Dossiês
Dossiês
Precisamos de nos ouvir (38) – Tomás Sopas Bandeira: Apontamentos sobre um mundo indiferente a ele mesmo
O sofrimento não se mede por uma escala. Não há vidas mais e menos importantes. Mas não consigo negar o meu ensimesmamento diante de um mundo que me parece demasiado estranho. Venho de um país que vive numa bolha, de uma sociedade que desconhece o mundo em que habitamos. As campanhas de vacinação vão avançando em alguns países. Há quem levante a voz por uma distribuição global das vacinas mais igualitária. Mas quantos de nós em Portugal sequer ouvimos falar desse milhão de vidas que de um dia para o outro perderam tudo o que tinham?
Precisamos de nos ouvir (16) – Pedro Bacelar de Vasconcelos: A maldita pandemia
A pandemia é um mal apocalíptico. Continuamos sem saber ao certo de onde veio nem o que é, salvo o reconhecimento elementar que facultou o fabrico em tempo recorde de um expediente imunizador, a ansiada vacina, mas nada de seguro se encontrou que a possa curar. Dos efeitos que provoca, todavia, sabemos quase tudo, a cada momento.
Precisamos de nos ouvir (15) – Catarina Leal: A necessidade torna todas as coisas comuns
Em Arroios e outras freguesias de Lisboa, vizinhos e vizinhas juntaram-se para formar, voluntariamente, serviços de apoio mútuo, como cantinas, lojas, mercearias e lavandarias gratuitas. Em maio do mesmo ano, algumas destas pessoas inauguraram, num edifício devoluto, um centro de dia a que chamámos Seara.
Precisamos de nos ouvir (14) – Vítor Rafael: O coração amoroso de Deus
Falar acerca do que temos aprendido ao longo desta pandemia fez-me pensar essencialmente naquilo que muitas vezes não consegui aprender noutras circunstâncias diferentes da atual crise que estamos a atravessar.
Precisamos de nos ouvir (13) – Teresa Vasconcelos: Ponto Pé de Flor e confinamento
Bordar a ponto pé de flor é uma atividade muito repousante, pelo menos para mim. Sempre um ponto maior à frente e um ponto menor atrás, traçando linhas e curvas que trazem ritmo e consistência ao bordado. Tenho feito muito ponto pé de flor ao longo de um confinamento que dura há quase um ano. Fazer ponto pé de flor relaxa-me, insere as minhas mãos num movimento rítmico.
Precisamos de nos ouvir (12) – Paulo Pereira de Carvalho: O ar comum
Pudéssemos nós ainda acreditar no poder redentor das pandemias e faríamos a lista do que aprendemos com esta e do que é necessário fazer politicamente a partir de agora num contexto diferente do anterior… mas sabemos, de antemão, que o tão publicitado Novo Normal nada trará de novo e que, pela parte de quem detém o poder, nos espera a tentativa desesperada de repor o Antigo Normal, segundo fórmula conhecida.
Precisamos de nos ouvir (11) – Clara Lito: Abraçar a realidade
Continuo a cruzar-me todos os dias com muitas pessoas; no bairro onde vamos, um bairro de intervenção prioritária, continuamos a poder ter atividades com as crianças. E vivo em comunidade, por isso, quando chego a casa não estou sozinha, como tantos outros… Sim, não estou confinada, não me sinto angustiada… sou uma privilegiada!
Precisamos de nos ouvir (10) – Bruno Matoso: O confinamento não me tem atrapalhado
Sobre estes tempos de confinamento não tenho assim nada de especial para dizer. A não ser que me trouxe uma situação bastante positiva: permitiu-me trabalhar em casa, coisa que adoro…
Precisamos de nos ouvir (9) – Sara Jona Laísse: Em tudo, os nossos rituais…
Apetece-me sair pelas ruas e gritar: usem máscaras, a uns; sejam mais humanos, às entidades patronais que ignoram as normas impostas contra a covid-19; sejam gente, a todos os que se aproveitam de regras impostas, para não cumprirem com o que devem, nos seus locais de trabalho; chega de mortes, ao universo, que continua a conspirar em nosso desfavor.
Precisamos de nos ouvir (16) – Pedro Bacelar de Vasconcelos: A maldita pandemia
A pandemia é um mal apocalíptico. Continuamos sem saber ao certo de onde veio nem o que é, salvo o reconhecimento elementar que facultou o fabrico em tempo recorde de um expediente imunizador, a ansiada vacina, mas nada de seguro se encontrou que a possa curar. Dos efeitos que provoca, todavia, sabemos quase tudo, a cada momento.
Precisamos de nos ouvir (15) – Catarina Leal: A necessidade torna todas as coisas comuns
Em Arroios e outras freguesias de Lisboa, vizinhos e vizinhas juntaram-se para formar, voluntariamente, serviços de apoio mútuo, como cantinas, lojas, mercearias e lavandarias gratuitas. Em maio do mesmo ano, algumas destas pessoas inauguraram, num edifício devoluto, um centro de dia a que chamámos Seara.
Precisamos de nos ouvir (14) – Vítor Rafael: O coração amoroso de Deus
Falar acerca do que temos aprendido ao longo desta pandemia fez-me pensar essencialmente naquilo que muitas vezes não consegui aprender noutras circunstâncias diferentes da atual crise que estamos a atravessar.
Precisamos de nos ouvir (13) – Teresa Vasconcelos: Ponto Pé de Flor e confinamento
Bordar a ponto pé de flor é uma atividade muito repousante, pelo menos para mim. Sempre um ponto maior à frente e um ponto menor atrás, traçando linhas e curvas que trazem ritmo e consistência ao bordado. Tenho feito muito ponto pé de flor ao longo de um confinamento que dura há quase um ano. Fazer ponto pé de flor relaxa-me, insere as minhas mãos num movimento rítmico.
Precisamos de nos ouvir (12) – Paulo Pereira de Carvalho: O ar comum
Pudéssemos nós ainda acreditar no poder redentor das pandemias e faríamos a lista do que aprendemos com esta e do que é necessário fazer politicamente a partir de agora num contexto diferente do anterior… mas sabemos, de antemão, que o tão publicitado Novo Normal nada trará de novo e que, pela parte de quem detém o poder, nos espera a tentativa desesperada de repor o Antigo Normal, segundo fórmula conhecida.
Precisamos de nos ouvir (11) – Clara Lito: Abraçar a realidade
Continuo a cruzar-me todos os dias com muitas pessoas; no bairro onde vamos, um bairro de intervenção prioritária, continuamos a poder ter atividades com as crianças. E vivo em comunidade, por isso, quando chego a casa não estou sozinha, como tantos outros… Sim, não estou confinada, não me sinto angustiada… sou uma privilegiada!
Precisamos de nos ouvir (10) – Bruno Matoso: O confinamento não me tem atrapalhado
Sobre estes tempos de confinamento não tenho assim nada de especial para dizer. A não ser que me trouxe uma situação bastante positiva: permitiu-me trabalhar em casa, coisa que adoro…
Precisamos de nos ouvir (9) – Sara Jona Laísse: Em tudo, os nossos rituais…
Apetece-me sair pelas ruas e gritar: usem máscaras, a uns; sejam mais humanos, às entidades patronais que ignoram as normas impostas contra a covid-19; sejam gente, a todos os que se aproveitam de regras impostas, para não cumprirem com o que devem, nos seus locais de trabalho; chega de mortes, ao universo, que continua a conspirar em nosso desfavor.
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