Em matéria de abuso sexual de menores no meio católico, a primeira premissa de todas deve ser que esta situação não é pontual nem acidental, mas uma forma de estar. Infelizmente. Mas este cancro tem que ser extirpado.
Em matéria de abuso sexual de menores no meio católico, a primeira premissa de todas deve ser que esta situação não é pontual nem acidental, mas uma forma de estar. Infelizmente. Mas este cancro tem que ser extirpado.
Como resultado de uma evolução e saturação pessoais, cheguei ao ponto de ter medo, no próprio e exacto sentido da palavra, cada vez que vejo um padre ou um bispo aparecer na TV ou ser transcrito num jornal, porque é imensa a possibilidade de das suas bocas sair forte asneira e de os seus gestos e trejeitos serem comprometedores.
No trabalho ou em qualquer outra responsabilidade todos desejamos que tenham confiança em nós e no discernimento que fazemos das coisas. Quantas pessoas não fazem a menor ideia da rede complexa de relacionamentos que estão em jogo e que, por detrás dos silêncios, existe uma visão do todo cuja compreensão exige tempo para a assimilar, não um tweet. Assume, aqui, importância, desenvolver uma cultura da confiança em quem assume determinadas responsabilidades.
Saiu agora mais um relatório sobre a realidade dos abusos sexuais, desta vez em França. Recordo outras situações como EUA, Polónia, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha…todos, segundo os critérios diferenciados de estudo e análise, vão mostrando uma realidade que envergonha a Igreja Católica e a sociedade, manifestando não apenas escândalo, mas também situações de indiferença e até crueldade.
“Reconhecimento da verdade deve ser feito”
Cardeal Marto admite investigação independente sobre abusos sexuais, mas bispos estão divididosSão quatro expressões usadas pelo cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, que deixam entender a sua posição sobre a possibilidade de uma investigação independente a eventuais casos de abusos sexuais por parte de membros do clero: “A Igreja está disposta a olhar a realidade, para pôr fim a este escândalo”, cuidar do apoio às vítimas e ter uma “atitude preventiva e sem contemplação”.
Foi um peso pesado que veio expressamente enviado do Vaticano a Portugal no passado mês de maio. Jesuíta, alemão, psicólogo, o padre Hans Zollner foi o viajante. Em nome da Comissão antipedofilia do Vaticano e da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores, falou. A razão de ser da sua vinda era o cumprimento da vontade expressa do Papa Francisco, em abertura ao apuramento e condenação de abusos sexuais na Igreja.
Editorial
Abusos sexuais: a impenitência da Igreja em PortugalO bispo auxiliar de Lisboa Américo Aguiar afirmou ao jornal Público que a “Igreja Católica admite investigação de casos de pedofilia, desde que não seja limitada ao clero”, título da manchete do jornal deste sábado, dia 9. Américo Aguiar sublinha que a Igreja “é a única instituição que, apesar de todos os arrastamentos e dificuldades, está a levar isto a sério”.
Bispos portugueses criam comissão
Homem de confiança do Papa sugere que Itália também deve investigar abusosO padre jesuíta alemão Hans Zollner, homem de confiança do Papa para a prevenção e combate aos abusos sexuais do clero, considera que, depois da França, os bispos italianos deveriam também fazer um levantamento sobre aquela situação.
Em matéria de abuso sexual de menores no meio católico, a primeira premissa de todas deve ser que esta situação não é pontual nem acidental, mas uma forma de estar. Infelizmente. Mas este cancro tem que ser extirpado.
Como resultado de uma evolução e saturação pessoais, cheguei ao ponto de ter medo, no próprio e exacto sentido da palavra, cada vez que vejo um padre ou um bispo aparecer na TV ou ser transcrito num jornal, porque é imensa a possibilidade de das suas bocas sair forte asneira e de os seus gestos e trejeitos serem comprometedores.
No trabalho ou em qualquer outra responsabilidade todos desejamos que tenham confiança em nós e no discernimento que fazemos das coisas. Quantas pessoas não fazem a menor ideia da rede complexa de relacionamentos que estão em jogo e que, por detrás dos silêncios, existe uma visão do todo cuja compreensão exige tempo para a assimilar, não um tweet. Assume, aqui, importância, desenvolver uma cultura da confiança em quem assume determinadas responsabilidades.
Saiu agora mais um relatório sobre a realidade dos abusos sexuais, desta vez em França. Recordo outras situações como EUA, Polónia, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha…todos, segundo os critérios diferenciados de estudo e análise, vão mostrando uma realidade que envergonha a Igreja Católica e a sociedade, manifestando não apenas escândalo, mas também situações de indiferença e até crueldade.
“Reconhecimento da verdade deve ser feito”
Cardeal Marto admite investigação independente sobre abusos sexuais, mas bispos estão divididosSão quatro expressões usadas pelo cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, que deixam entender a sua posição sobre a possibilidade de uma investigação independente a eventuais casos de abusos sexuais por parte de membros do clero: “A Igreja está disposta a olhar a realidade, para pôr fim a este escândalo”, cuidar do apoio às vítimas e ter uma “atitude preventiva e sem contemplação”.
Foi um peso pesado que veio expressamente enviado do Vaticano a Portugal no passado mês de maio. Jesuíta, alemão, psicólogo, o padre Hans Zollner foi o viajante. Em nome da Comissão antipedofilia do Vaticano e da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores, falou. A razão de ser da sua vinda era o cumprimento da vontade expressa do Papa Francisco, em abertura ao apuramento e condenação de abusos sexuais na Igreja.
Editorial
Abusos sexuais: a impenitência da Igreja em PortugalO bispo auxiliar de Lisboa Américo Aguiar afirmou ao jornal Público que a “Igreja Católica admite investigação de casos de pedofilia, desde que não seja limitada ao clero”, título da manchete do jornal deste sábado, dia 9. Américo Aguiar sublinha que a Igreja “é a única instituição que, apesar de todos os arrastamentos e dificuldades, está a levar isto a sério”.
Bispos portugueses criam comissão
Homem de confiança do Papa sugere que Itália também deve investigar abusosO padre jesuíta alemão Hans Zollner, homem de confiança do Papa para a prevenção e combate aos abusos sexuais do clero, considera que, depois da França, os bispos italianos deveriam também fazer um levantamento sobre aquela situação.
Parceria com Movimento Laudato Si'
Da JMJ Lisboa à JMJ Seul: campanha mundial desafia jovens a plantar árvoresA Jornada Mundial da Juventude Seul 2027 e o Movimento Laudato Si’ lançaram uma campanha mundial de plantação de árvores que pretende dar continuidade ao compromisso ambiental assumido na JMJ Lisboa 2023. A iniciativa decorre até à próxima jornada internacional e já contabiliza mais de 12 400 árvores plantadas.
[Entre Margens]
Tudo é para sempreFriedrich Nietzsche, na sua famosa teoria do eterno retorno, propôs que a existência de cada indivíduo se repete infinitamente até à eternidade. De facto, se concebermos o universo como infinito no tempo, é inevitável que concluamos que, o que quer que tenha alguma probabilidade de acontecer, mesmo a mais ínfima, não só já aconteceu infinitas vezes no passado como ocorrerá infinitas vezes no futuro. [Texto de Rúben Azevedo].
Alemanha
Eleições na Saxónia-Anhalt: um terço dos católicos votou na extrema-direitaUm terço dos eleitores protestantes e outro tanto dos eleitores católicos do Estado Saxónia-Anhalt (Alemanha) votaram no partido xenófobo de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), contribuindo para a sua vitória (43,8%) nas eleições de domingo, 6 de setembro.
Violência em Bengala Ocidental
Pastor raptado e igreja vandalizada em novos ataques contra cristãos na ÍndiaUm pastor protestante terá sido levado à força durante uma celebração de oração e uma igreja presbiteriana foi vandalizada, em dois novos ataques contra cristãos ocorridos no último domingo, 6 de setembro, no estado indiano de Bengala Ocidental.
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