“Indigno” de tal homenagem – foi assim que a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Brasil, decidiu revogar o título de doutor “honoris causa” que tinha atribuído ao padre e artista jesuíta Marko Ivan Rupnik em 30 de novembro último.
“Indigno”, diz Universidade
“Honoris causa” revogado ao padre Rupnik no Brasil“Indigno” de tal homenagem – foi assim que a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Brasil, decidiu revogar o título de doutor “honoris causa” que tinha atribuído ao padre e artista jesuíta Marko Ivan Rupnik em 30 de novembro último.
Após estudo da Comissão Independente
Número de abusadores dentro dos Jesuítas subiu para 12. Já todos morreramCresceu para 12 o número de alegados abusadores de crianças e jovens identificados pela Província Portuguesa da Companhia de Jesus (PPCJ) no âmbito das suas atividades: mais concretamente, 11 padres jesuítas e um leigo, todos eles “já falecidos”. O estudo da Comissão Independente permitiu atualizar o balanço que havia sido feito pela ordem religiosa em setembro do ano passado.
Abusos na Igreja
Costa elogia coragem e admite tirar lições para outros domíniosO primeiro-ministro, António Costa, afirmou nesta terça-feira que a informação contida no relatório da Comissão Independente (CI) para os Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja em Portugal “obviamente choca toda a sociedade, nos perturba a todos, porque não sinaliza só abusos sobre crianças no seio da Igreja ou nos espaços da Igreja” mas traduz “uma realidade transversal à sociedade”.
Estudo faz recomendações concretas
Com mais de 100 alegados abusadores vivos, Igreja tem de “atuar”, diz comissãoO coordenador da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica em Portugal, Pedro Strecht, estima que mais de uma centena dos religiosos apontados como alegados abusadores ainda se encontrem vivos, e alguns deles no ativo. Face ao elevado risco de reincidirem no mesmo crime, o relatório pede medidas concretas da parte da Igreja, a começar pelo impedimento de que essas pessoas estejam na proximidade de crianças e jovens.
Relatório dá "voz ao silêncio"
Os abusos contados na primeira pessoaO relatório final apresentado esta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que revelou que pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos na Igreja entre 1950 e 2022, inclui os testemunhos de muitas delas. Partilhamos na íntegra as sete histórias, contadas na primeira pessoa, cujos resumos foram lidos pelos sociólogos Ana Nunes de Almeida e Vasco Ramos, durante a sessão de apresentação do documento.
Nos últimos 70 anos
Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em PortugalÉ “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?
Editorial 7M
Não foi um meteorito, são pessoas destruídas. Que fazer com esta tragédia?Os milhares de vítimas que a Comissão Independente trouxe esta segunda-feira para o meio de nós, dando espaço e tempo à sua voz, não são ‘meteoritos’ vindos do espaço. São pessoas que foram feridas e destruídas por quem era suposto garantir cuidado e transmitir confiança.
Relatório sobre abusos
Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos“Foi um passo importante, que ajuda a uma maior consciencialização do problema”, diz Alice (nome fictício), sobrevivente de abusos que criou o site Coração Silenciado, dedicado a vítimas de violência sexual na Igreja. Alice reagiu desta forma ao relatório da Comissão Independente (CI) que estudou esta realidade na Igreja Católica em Portugal, apresentado nesta segunda-feira em Lisboa.
“Indigno”, diz Universidade
“Honoris causa” revogado ao padre Rupnik no Brasil“Indigno” de tal homenagem – foi assim que a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), no Brasil, decidiu revogar o título de doutor “honoris causa” que tinha atribuído ao padre e artista jesuíta Marko Ivan Rupnik em 30 de novembro último.
Após estudo da Comissão Independente
Número de abusadores dentro dos Jesuítas subiu para 12. Já todos morreramCresceu para 12 o número de alegados abusadores de crianças e jovens identificados pela Província Portuguesa da Companhia de Jesus (PPCJ) no âmbito das suas atividades: mais concretamente, 11 padres jesuítas e um leigo, todos eles “já falecidos”. O estudo da Comissão Independente permitiu atualizar o balanço que havia sido feito pela ordem religiosa em setembro do ano passado.
Abusos na Igreja
Costa elogia coragem e admite tirar lições para outros domíniosO primeiro-ministro, António Costa, afirmou nesta terça-feira que a informação contida no relatório da Comissão Independente (CI) para os Estudo dos Abusos Sexuais na Igreja em Portugal “obviamente choca toda a sociedade, nos perturba a todos, porque não sinaliza só abusos sobre crianças no seio da Igreja ou nos espaços da Igreja” mas traduz “uma realidade transversal à sociedade”.
Estudo faz recomendações concretas
Com mais de 100 alegados abusadores vivos, Igreja tem de “atuar”, diz comissãoO coordenador da Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica em Portugal, Pedro Strecht, estima que mais de uma centena dos religiosos apontados como alegados abusadores ainda se encontrem vivos, e alguns deles no ativo. Face ao elevado risco de reincidirem no mesmo crime, o relatório pede medidas concretas da parte da Igreja, a começar pelo impedimento de que essas pessoas estejam na proximidade de crianças e jovens.
Relatório dá "voz ao silêncio"
Os abusos contados na primeira pessoaO relatório final apresentado esta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa, que revelou que pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos na Igreja entre 1950 e 2022, inclui os testemunhos de muitas delas. Partilhamos na íntegra as sete histórias, contadas na primeira pessoa, cujos resumos foram lidos pelos sociólogos Ana Nunes de Almeida e Vasco Ramos, durante a sessão de apresentação do documento.
Nos últimos 70 anos
Pelo menos 4.815 crianças foram abusadas na Igreja em PortugalÉ “a ponta do icebergue”: pelo menos 4.815 crianças foram vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica, em Portugal, ao longo dos últimos 70 anos e, na esmagadora maioria dos casos, os abusadores foram padres. Os dados, divulgados na manhã desta segunda-feira, 13 de fevereiro, pela Comissão Independente (CI) para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa deixam entrever uma realidade que pode ser ainda mais “inquietante”. E agora, o que fazer?
Editorial 7M
Não foi um meteorito, são pessoas destruídas. Que fazer com esta tragédia?Os milhares de vítimas que a Comissão Independente trouxe esta segunda-feira para o meio de nós, dando espaço e tempo à sua voz, não são ‘meteoritos’ vindos do espaço. São pessoas que foram feridas e destruídas por quem era suposto garantir cuidado e transmitir confiança.
Relatório sobre abusos
Passo importante para lidar com as vítimas, dizem uma sobrevivente e o primeiro subscritor da carta aberta aos bispos“Foi um passo importante, que ajuda a uma maior consciencialização do problema”, diz Alice (nome fictício), sobrevivente de abusos que criou o site Coração Silenciado, dedicado a vítimas de violência sexual na Igreja. Alice reagiu desta forma ao relatório da Comissão Independente (CI) que estudou esta realidade na Igreja Católica em Portugal, apresentado nesta segunda-feira em Lisboa.
[Arquipélago Jerusalém]
Não às armas nucleares (3): a paz não exige anjosFoi uma grande semana para a democracia e contra os impérios: Órban, Bolsonaro e Vučić perderam eleições, Netanyahu perdeu o poder. A Hungria e a Sérvia libertam-se das democracias musculadas e da dependência de Moscovo; o Brasil terá evitado o regresso da direita radical. Em Israel, uma coligação de Gadi Eisenkot com os partidos árabes poderia recuperar o caminho de Yitzhak Rabin, que assinou os Acordos de Oslo com a OLP em 1993. [Texto de Mendo Castro Henriques]
[Entre Margens]
Como Deus vê os pobresA exortação do apóstolo Tiago é clara. Um cristão não discrimina os pobres pelo simples facto de o serem. [Texto de José Brissos-Lino].
Em carta aberta
Académicos portugueses pedem à ONU um referendo “livre e justo” no Sahara OcidentalMais de 60 académicos e investigadores ligados a universidades e centros de investigação portugueses apelam ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para que garanta a realização de um referendo “livre e justo” no Sahara Ocidental e respeite o direito do povo saharaui à autodeterminação.
Audição em Washinton
Nicarágua: perseguição religiosa denunciada na Comissão Interamericana de Direitos HumanosNa Nicarágua, o regime mantém “uma vontade de eliminar toda e qualquer oposição e toda a dissidência” que se estende à repressão para “impedir uma possível crítica ao Governo a partir das igrejas”.
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