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Os queer e eu – e a gramática

Os queer e eu – e a gramática

A pessoa que vem ajudar quando as nossas colmeias têm algum problema mais sério tem nome de homem e anda sempre de saias (um estilo muito pessoal, fascina-me). Até agora não me provocou qualquer dúvida ou insegurança – talvez, desde já, por em alemão não ser preciso pôr um artigo antes do nome. Um dia que precise de usar um género na minha frase, pergunto-lhe delicadamente qual devo usar. 

Vigília

Vigília

Cai a noite. Esta noite é em Berlim. As noites são agora aqui, mas já foram em Coimbra, no Porto, em Lisboa. E estas noites acontecem em todo o mundo, disso tenho a certeza. O que faz um(a) médico(a) passar a noite à volta de um doente que sabe que, após uma primeira avaliação, é quase certo que não vai sobreviver? É quase certo.

Reconhecimento

Reconhecimento

Acredito que o reconhecimento deveria ocupar um lugar mais cimeiro na pirâmide das emoções e dos sentimentos. Os certificados, as medalhas, os prémios, etc, são objetos tangíveis, certamente específicos de determinados momentos e contextos. Mas a sensação de reconhecimento pode chegar de muitas outras formas mais ou menos subtis. Com um e-mail, uma nota de agradecimento, um presente, uma palavra que seja.

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

A Guatemala não é um país pobre. Não quando comparado com outros países com que trabalho. Trabalhamos. Ali se observa o chamado “paradoxo da nutrição”. Investimento em massa nas últimas décadas. Governos consecutivos, ONGs e organizações internacionais. Programas armados e orientados por muitos.

Acolher sem porquês

Acolher sem porquês

Eu e o meu namorado vivemos na Alemanha e decidimos desde o início da guerra na Ucrânia hospedar refugiados em nossa casa. Pensámos muito: nenhum de nós tem muito tempo disponível e sabíamos que hospedar refugiados não é só ceder um quarto, é ceder paciência, muita paciência, compreensão, ajuda com documentos…

A paz perpétua

A paz perpétua

Vamos “dançar” o Requiem de Fauré, e ligá-lo à tradição mexicana do Dia de los Muertos. A doçura da abordagem de Fauré, que nos propõe a morte como passagem para o paraíso, e o reencontro festivo com aqueles que amamos e passaram para o lado de lá. Um evento para ver, ouvir, cheirar, saborear e viver em proximidade. 

Páscoa na Arménia

Páscoa na Arménia

Quando andámos a filmar o ARtMENIANS em 2014, pudemos assistir ao #rito da Páscoa da Igreja Arménia: Domingo de Ramos em Etchmiadzin (o “Vaticano” da Igreja Arménia), e Domingo de Páscoa no mosteiro de Gelarde. Recomendo tudo: as celebrações, os cânticos antiquíssimos, a vivência da fé, os cenários. A alegria das crianças no Domingo de Ramos, a festa da ressurreição em Gelarde – e uma solista a cantar numa sala subterrânea, uma das primeiras igrejas cristãs do mundo. 

A Rússia de Kathie Guroff

A Rússia de Kathie Guroff

Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.

Os queer e eu – e a gramática

Os queer e eu – e a gramática

A pessoa que vem ajudar quando as nossas colmeias têm algum problema mais sério tem nome de homem e anda sempre de saias (um estilo muito pessoal, fascina-me). Até agora não me provocou qualquer dúvida ou insegurança – talvez, desde já, por em alemão não ser preciso pôr um artigo antes do nome. Um dia que precise de usar um género na minha frase, pergunto-lhe delicadamente qual devo usar. 

Vigília

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Cai a noite. Esta noite é em Berlim. As noites são agora aqui, mas já foram em Coimbra, no Porto, em Lisboa. E estas noites acontecem em todo o mundo, disso tenho a certeza. O que faz um(a) médico(a) passar a noite à volta de um doente que sabe que, após uma primeira avaliação, é quase certo que não vai sobreviver? É quase certo.

Reconhecimento

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Acredito que o reconhecimento deveria ocupar um lugar mais cimeiro na pirâmide das emoções e dos sentimentos. Os certificados, as medalhas, os prémios, etc, são objetos tangíveis, certamente específicos de determinados momentos e contextos. Mas a sensação de reconhecimento pode chegar de muitas outras formas mais ou menos subtis. Com um e-mail, uma nota de agradecimento, um presente, uma palavra que seja.

O terceiro ponto da ordem de trabalhos

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A Guatemala não é um país pobre. Não quando comparado com outros países com que trabalho. Trabalhamos. Ali se observa o chamado “paradoxo da nutrição”. Investimento em massa nas últimas décadas. Governos consecutivos, ONGs e organizações internacionais. Programas armados e orientados por muitos.

Acolher sem porquês

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Eu e o meu namorado vivemos na Alemanha e decidimos desde o início da guerra na Ucrânia hospedar refugiados em nossa casa. Pensámos muito: nenhum de nós tem muito tempo disponível e sabíamos que hospedar refugiados não é só ceder um quarto, é ceder paciência, muita paciência, compreensão, ajuda com documentos…

A paz perpétua

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Vamos “dançar” o Requiem de Fauré, e ligá-lo à tradição mexicana do Dia de los Muertos. A doçura da abordagem de Fauré, que nos propõe a morte como passagem para o paraíso, e o reencontro festivo com aqueles que amamos e passaram para o lado de lá. Um evento para ver, ouvir, cheirar, saborear e viver em proximidade. 

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Quando andámos a filmar o ARtMENIANS em 2014, pudemos assistir ao #rito da Páscoa da Igreja Arménia: Domingo de Ramos em Etchmiadzin (o “Vaticano” da Igreja Arménia), e Domingo de Páscoa no mosteiro de Gelarde. Recomendo tudo: as celebrações, os cânticos antiquíssimos, a vivência da fé, os cenários. A alegria das crianças no Domingo de Ramos, a festa da ressurreição em Gelarde – e uma solista a cantar numa sala subterrânea, uma das primeiras igrejas cristãs do mundo. 

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Mais do que compreender o que é a Rússia de Kathie Guroff, creio ir percebendo aquilo que não é. A Rússia de Kathie Guroff – tal como a Ucrânia de Kathie Guroff – não é feita de bons e maus. Nem de regimes. Nem de estratégias. Nem de geopolítica. Nem tampouco de ideias-feitas, estereotipadas, sobre uma cultura.

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Inteligência lógica e emocional

[Entre Margens]

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Li uma vez que Paulo Freire (educador e filósofo brasileiro, 1921-1997) fez um tipo de desafio com camponeses chilenos, pois “todos” dizem que lavradores são ignorantes e os “letrados” são “oooh! Incríveis!”, os “sabe-tudo”. O desafio era: 10 coisas que os camponeses saberiam fazer e ele, Paulo Freire, não – e vice-versa. [Texto de Denise Sabino, Porto Alegre |Brasil].

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