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Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

O grande desafio da educação para a paz passa por olhar o outro, os outros – pessoas, grupos, povos – como enriquecimento, em vez de ameaça; querer conhecer melhor as suas culturas e anseios, em vez de me fechar numa atitude autorreferencial; “escutar com o coração”, como sugeria recentemente o Papa Francisco, em lugar de apenas ouvir; e aprender a fazer caminho com os outros, em vez de à revelia dos outros. Por aí se poderá desatar o nó cego do “grande problema”.

Somos cúmplices da desumanidade

Somos cúmplices da desumanidade

Há uma rusga, uma inspeção, e os jornais enchem-se de títulos entre o sensacionalismo e o déjà vu.  É notícia de abertura em todos os noticiários. De cada vez que tal acontece, existe sempre a esperança de que o assunto seja por fim discutido e levado a sério; que apareçam os comentadores de serviço a analisar o problema; que as diferentes organizações levantem a voz em defesa da humanidade. Pura ilusão. Na verdade, somos todos cúmplices de um crime que se perpetua.

Advento

Advento

Que esperam os católicos neste Natal de 2023? A pergunta está mal formulada. Recomecemos então: Quem esperam os católicos neste Natal de 2023? Sabemos a resposta em várias declinações: o menino Jesus; Deus incarnado; Deus feito homem; Deus connosco. Sim, mas que esperança concreta comporta esse advento, essa vinda que os cristãos celebram como já tendo acontecido na história, mas que dizem estar ainda para a frente, como vinda salvadora que põe fim à história?

Para grandes males do Planeta, grandes remédios do Papa

Para grandes males do Planeta, grandes remédios do Papa

Além das “indispensáveis decisões políticas”, o Papa propõe “uma mudança generalizada do estilo de vida irresponsável ligado ao modelo ocidental”, o que teria um impacto significativo a longo prazo. É preciso “mudar os hábitos pessoais, familiares e comunitários”. É necessário escapar a uma vida totalmente capturada pelo imaginário consumista.

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

À margem

O martírio de Rolando, bispo de Matagalpa

Era um sábado, aquele 2 de abril de 2011. Ainda ele não tinha chegado a Matagalpa, já os fiéis mais curiosos se começavam a juntar nas bordas da estrada que vinha de Manágua, na direção do interior do país. As bandas de música marcavam presença e algumas casas comerciais haviam colocado colunas com música de louvor à Virgem e afixado imagens do Papa e do novo bispo. Rolando era o seu nome. Rolando Alvarez Lagos.

Somos cúmplices da desumanidade

Será possível falar da guerra construindo a paz?

Falar da paz não é fácil. Nestes tempos conturbados e disruptivos, é bem mais fácil falar da guerra, é mais fácil tomar partido por um dos lados. Pelo menos no que toca às guerras mediaticamente interessantes, ou seja, onde haja interesses geoestratégicos em jogo, porque as muitas outras guerras e os seus mortos continuam esquecidas e condenadas ao silêncio.

Nós e os outros: o “grande problema” no inverno do mundo

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Joana Lopes: 88 cravos à sua memória

[Entre Margens]

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No próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].

Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se …

[Arquipélago Jerusalém]

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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