Tanto quanto me lembro, o nascimento de Jesus canta-se a partir da circunstância de cada um, a partir da realidade de cada comunidade, esteja ela num mosteiro no século XII, numa aldeia transmontana ou no Rockefeller Center.
Tanto quanto me lembro, o nascimento de Jesus canta-se a partir da circunstância de cada um, a partir da realidade de cada comunidade, esteja ela num mosteiro no século XII, numa aldeia transmontana ou no Rockefeller Center.
Netflixicamente, é excelente, não se enreda no drama ou no feminismo fácil, tem o seu quê de humor, não caricatura personagens, e a actriz principal, Margaret Qualley, merece todos os prémios da temporada. Mas não é isto que interessa, que não sou crítica de televisão. Com pena, admito. Em dez episódios, acompanhamos a jornada de Alex para se autonomizar da relação abusiva que mantém com Sean, o pai de Maddy, a filha de quase três anos.
Há várias formas de descobrir uma cidade. Uma das minhas é ir à missa naquelas por onde vou passando, mesmo que não perceba muito (ou nada) do que por lá é dito. Há umas semanas foi a vez de Paris, onde aterrei na Igreja de Notre Dame de l’Assomption de Passy para a missa das 9h00, com uns minutos de atraso e uma leve irritação – o atraso seria demasiado evidente, notado e presenteado com olhares de censura.
Neste domingo, 9 de Maio, passaram 100 anos sobre o nascimento de Sophie Scholl, que integrou a Rosa Branca, o grupo informal de resistência pacífica ao III Reich, formado por estudantes e um professor da Universidade de Munique. Curiosamente, é também o dia da Europa. A vida da Rosa Branca é breve. Entre Junho de 1942 e Fevereiro de 1943, o grupo escreveu, imprimiu e distribuiu seis panfletos apelando à consciência dos alemães para que se revoltassem contra o regime
Enquanto o mundo se reorganizava, houve umas semanas para reflectir na relação que mantemos com a casa onde moramos, com a ideia de casa, e em como essa relação afecta a vida espiritual. “Não temos aqui morada permanente”, é certo, mas também há algo de incómodo nos 40 anos que o povo de Israel precisa para chegar à Terra Prometida ou nas andanças de Jesus, Maria e José pelo Egipto.
Todos os textos são incontroversos, lembram que os idosos têm direito a trabalhar ou a ter uma fonte de rendimento, a viver com dignidade e segurança, a poder residir em casa pelo máximo de tempo possível, a formar associações que defendam os seus interesses ou a aceder a programas educacionais próprios; e reafirmam que os mais velhos contribuem para o desenvolvimento das sociedades de que fazem parte (tem o seu quê de irónico, dada a média etária dos “líderes mundiais”).
Tanto quanto me lembro, o nascimento de Jesus canta-se a partir da circunstância de cada um, a partir da realidade de cada comunidade, esteja ela num mosteiro no século XII, numa aldeia transmontana ou no Rockefeller Center.
Netflixicamente, é excelente, não se enreda no drama ou no feminismo fácil, tem o seu quê de humor, não caricatura personagens, e a actriz principal, Margaret Qualley, merece todos os prémios da temporada. Mas não é isto que interessa, que não sou crítica de televisão. Com pena, admito. Em dez episódios, acompanhamos a jornada de Alex para se autonomizar da relação abusiva que mantém com Sean, o pai de Maddy, a filha de quase três anos.
Há várias formas de descobrir uma cidade. Uma das minhas é ir à missa naquelas por onde vou passando, mesmo que não perceba muito (ou nada) do que por lá é dito. Há umas semanas foi a vez de Paris, onde aterrei na Igreja de Notre Dame de l’Assomption de Passy para a missa das 9h00, com uns minutos de atraso e uma leve irritação – o atraso seria demasiado evidente, notado e presenteado com olhares de censura.
Neste domingo, 9 de Maio, passaram 100 anos sobre o nascimento de Sophie Scholl, que integrou a Rosa Branca, o grupo informal de resistência pacífica ao III Reich, formado por estudantes e um professor da Universidade de Munique. Curiosamente, é também o dia da Europa. A vida da Rosa Branca é breve. Entre Junho de 1942 e Fevereiro de 1943, o grupo escreveu, imprimiu e distribuiu seis panfletos apelando à consciência dos alemães para que se revoltassem contra o regime
Enquanto o mundo se reorganizava, houve umas semanas para reflectir na relação que mantemos com a casa onde moramos, com a ideia de casa, e em como essa relação afecta a vida espiritual. “Não temos aqui morada permanente”, é certo, mas também há algo de incómodo nos 40 anos que o povo de Israel precisa para chegar à Terra Prometida ou nas andanças de Jesus, Maria e José pelo Egipto.
Todos os textos são incontroversos, lembram que os idosos têm direito a trabalhar ou a ter uma fonte de rendimento, a viver com dignidade e segurança, a poder residir em casa pelo máximo de tempo possível, a formar associações que defendam os seus interesses ou a aceder a programas educacionais próprios; e reafirmam que os mais velhos contribuem para o desenvolvimento das sociedades de que fazem parte (tem o seu quê de irónico, dada a média etária dos “líderes mundiais”).
Trago comigo (16)
Um livro também nos pode revelar memórias novidadeNeste décimo sexto texto, e último dessa rubrica que intitulamos “Trago comigo”, remetendo para a ideia de alguma coisa pessoalmente significativa que cada qual guarda na sua memória, José Centeio, usando como pretexto o livro de Irene Vallejo “Manifesto pela Leitura”, revela-nos as suas memórias na descoberta da leitura e a sua paixão pelos livros.
7Partidas
Vinte e cinco anos depoisEm 2001, vivíamos em San Francisco. Naquela segunda-feira, dia 11 de Setembro, fomos acordados pelo meu sogro, que nos ligava da Alemanha para avisar que os EUA estavam a ser atacados. Em San Francisco era ainda madrugada; em Nova Iorque passava das nove da manhã, e as duas torres já estavam a arder. [Texto de Helena Araújo].
A missão nasce de um coração capaz de olhar para os outros com esperança e responsabilidade, conforme considerava José Allamano, fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata. Foi com o mesmo espírito que nasceu a Fundação Allamano, instrumento ao serviço, de modo particular, das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.
Relatório divulgado hoje
Rússia acusada de enviar à força cidadãos estrangeiros para combater na UcrâniaA Rússia tem recorrido a “práticas enganosas, coercivas e exploradoras para recrutar cidadãos estrangeiros para as suas forças armadas e enviá-los para combater na Ucrânia”, afirmou a Amnistia Internacional num relatório publicado hoje, dia 10 de setembro. No comunicado enviado à redação do 7MARGENS a organização adianta que tais práticas constituem, em muitos casos, “uma violação dos direitos humanos e um crime de tráfico de seres humanos”.
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