Hospedei-me algures, próximo da Praça da Independência. Nessa praça, sentei-me muitas vezes a coscuvilhar e a tentar, com o pouco italiano que percebo, compreender que vida é que alguns migrantes levam na Europa.
Lugares revelados (5)
Lugares revelados: ser ou não ser, eis a questão?Hospedei-me algures, próximo da Praça da Independência. Nessa praça, sentei-me muitas vezes a coscuvilhar e a tentar, com o pouco italiano que percebo, compreender que vida é que alguns migrantes levam na Europa.
[Moçambique, margem Sul]
Cartografia da miséria: “o desamparo das flores”Vivemos, portanto, numa sociedade mutilada e a pedir socorro! A resposta aos gritos tem sido quase silenciosa, quase muda e sem expressão, ante o agravamento dos acontecimentos diários. Quive convida-nos a reflectir sobre o país em que hoje vivemos, cheio de atrocidades sociais, desde as que parecem menores, até às de grande vulto que acontecem à luz do dia.
[Moçambique, margem Sul]
“Pita Kufa: O Leito da Morte”, um apelo ao dinamismoEm alguns textos neste jornal, fiz menção ao ritual de purificação da viúva e nunca o abordei na sua profundidade. Uma vez que, em Maio, será publicado um romance que prefaciei e que aborda essa matéria, convido os meus leitores a se inteirarem desse fenómeno que, desta feita, é-nos apresentado por via da ficção.
[Moçambique, margem Sul]
Remédios de Deus, curas imaginárias? As “boas mãos”Há bem poucos meses escrevi um texto sobre a mão esquerda e, nele referi um tratamento que me foi feito pela minha mãe, para evitar partir louça, ao lavá-la. Lembro-me ainda, de uma conversa que desenvolvi com Mia Couto sobre esse tratamento e que ele, em jeito de brincadeira, disse que gostava de o fazer, porque também é derrubador de louça. [Texto de Sara Laisse, Moçambique]
[Moçambique, margem Sul]
“Fiducia supplicans”: preconceitos e debates sobre in(ex)clusãoA declaração “Fiducia supplicans” deixou-me feliz, porque recordou-me as discussões sobre inclusão e preservação da vida humana, que tive com os meus alunos, na disciplina de Cultura Moçambicana. Pedia-lhes, algumas vezes, que procurassem e que levassem para a sala de aulas as razões pelas quais o Ministério da Justiça, em Moçambique, não aceitar oficializar a LAMBDA, “uma organização de cidadãos moçambicanos, que advoga pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas LGBT”. [Texto de Sara Laisse]
[Moçambique, margem Sul]
Pequenas, grandes curas: remédios, crenças e corposConheci um médico que dizia que, depois da informação sobre uma doença, a sua cura pode depender de três processos: o seu tratamento (remédios), a sua aceitação ou fé na extensão da doença (convicção/crença) e a anuência ou o grau de imunidade do indivíduo (corpo). Basta, segundo ele, que uma das componentes suplante a outra, para que se tenha um “meio caminho andado” para revigorar a pessoa. Este foi o mote para o presente texto. (Sara Laisse)
[Moçambique, margem Sul]
Mãe grande: “Ser pobre não we nada”Mãe grande é um termo muito utilizado em Moçambique, não para se referir a uma mãe com dimensões físicas avantajadas, mas como parâmetro de um estatuto, isto é, a primeira mulher na sequência das desposadas ou relacionadas com um polígamo. É sobre essa mãe e sobre o polígamo que este texto trata.
[Moçambique, margem Sul]
Mão esquerda, mão pária, mão sinistra: o feitiço do saber está na leituraApanhei algumas palmadinhas por utilizar a mão esquerda (até se chama sinistra, em italiano; isso diz muito o que dela se interpreta), na minha infância. Isso aconteceu muitas vezes, ao que me contaram e, estendeu-se a alguns outros palmadões, na adolescência, pelo que pude constatar.
Lugares revelados (5)
Lugares revelados: ser ou não ser, eis a questão?Hospedei-me algures, próximo da Praça da Independência. Nessa praça, sentei-me muitas vezes a coscuvilhar e a tentar, com o pouco italiano que percebo, compreender que vida é que alguns migrantes levam na Europa.
[Moçambique, margem Sul]
Cartografia da miséria: “o desamparo das flores”Vivemos, portanto, numa sociedade mutilada e a pedir socorro! A resposta aos gritos tem sido quase silenciosa, quase muda e sem expressão, ante o agravamento dos acontecimentos diários. Quive convida-nos a reflectir sobre o país em que hoje vivemos, cheio de atrocidades sociais, desde as que parecem menores, até às de grande vulto que acontecem à luz do dia.
[Moçambique, margem Sul]
“Pita Kufa: O Leito da Morte”, um apelo ao dinamismoEm alguns textos neste jornal, fiz menção ao ritual de purificação da viúva e nunca o abordei na sua profundidade. Uma vez que, em Maio, será publicado um romance que prefaciei e que aborda essa matéria, convido os meus leitores a se inteirarem desse fenómeno que, desta feita, é-nos apresentado por via da ficção.
[Moçambique, margem Sul]
Remédios de Deus, curas imaginárias? As “boas mãos”Há bem poucos meses escrevi um texto sobre a mão esquerda e, nele referi um tratamento que me foi feito pela minha mãe, para evitar partir louça, ao lavá-la. Lembro-me ainda, de uma conversa que desenvolvi com Mia Couto sobre esse tratamento e que ele, em jeito de brincadeira, disse que gostava de o fazer, porque também é derrubador de louça. [Texto de Sara Laisse, Moçambique]
[Moçambique, margem Sul]
“Fiducia supplicans”: preconceitos e debates sobre in(ex)clusãoA declaração “Fiducia supplicans” deixou-me feliz, porque recordou-me as discussões sobre inclusão e preservação da vida humana, que tive com os meus alunos, na disciplina de Cultura Moçambicana. Pedia-lhes, algumas vezes, que procurassem e que levassem para a sala de aulas as razões pelas quais o Ministério da Justiça, em Moçambique, não aceitar oficializar a LAMBDA, “uma organização de cidadãos moçambicanos, que advoga pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas LGBT”. [Texto de Sara Laisse]
[Moçambique, margem Sul]
Pequenas, grandes curas: remédios, crenças e corposConheci um médico que dizia que, depois da informação sobre uma doença, a sua cura pode depender de três processos: o seu tratamento (remédios), a sua aceitação ou fé na extensão da doença (convicção/crença) e a anuência ou o grau de imunidade do indivíduo (corpo). Basta, segundo ele, que uma das componentes suplante a outra, para que se tenha um “meio caminho andado” para revigorar a pessoa. Este foi o mote para o presente texto. (Sara Laisse)
[Moçambique, margem Sul]
Mãe grande: “Ser pobre não we nada”Mãe grande é um termo muito utilizado em Moçambique, não para se referir a uma mãe com dimensões físicas avantajadas, mas como parâmetro de um estatuto, isto é, a primeira mulher na sequência das desposadas ou relacionadas com um polígamo. É sobre essa mãe e sobre o polígamo que este texto trata.
[Moçambique, margem Sul]
Mão esquerda, mão pária, mão sinistra: o feitiço do saber está na leituraApanhei algumas palmadinhas por utilizar a mão esquerda (até se chama sinistra, em italiano; isso diz muito o que dela se interpreta), na minha infância. Isso aconteceu muitas vezes, ao que me contaram e, estendeu-se a alguns outros palmadões, na adolescência, pelo que pude constatar.
[Entre Margens]
Quando a liturgia deixa de ser liturgia: à luz de Romano Guardini novidade“A liturgia não diz eu, mas nós”, é a célebre frase do ilustre teólogo Romano Guardini no seu magnum opus O Espírito da Liturgia, frase esta que o Papa Francisco parafraseia na Carta Apostólica Desiderio Desideravi, acrescentando ainda que “…qualquer limitação à amplitude deste “nós” é sempre demoníaca”. [Texto de Diogo Almeida].
Eleições de 3 de novembro
Católicos americanos privilegiam temas económicos em detrimento das questões ligadas à vida novidadeO custo de vida, a inflação e o desemprego são os temas que a maioria dos católicos dos EUA valorizam na hora de escolher os candidatos nas várias eleições que terão lugar no próximo dia 3 de novembro.
[Entre Margens]
A distância e a escrita novidadeVi há algum tempo a peça de Tiago Rodrigues, La Distance, e pensei sobre as cartas que troco com a minha mãe. Na peça, uma filha parte para outro planeta, num futuro apocalíptico em que a vida na terra se tornou insustentável. O público vive a dor dilacerante do pai que fica, que troca mensagens de voz com a filha, e a quem às tantas ela diz que estão mais próximos, agora. [Texto de Joana Rigato].
"Doença estava localizada"
Médicos confirmam que Leão XIV não precisará de novos tratamentos novidadeO Papa Leão XIV não precisará de fazer novos tratamentos depois da cirurgia a que foi submetido na semana passada para remover um tumor no pulmão direito. Os resultados definitivos dos exames confirmaram que se tratava de um tumor localizado e a avaliação oncológica posterior concluiu que não é necessária outra terapêutica, anunciou a Santa Sé.
7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas
Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)
O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.