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Artigos de Pedro Vaz Patto
Fraternidade, justiça e perdão

Fraternidade, justiça e perdão

Para quem, como eu, lida quotidianamente com a justiça criminal, o tema da relação entre a justiça e o perdão assume uma grande relevância. Tenho refletido e escrito sobre ele à luz do Evangelho e da doutrina social da Igreja. Um bom contributo para essa reflexão nos chega agora através da encíclica Fratelli Tutti.

Fraternidade, justiça e perdão

Não vale tudo

Algumas propostas e discussões atuais impõem que se reafirme que no combate à criminalidade não vale tudo. Ou seja: que os fins não justificam os meios, que há linhas vermelhas intransponíveis, que não se combate o crime com práticas que com ele se confundem, sob pena de esse combate perder autoridade moral. E é assim, mesmo em relação aos crimes que mais repugnância possam causar, como os crimes sexuais que vitimam crianças.

Fraternidade, justiça e perdão

Pandemia e bioética

O combate à pandemia do novo coronavírus suscita uma reflexão sobre várias questões relativas à bioética. Desde logo, a do primado do valor da vida humana sobre considerações de outro tipo, como as de ordem económica.

Fraternidade, justiça e perdão

A União Europeia e a liberdade religiosa

Tomei conhecimento da ação do comissário europeu para a liberdade religiosa através do livro Enfim livre (editado em português pela Lucerna, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre), que relata a odisseia de Asia Bibi até à sua libertação. Essa ação é, por si só, reveladora da importância que pode ter esse cargo e chegaria para justificar a sua manutenção.

Fraternidade, justiça e perdão

O valor da vida não tem variações

Na verdade, o valor da vida humana não tem variações. Não é quantitativo (não se mede em anos ou de acordo com qualquer outro critério), é qualitativo. A dignidade da pessoa deriva do simples facto de ela ser membro da espécie humana, não de qualquer atributo ou capacidade que possa variar em grau ou que possa ser adquirido ou perder-se nalguma fase da existência. Depende do que ela é, não do que ela faz ou pode fazer.

Fraternidade, justiça e perdão

Um armazém de crianças

O mundo tem assistido, sensibilizado e chocado, a um vídeo que retrata um grupo de várias dezenas de crianças recém-nascidas nos seus berços a aguardar quem as venha buscar e delas cuidar como progenitores. O vídeo é produzida por uma empresa ucraniana (Biotexcom) que explora comercialmente a chamada “gestação de substituição” (ou “maternidade de substituição”): o apelo que dele transparece é o de que as pessoas que recorreram aos serviços dessa empresa possam obter as necessárias autorizações de viagem (até agora negadas, devido à pandemia do coronavírus) para que tais crianças não permaneçam mais tempo nessa situação. Muitas pessoas serão sensíveis a este apelo, esquecendo todos os outros aspetos envolvidos. Não podemos, de qualquer modo, ignorar que essa empresa também quer garantir os lucros próprios da sua atividade.

Fraternidade, justiça e perdão

Papa Francisco, subsídios e trabalho

Na carta que recentemente dirigiu aos Movimentos Populares [ler carta aqui]o Papa Francisco advogou a criação de um “salário universal” para “trabalhadores informais, independentes e de economia popular” que se se vêem privados de rendimentos na atual situação de pandemia. Liga esse “salário” ao reconhecimento da dignidade desses trabalhadores.

Fraternidade, justiça e perdão

Onde está Deus?

A propósito da pandemia que atinge agora o mundo inteiro, ressurge a incontornável questão: o que tem Deus a ver com isto; como pode um Deus bondoso permitir um mal como este?
De entre várias respostas que têm sido dadas a esta questão, parece-me de sublinhar a do padre Raniero Cantalamessa O.F.M., na pregação de Sexta-Feira Santa, perante o Papa Francisco.

Fraternidade, justiça e perdão

Fraternidade, justiça e perdão

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Não vale tudo

Algumas propostas e discussões atuais impõem que se reafirme que no combate à criminalidade não vale tudo. Ou seja: que os fins não justificam os meios, que há linhas vermelhas intransponíveis, que não se combate o crime com práticas que com ele se confundem, sob pena de esse combate perder autoridade moral. E é assim, mesmo em relação aos crimes que mais repugnância possam causar, como os crimes sexuais que vitimam crianças.

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Pandemia e bioética

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Tomei conhecimento da ação do comissário europeu para a liberdade religiosa através do livro Enfim livre (editado em português pela Lucerna, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre), que relata a odisseia de Asia Bibi até à sua libertação. Essa ação é, por si só, reveladora da importância que pode ter esse cargo e chegaria para justificar a sua manutenção.

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Na verdade, o valor da vida humana não tem variações. Não é quantitativo (não se mede em anos ou de acordo com qualquer outro critério), é qualitativo. A dignidade da pessoa deriva do simples facto de ela ser membro da espécie humana, não de qualquer atributo ou capacidade que possa variar em grau ou que possa ser adquirido ou perder-se nalguma fase da existência. Depende do que ela é, não do que ela faz ou pode fazer.

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