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Artigos de Pedro Vaz Patto
Fanatismo

Fanatismo

Diante das notícias sobre o atentado terrorista na catedral de Nice, volta a surgir a perplexidade diante de uma tão chocante manifestação de ódio e desumanidade praticada em nome de Deus e de uma religião. Como é isso possível? Será isso próprio de uma religião determinada, ou da religião em geral? Não deveriam as religiões servir para a elevação moral da humanidade e a construção da paz? Para responder a esta questão, pareceu-me de grande interesse um pequeno livro recentemente publicado, da autoria de Adrien Candiard, dominicano e professor do Instituto Dominicano de Estudos Orientais do Cairo: Du Fanatisme (Les Éditions du Cerf, 2020).

Fanatismo

Vidas que também importam

Sabemos que a justificação para a legalização do aborto eugénico é uma justificação “piedosa”: o aborto seria um ato de misericórdia que poupa às suas vítimas uma vida infeliz. Mesmo que isso fosse verdade, nunca justificaria que alguém se substituísse a essas vítimas para formular esse juízo. Mas o testemunho de muitas pessoas com o síndrome de Down, e de muitas famílias que as acolhem, revela que essas pessoas são felizes, apesar das suas limitações e da falta de apoios sociais que lhes seriam devidos.

Fanatismo

Fraternidade, justiça e perdão

Para quem, como eu, lida quotidianamente com a justiça criminal, o tema da relação entre a justiça e o perdão assume uma grande relevância. Tenho refletido e escrito sobre ele à luz do Evangelho e da doutrina social da Igreja. Um bom contributo para essa reflexão nos chega agora através da encíclica Fratelli Tutti.

Fanatismo

Não vale tudo

Algumas propostas e discussões atuais impõem que se reafirme que no combate à criminalidade não vale tudo. Ou seja: que os fins não justificam os meios, que há linhas vermelhas intransponíveis, que não se combate o crime com práticas que com ele se confundem, sob pena de esse combate perder autoridade moral. E é assim, mesmo em relação aos crimes que mais repugnância possam causar, como os crimes sexuais que vitimam crianças.

Fanatismo

Pandemia e bioética

O combate à pandemia do novo coronavírus suscita uma reflexão sobre várias questões relativas à bioética. Desde logo, a do primado do valor da vida humana sobre considerações de outro tipo, como as de ordem económica.

Fanatismo

A União Europeia e a liberdade religiosa

Tomei conhecimento da ação do comissário europeu para a liberdade religiosa através do livro Enfim livre (editado em português pela Lucerna, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre), que relata a odisseia de Asia Bibi até à sua libertação. Essa ação é, por si só, reveladora da importância que pode ter esse cargo e chegaria para justificar a sua manutenção.

Fanatismo

O valor da vida não tem variações

Na verdade, o valor da vida humana não tem variações. Não é quantitativo (não se mede em anos ou de acordo com qualquer outro critério), é qualitativo. A dignidade da pessoa deriva do simples facto de ela ser membro da espécie humana, não de qualquer atributo ou capacidade que possa variar em grau ou que possa ser adquirido ou perder-se nalguma fase da existência. Depende do que ela é, não do que ela faz ou pode fazer.

Fanatismo

Um armazém de crianças

O mundo tem assistido, sensibilizado e chocado, a um vídeo que retrata um grupo de várias dezenas de crianças recém-nascidas nos seus berços a aguardar quem as venha buscar e delas cuidar como progenitores. O vídeo é produzida por uma empresa ucraniana (Biotexcom) que explora comercialmente a chamada “gestação de substituição” (ou “maternidade de substituição”): o apelo que dele transparece é o de que as pessoas que recorreram aos serviços dessa empresa possam obter as necessárias autorizações de viagem (até agora negadas, devido à pandemia do coronavírus) para que tais crianças não permaneçam mais tempo nessa situação. Muitas pessoas serão sensíveis a este apelo, esquecendo todos os outros aspetos envolvidos. Não podemos, de qualquer modo, ignorar que essa empresa também quer garantir os lucros próprios da sua atividade.

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Diante das notícias sobre o atentado terrorista na catedral de Nice, volta a surgir a perplexidade diante de uma tão chocante manifestação de ódio e desumanidade praticada em nome de Deus e de uma religião. Como é isso possível? Será isso próprio de uma religião determinada, ou da religião em geral? Não deveriam as religiões servir para a elevação moral da humanidade e a construção da paz? Para responder a esta questão, pareceu-me de grande interesse um pequeno livro recentemente publicado, da autoria de Adrien Candiard, dominicano e professor do Instituto Dominicano de Estudos Orientais do Cairo: Du Fanatisme (Les Éditions du Cerf, 2020).

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Vidas que também importam

Sabemos que a justificação para a legalização do aborto eugénico é uma justificação “piedosa”: o aborto seria um ato de misericórdia que poupa às suas vítimas uma vida infeliz. Mesmo que isso fosse verdade, nunca justificaria que alguém se substituísse a essas vítimas para formular esse juízo. Mas o testemunho de muitas pessoas com o síndrome de Down, e de muitas famílias que as acolhem, revela que essas pessoas são felizes, apesar das suas limitações e da falta de apoios sociais que lhes seriam devidos.

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Fraternidade, justiça e perdão

Para quem, como eu, lida quotidianamente com a justiça criminal, o tema da relação entre a justiça e o perdão assume uma grande relevância. Tenho refletido e escrito sobre ele à luz do Evangelho e da doutrina social da Igreja. Um bom contributo para essa reflexão nos chega agora através da encíclica Fratelli Tutti.

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Não vale tudo

Algumas propostas e discussões atuais impõem que se reafirme que no combate à criminalidade não vale tudo. Ou seja: que os fins não justificam os meios, que há linhas vermelhas intransponíveis, que não se combate o crime com práticas que com ele se confundem, sob pena de esse combate perder autoridade moral. E é assim, mesmo em relação aos crimes que mais repugnância possam causar, como os crimes sexuais que vitimam crianças.

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Pandemia e bioética

O combate à pandemia do novo coronavírus suscita uma reflexão sobre várias questões relativas à bioética. Desde logo, a do primado do valor da vida humana sobre considerações de outro tipo, como as de ordem económica.

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A União Europeia e a liberdade religiosa

Tomei conhecimento da ação do comissário europeu para a liberdade religiosa através do livro Enfim livre (editado em português pela Lucerna, com o apoio da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre), que relata a odisseia de Asia Bibi até à sua libertação. Essa ação é, por si só, reveladora da importância que pode ter esse cargo e chegaria para justificar a sua manutenção.

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O valor da vida não tem variações

Na verdade, o valor da vida humana não tem variações. Não é quantitativo (não se mede em anos ou de acordo com qualquer outro critério), é qualitativo. A dignidade da pessoa deriva do simples facto de ela ser membro da espécie humana, não de qualquer atributo ou capacidade que possa variar em grau ou que possa ser adquirido ou perder-se nalguma fase da existência. Depende do que ela é, não do que ela faz ou pode fazer.

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Um armazém de crianças

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“Há sempre alguém pior do que tu”

[Lugar (in)comum]

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Humor sem limites

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Surgem de forma recorrente polémicas quando alguma rábula humorística, ou com pretensões a tal, é tida como blasfema ou ofensiva para com os católicos. Não tenho por hábito envolver-me ou alimentar esse tipo de polémicas, sobretudo porque receio estar a contribuir para uma imerecida publicidade. [Texto de Pedro Vaz Patto].

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