AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Artigos de Manuel Alte da Veiga
A Páscoa é sempre “pagã”

A Páscoa é sempre “pagã”

A Páscoa é sempre pagã / Porque nasce com a força da primavera / Entre as flores que nos cativam com promessas de frutos. / Porque cheira ao sol que brilha na chuva / E transforma a terra em páginas cultivadas / Donde nascem os grandes livros, os pensamentos / E as cidades que se firmam em pactos de paz.

Escola: prisão ou libertação?

Escola: prisão ou libertação?

Evitar o doutrinamento das crianças dá trabalho. Por um lado, necessitam de uma espécie de “catecismo elementar”, onde tudo venha explicado e estruturado de acordo com o seu desenvolvimento. Por outro lado, esta cultura inicial e maneira peculiar de olhar o mundo não podem ser prisão: pouco a pouco, de acordo com o ritmo da criança, virá a escolha de um trabalho personalizado e criativo.

Escola: prisão ou libertação?

A espiral da vida

Com muitas ou poucas aventuras, a espiral da vida tem uma peculiaridade: para quem nos observe e para o próprio, não estamos sempre a subir: podemos voltar muito abaixo do nível alcançado. Mas se o desejo não morreu, esta sensação apenas indica que a riqueza das experiências vividas não está a ser devidamente digerida. Na realidade, estaremos a subir: em breve, a energia acumulada nos faz subir com mais força e resiliência.

Rumi, Al-Sistani e o Papa Francisco

Rumi, Al-Sistani e o Papa Francisco

A propósito do encontro entre o Papa Francisco e o Ayatollah Ali al-Sistani, no Iraque, traduzo este poema da tradução inglesa sobre o original, que já referia a dificuldade de penetrar nesse mundo interior. Esforcei-me por manter uma fundamentada empatia e um fraseado elegante. Utilizei especialmente as seguintes obras: The Religious Experience of Mankind (Ninian Smart, Collins, 1971); The Message and the Book (John Bowker, Yale University Press, 2012 – donde o poema, p. 156-157):

Escola: prisão ou libertação?

Pecados em quarentena

Também há pandemias que atacam os assuntos mais sérios, destruindo a seriedade e independência com que deles devemos falar. E exigem cuidados especiais muito intensivos, quando está em jogo a formação de espírito crítico nas novas gerações e o esforço de darmos o exemplo: chamando bom ao que justificadamente consideramos bom e mau ao que justificadamente ajuizamos ser mau.

Escola: prisão ou libertação?

Somos continuadores das grandes perguntas

Para os meus cinco anos de grego já patinado, as traduções de Dimas Almeida é o que melhor representa o original. Ficámos a pensar que os dois mil anos passados não nos fazem mais inteligentes ou mais simples, mas sim continuadores das grandes perguntas e dos grandes interesses, com as mesmas tendências fundamentais positivas e negativas, embora sujeitos continuamente a novos condicionalismos. Até gostamos de usar expressões praticamente idênticas.

Escola: prisão ou libertação?

“O meu amigo” de toda a gente

Como “o meu amigo P. João”, íamos almoçar frequentemente junto à ria ou ao pé do mar. E tudo era boa conversa. Aí não havia tabus para falar da morte e sobretudo do sofrimento; de sexualidade e sobretudo de equilibradas relações humanas; de religião e sobretudo da vida espiritual. Muitas vezes em desacordo, mas esses desacordos originavam novas conversas mais profundas.

Escola: prisão ou libertação?

Bahá’i e Cristo-Rei

A festa litúrgica de Cristo Rei corre o risco de alimentar um triunfalismo religioso, a dois passos do fanatismo, em vez de meditar no que ela significa. Ora o “reino de Deus” não é apresentado como conceito (nem os exegetas encontram dele uma definição): manifesta o optimismo do plano de Deus, que se vai realizando com o contributo de “todas as pessoas de boa vontade” (os destinatários da universalmente famosa encíclica Pacem in Terris, de João XXIII). Os conceitos não evitam a imprecisão e debilidade próprias da expressão humana.

A Páscoa é sempre “pagã”

A Páscoa é sempre “pagã”

A Páscoa é sempre pagã / Porque nasce com a força da primavera / Entre as flores que nos cativam com promessas de frutos. / Porque cheira ao sol que brilha na chuva / E transforma a terra em páginas cultivadas / Donde nascem os grandes livros, os pensamentos / E as cidades que se firmam em pactos de paz.

Escola: prisão ou libertação?

Escola: prisão ou libertação?

Evitar o doutrinamento das crianças dá trabalho. Por um lado, necessitam de uma espécie de “catecismo elementar”, onde tudo venha explicado e estruturado de acordo com o seu desenvolvimento. Por outro lado, esta cultura inicial e maneira peculiar de olhar o mundo não podem ser prisão: pouco a pouco, de acordo com o ritmo da criança, virá a escolha de um trabalho personalizado e criativo.

Escola: prisão ou libertação?

A espiral da vida

Com muitas ou poucas aventuras, a espiral da vida tem uma peculiaridade: para quem nos observe e para o próprio, não estamos sempre a subir: podemos voltar muito abaixo do nível alcançado. Mas se o desejo não morreu, esta sensação apenas indica que a riqueza das experiências vividas não está a ser devidamente digerida. Na realidade, estaremos a subir: em breve, a energia acumulada nos faz subir com mais força e resiliência.

Rumi, Al-Sistani e o Papa Francisco

Rumi, Al-Sistani e o Papa Francisco

A propósito do encontro entre o Papa Francisco e o Ayatollah Ali al-Sistani, no Iraque, traduzo este poema da tradução inglesa sobre o original, que já referia a dificuldade de penetrar nesse mundo interior. Esforcei-me por manter uma fundamentada empatia e um fraseado elegante. Utilizei especialmente as seguintes obras: The Religious Experience of Mankind (Ninian Smart, Collins, 1971); The Message and the Book (John Bowker, Yale University Press, 2012 – donde o poema, p. 156-157):

Escola: prisão ou libertação?

Pecados em quarentena

Também há pandemias que atacam os assuntos mais sérios, destruindo a seriedade e independência com que deles devemos falar. E exigem cuidados especiais muito intensivos, quando está em jogo a formação de espírito crítico nas novas gerações e o esforço de darmos o exemplo: chamando bom ao que justificadamente consideramos bom e mau ao que justificadamente ajuizamos ser mau.

Escola: prisão ou libertação?

Somos continuadores das grandes perguntas

Para os meus cinco anos de grego já patinado, as traduções de Dimas Almeida é o que melhor representa o original. Ficámos a pensar que os dois mil anos passados não nos fazem mais inteligentes ou mais simples, mas sim continuadores das grandes perguntas e dos grandes interesses, com as mesmas tendências fundamentais positivas e negativas, embora sujeitos continuamente a novos condicionalismos. Até gostamos de usar expressões praticamente idênticas.

Escola: prisão ou libertação?

“O meu amigo” de toda a gente

Como “o meu amigo P. João”, íamos almoçar frequentemente junto à ria ou ao pé do mar. E tudo era boa conversa. Aí não havia tabus para falar da morte e sobretudo do sofrimento; de sexualidade e sobretudo de equilibradas relações humanas; de religião e sobretudo da vida espiritual. Muitas vezes em desacordo, mas esses desacordos originavam novas conversas mais profundas.

Escola: prisão ou libertação?

Bahá’i e Cristo-Rei

A festa litúrgica de Cristo Rei corre o risco de alimentar um triunfalismo religioso, a dois passos do fanatismo, em vez de meditar no que ela significa. Ora o “reino de Deus” não é apresentado como conceito (nem os exegetas encontram dele uma definição): manifesta o optimismo do plano de Deus, que se vai realizando com o contributo de “todas as pessoas de boa vontade” (os destinatários da universalmente famosa encíclica Pacem in Terris, de João XXIII). Os conceitos não evitam a imprecisão e debilidade próprias da expressão humana.

Últimas Notícias

Últimas Notícias

O meu tio Fred

[Arquipélago Jerusalém]

O meu tio Fred

Contra a vaga da direita radical e de antisemitismo que assalta a França e a Alemanha e que tem expressão em vitórias eleitorais, gostaria de evocar o legado do meu tio-bisavô Fréderic Kohn-Abrest (1850-1893). Foi um ilustre jornalista, dramaturgo e ensaísta que viveu entre Paris e Viena e lutou nesses tempos longínquos para criar pontes entre os europeus. [Texto de Mendo Castro Henriques].

Disponibilizada tradução provisória do Livro de Baruc e Carta de Jeremias

Bíblia da CEP

Disponibilizada tradução provisória do Livro de Baruc e Carta de Jeremias

A Comissão Coordenadora da Tradução da Bíblia da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disponibilizou a tradução provisória do Livro de Baruc e da Carta de Jeremias, dando continuidade ao processo de revisão e tradução dos textos bíblicos. Como nas restantes publicações, a comissão convida os leitores a enviar sugestões e comentários para contribuir para a revisão do texto.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest