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Igreja Católica: do centro às periferias

O Papa Francisco vem abrir um novo capítulo nesta caminhada: faz o convite a que a Igreja deixe a ilusão do centro e assuma as margens como seu lugar natural. As margens a que, de modo manifesto, na globalidade ela não quer pertencer. Por que razão havia de querer, se estar no centro foi aquilo que quase “sempre” quis?

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