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Artigos de Sara Jona Laísse
Cartografia da miséria: “o desamparo das flores”

[Moçambique, margem Sul]

Cartografia da miséria: “o desamparo das flores”

Vivemos, portanto, numa sociedade mutilada e a pedir socorro! A resposta aos gritos tem sido quase silenciosa, quase muda e sem expressão, ante o agravamento dos acontecimentos diários. Quive convida-nos a reflectir sobre o país em que hoje vivemos, cheio de atrocidades sociais, desde as que parecem menores, até às de grande vulto que acontecem à luz do dia.

“Pita Kufa: O Leito da Morte”, um apelo ao dinamismo

[Moçambique, margem Sul]

“Pita Kufa: O Leito da Morte”, um apelo ao dinamismo

Em alguns textos neste jornal, fiz menção ao ritual de purificação da viúva e nunca o abordei na sua profundidade. Uma vez que, em Maio, será publicado um romance que prefaciei e que aborda essa matéria, convido os meus leitores a se inteirarem desse fenómeno que, desta feita, é-nos apresentado por via da ficção.

Remédios de Deus, curas imaginárias? As “boas mãos”

[Moçambique, margem Sul]

Remédios de Deus, curas imaginárias? As “boas mãos”

Há bem poucos meses escrevi um texto sobre a mão esquerda e, nele referi um tratamento que me foi feito pela minha mãe, para evitar partir louça, ao lavá-la. Lembro-me ainda, de uma conversa que desenvolvi com Mia Couto sobre esse tratamento e que ele, em jeito de brincadeira, disse que gostava de o fazer, porque também é derrubador de louça. [Texto de Sara Laisse, Moçambique]

“Fiducia supplicans”: preconceitos e debates sobre in(ex)clusão

[Moçambique, margem Sul]

“Fiducia supplicans”: preconceitos e debates sobre in(ex)clusão

A declaração “Fiducia supplicans” deixou-me feliz, porque recordou-me as discussões sobre inclusão e preservação da vida humana, que tive com os meus alunos, na disciplina de Cultura Moçambicana. Pedia-lhes, algumas vezes, que procurassem e que levassem para a sala de aulas as razões pelas quais o Ministério da Justiça, em Moçambique, não aceitar oficializar a LAMBDA, “uma organização de cidadãos moçambicanos, que advoga pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas LGBT”. [Texto de Sara Laisse]

Pequenas, grandes curas: remédios, crenças e corpos

[Moçambique, margem Sul]

Pequenas, grandes curas: remédios, crenças e corpos

Conheci um médico que dizia que, depois da informação sobre uma doença, a sua cura pode depender de três processos: o seu tratamento (remédios), a sua aceitação ou fé na extensão da doença (convicção/crença) e a anuência ou o grau de imunidade do indivíduo (corpo). Basta, segundo ele, que uma das componentes suplante a outra, para que se tenha um “meio caminho andado” para revigorar a pessoa. Este foi o mote para o presente texto. (Sara Laisse)

Mãe grande: “Ser pobre não we nada”

[Moçambique, margem Sul]

Mãe grande: “Ser pobre não we nada”

Mãe grande é um termo muito utilizado em Moçambique, não para se referir a uma mãe com dimensões físicas avantajadas, mas como parâmetro de um estatuto, isto é, a primeira mulher na sequência das desposadas ou relacionadas com um polígamo. É sobre essa mãe e sobre o polígamo que este texto trata.

Cartografia da miséria: “o desamparo das flores”

[Moçambique, margem Sul]

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Vivemos, portanto, numa sociedade mutilada e a pedir socorro! A resposta aos gritos tem sido quase silenciosa, quase muda e sem expressão, ante o agravamento dos acontecimentos diários. Quive convida-nos a reflectir sobre o país em que hoje vivemos, cheio de atrocidades sociais, desde as que parecem menores, até às de grande vulto que acontecem à luz do dia.

“Pita Kufa: O Leito da Morte”, um apelo ao dinamismo

[Moçambique, margem Sul]

“Pita Kufa: O Leito da Morte”, um apelo ao dinamismo

Em alguns textos neste jornal, fiz menção ao ritual de purificação da viúva e nunca o abordei na sua profundidade. Uma vez que, em Maio, será publicado um romance que prefaciei e que aborda essa matéria, convido os meus leitores a se inteirarem desse fenómeno que, desta feita, é-nos apresentado por via da ficção.

Remédios de Deus, curas imaginárias? As “boas mãos”

[Moçambique, margem Sul]

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Há bem poucos meses escrevi um texto sobre a mão esquerda e, nele referi um tratamento que me foi feito pela minha mãe, para evitar partir louça, ao lavá-la. Lembro-me ainda, de uma conversa que desenvolvi com Mia Couto sobre esse tratamento e que ele, em jeito de brincadeira, disse que gostava de o fazer, porque também é derrubador de louça. [Texto de Sara Laisse, Moçambique]

“Fiducia supplicans”: preconceitos e debates sobre in(ex)clusão

[Moçambique, margem Sul]

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A declaração “Fiducia supplicans” deixou-me feliz, porque recordou-me as discussões sobre inclusão e preservação da vida humana, que tive com os meus alunos, na disciplina de Cultura Moçambicana. Pedia-lhes, algumas vezes, que procurassem e que levassem para a sala de aulas as razões pelas quais o Ministério da Justiça, em Moçambique, não aceitar oficializar a LAMBDA, “uma organização de cidadãos moçambicanos, que advoga pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas LGBT”. [Texto de Sara Laisse]

Pequenas, grandes curas: remédios, crenças e corpos

[Moçambique, margem Sul]

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Conheci um médico que dizia que, depois da informação sobre uma doença, a sua cura pode depender de três processos: o seu tratamento (remédios), a sua aceitação ou fé na extensão da doença (convicção/crença) e a anuência ou o grau de imunidade do indivíduo (corpo). Basta, segundo ele, que uma das componentes suplante a outra, para que se tenha um “meio caminho andado” para revigorar a pessoa. Este foi o mote para o presente texto. (Sara Laisse)

Mãe grande: “Ser pobre não we nada”

[Moçambique, margem Sul]

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Mãe grande é um termo muito utilizado em Moçambique, não para se referir a uma mãe com dimensões físicas avantajadas, mas como parâmetro de um estatuto, isto é, a primeira mulher na sequência das desposadas ou relacionadas com um polígamo. É sobre essa mãe e sobre o polígamo que este texto trata.

Últimas Notícias

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A distância e a escrita

[Entre Margens]

A distância e a escrita novidade

Vi há algum tempo a peça de Tiago Rodrigues, La Distance, e pensei sobre as cartas que troco com a minha mãe. Na peça, uma filha parte para outro planeta, num futuro apocalíptico em que a vida na terra se tornou insustentável. O público vive a dor dilacerante do pai que fica, que troca mensagens de voz com a filha, e a quem às tantas ela diz que estão mais próximos, agora. [Texto de Joana Rigato].

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