Sociedade
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Entre Margens
Entre o Quinto Império e os pedintes: o que resta de Lisboa?
No Starbucks dos Restauradores não vemos Fernando Pessoa ajeitar os óculos, mas um rodopio de nações. Gente de todos os cantos, unidos pelo sabor do café industrial. Falta, porém, a bica numa chávena ligeiramente encardida, marca do uso. [Texto de Pedro Castro Gomes].
Desejar a ausência dos outros
Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.
A estética indizível do Chade
Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.
Críticas duras dos bispos do país
Situação de pobreza em Angola “continua assustadora”
A pobreza extrema que atinge já grande parte da população de Angola motivou críticas violentas do presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), D. José Imbamba, na sessão de abertura dos trabalhos da primeira reunião plenária anual da CEAST. “A situação de pobreza por parte de muitas famílias continua assustadora”, disse.
Editorial 7M
E as pessoas pobres, contam? – Eleições, Igreja e universidade
A estatística mantém-se, apesar de algumas melhorias nas últimas décadas e de um óbvio progresso material no país: cerca de 20% da população portuguesa continua a viver em situação de pobreza. Este número tem por detrás, no entanto, rostos concretos, vidas difíceis.
Conferência da CNJP
Tasse. Os rostos que faltam no combate à pobreza
Um projecto de religiosas no concelho da Moita quer, através da presença, ajudar a combater pobrezas e vulnerabilidades. Será um dos testemunhos na conferência da Comissão Justiça e Paz, que neste sábado, 22, decorre em Lisboa, para falar sobre o que se faz e o que falta fazer no combate à pobreza.
IPSS criticam "subfinanciamento"
Cáritas de Évora avisa contra dificuldades “gritantes” no Alentejo
O presidente da Cáritas de Évora, Luís Rodrigues, avisa que há populações a viver situações de dificuldades “gritantes” no Alentejo profundo, desafiando os políticos a que “cumpram o que prometem na campanha” e respondam às necessidades de uma população “idosa, doente, com falta de recursos”.
2021-2022, marcas do tempo (3)
A pandemia do nosso descontentamento
este ano termina com a certeza de que a pandemia e as suas consequências são fenómenos que se vão prolongar no tempo. A fadiga causada por esta consciência acrescida ou, mais simplesmente, o sentimento de incapacidade e de impotência para vencer definitiva e rapidamente o vírus constitui um terreno propício a movimentos de cariz autoritário, xenófobo e populistas. A resiliência das democracias e as convicções democráticas das suas populações serão, assim, postas à prova em 2022.
O mundo nas nossas mãos (6)
Quando o Natal se transforma em publicidade enganosa
É esta a expectativa estabelecida. Familiares que chegam a casa com sacos nas mãos e comida e que se sentam à mesa para comerem numa mesa farta. Mas alguém tem de o dizer: isto é publicidade enganosa.
Desejar a ausência dos outros
Palavra puxa palavra, começámos a falar do projecto em curso para urbanizar aquele terreno tão jeitoso para os nossos animais correrem à vontade. Querem fazer três prédios, com uma exposição permanente sobre as deportações, um “jardim dos justos” para lembrar aqueles que ajudaram judeus a escapar à implacável máquina do Holocausto, e também mais de 150 apartamentos minúsculos para estudantes.
A estética indizível do Chade
Tempestade de areia. Fico retido mais um dia em N’Djamena, a capital do Chade. Regresso ao hotel. Ao mesmo quarto onde dormi nas últimas semanas. Aproveito para escrever este texto. O hotel tem muros altos, fortificados. Arame farpado em todo o perímetro. À chegada abre-se um portão. O carro avança. O portão fecha-se atrás. Abre-se um outro, à frente. O carro avança de novo até à recepção. Cautelosamente. Esta dança de segurança é executada por homens fortemente armados.
Críticas duras dos bispos do país
Situação de pobreza em Angola “continua assustadora”
A pobreza extrema que atinge já grande parte da população de Angola motivou críticas violentas do presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), D. José Imbamba, na sessão de abertura dos trabalhos da primeira reunião plenária anual da CEAST. “A situação de pobreza por parte de muitas famílias continua assustadora”, disse.
Editorial 7M
E as pessoas pobres, contam? – Eleições, Igreja e universidade
A estatística mantém-se, apesar de algumas melhorias nas últimas décadas e de um óbvio progresso material no país: cerca de 20% da população portuguesa continua a viver em situação de pobreza. Este número tem por detrás, no entanto, rostos concretos, vidas difíceis.
Conferência da CNJP
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Um projecto de religiosas no concelho da Moita quer, através da presença, ajudar a combater pobrezas e vulnerabilidades. Será um dos testemunhos na conferência da Comissão Justiça e Paz, que neste sábado, 22, decorre em Lisboa, para falar sobre o que se faz e o que falta fazer no combate à pobreza.
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O presidente da Cáritas de Évora, Luís Rodrigues, avisa que há populações a viver situações de dificuldades “gritantes” no Alentejo profundo, desafiando os políticos a que “cumpram o que prometem na campanha” e respondam às necessidades de uma população “idosa, doente, com falta de recursos”.
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este ano termina com a certeza de que a pandemia e as suas consequências são fenómenos que se vão prolongar no tempo. A fadiga causada por esta consciência acrescida ou, mais simplesmente, o sentimento de incapacidade e de impotência para vencer definitiva e rapidamente o vírus constitui um terreno propício a movimentos de cariz autoritário, xenófobo e populistas. A resiliência das democracias e as convicções democráticas das suas populações serão, assim, postas à prova em 2022.
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