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As causas que sobrevivem às coisas

Crónicas portuguesas dos anos 80

As causas que sobrevivem às coisas

O Portugal de A Causa das Coisas e de Os Meus Problemas, publicados nos anos 80, fazem sentido neste século XXI? Miguel Esteves Cardoso ainda nos diz quem e o que somos nós? Haverá coisas que hoje se estranham, nomes fora de tempo, outras que já desapareceram ou caíram em desuso. Já as causas permanecem. Pretexto para uma revisitação a crónicas imperdíveis, agora reeditadas.

Glasgow: soube a pouco, mas ainda resta a esperança

Ensaio – COP26

Glasgow: soube a pouco, mas ainda resta a esperança

Terminou a 26ª Cimeira do Clima, em Glasgow, na qual a ZERO marcou presença. Se o balanço desta COP26 não é consensual para todas as Partes, há uma coisa em que, pelo menos, todos concordamos: a Escócia e os seus habitantes são de uma simpatia invulgar e uns anfitriões muito acolhedores. Mas enquanto Glasgow aquecia os corações, as negociações na COP continuavam a aquecer o planeta.

Direitos humanos, paz e casa comum: como se reescreve um Papa?

Ensaio

Direitos humanos, paz e casa comum: como se reescreve um Papa?

As intervenções de um Papa na Assembleia Geral das Nações Unidas (AGONU) aconteceram em cinco momentos da História e resultaram de um estatuto jurídico reconhecido internacionalmente ao líder máximo da Igreja Católica, incomparável quer relativamente aos líderes das outras religiões, quer aos das nações. Isto, por si só, é relevante a nível da política e das relações internacionais.

A origem do mal

A origem do mal

De onde vem o mal, se só a alma é real? De onde vem o mal, se só o Ser é real? O mal parece existir no nosso mundo, apenas porque o bem não está garantido. Quer dizer, no plano humano, o bem exige um luta e conquista permanentes. O nosso mundo, o mundo humano, o mundo que é a existência humana em projeto, está incompleto, inacabado como o próprio ser humano. Mas o sentido é o bem, é sempre essa, em última análise, a intenção, a finalidade do agir humano.

“Dar espaço às consciências”: de Afonso Maria de Ligório ao Papa Francisco (ensaio)

“Dar espaço às consciências”: de Afonso Maria de Ligório ao Papa Francisco (ensaio)

Como evitar desenvolver “uma moral fria de escritório, quando nos ocupamos dos temas mais delicados”, como escreve o Papa na exortação Amoris Laetitia? No século XVIII, Afonso Maria de Ligório propôs uma reflexão que toma a consciência como instância constitutiva de moralidade. Jerónimo Trigo, professor de Teologia Moral, enuncia aqui alguns dos seus postulados, que viriam a exercer influência no cardeal John Newman, no Concílio Vaticano II e no Papa Francisco.

Inquisição em Portugal: Erasmo entre a Contra-Reforma e a Reforma

Inquisição em Portugal: Erasmo entre a Contra-Reforma e a Reforma

A presença dos judeus na Península Ibérica é muito antiga, sendo impreciso o momento em que eles aqui se estabeleceram. A certeza é que os judeus sefarditas desempenharam “notável papel” na sociedade medieval peninsular: “é a Idade de Ouro do Judaísmo na Diáspora”. Com a invasão árabe, os judeus viveram em plena liberdade de culto e incrementaram um grande desenvolvimento económico com o Oriente.

O tempo da Visitação (Pré-publicação do novo livro de Tomáš Halík)

O tempo da Visitação (Pré-publicação do novo livro de Tomáš Halík)

Durante o tempo da Quaresma e Páscoa de 2020, o padre Tomáš Halík, responsável da paróquia universitária de Praga e um dos mais importantes pensadores católicos contemporâneos, foi gravando as homilias relativas aos textos bíblicos da liturgia católica dos domingos e datas festivas. Essas homilias eram depois colocadas na página da paróquia universitária. Do conjunto, resultou o livro O Tempo das Igrejas Vazias. O 7MARGENS apresenta, em pré-publicação, excertos do texto de abertura.

Imunização – A Terceira Via? (ensaio)

Imunização – A Terceira Via? (ensaio)

A pandemia provocou um certo embaraço à teologia e à própria experiência religiosa e parece tê-las tornado irrelevantes no debate intelectual público e na doação de um “plus” de sentido à simples vida biológica. Numa “terceira via”, o cristianismo católico poderá, enquanto instituição universal, deveria ser capaz de orientar o devir das sociedades para a imunização do vírus dos exclusivismos, através de uma inteligência espiritual crente e com o melhor pensamento lúcido secular e as artes de sentido disponíveis para o resgate do humano.

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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