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A Acrópole

Lugares revelados (8)

A Acrópole

Em 2017, num Agosto abrasador, estava em Atenas a participar num congresso europeu de sociologia – data que só nórdico-cêntricos se lembrariam de escolher para a realização de uma conferência internacional no sul da Europa!.

“E tu, falas com Jesus?”

“E tu, falas com Jesus?”

Em matéria de teologia, tendo a sentir-me mais próxima do meu neto X, 6 anos, do que da minha neta F, de 4. Ambos vivem com os pais e uma irmã mais nova em Londres. Conto dois episódios, para perceberem onde quero chegar. Um dia, à hora de deitar, o X contou à mãe que estava “desapontado” com o seu dia. Porquê? Porque não encontrara o cromo do Viktor Gyokeres, jogador do Sporting, um dos seus ídolos do futebol; procurou por todo o lado, desaparecera. Até pedira “a Jesus” para o cromo aparecer, mas não resultou. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

“E tu, falas com Jesus?”

Crianças e abusos: estamos, ou não, dispostos a entrar na caminhada?

Sabe-se hoje que a criança pode ser maltratada em todos os contextos, públicos e privados. Mas é dentro da casa, em meio familiar e entre os seus mais próximos, que formas de abuso e negligência são mais frequentes e, talvez, mais perigosos. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

“E tu, falas com Jesus?”

“Cada bispo é rei no seu reinado”

No trabalho da Comissão Independente (CI) confrontámo-nos bem cedo com o facto de a Igreja Católica portuguesa (ICP) estar longe de ser um edifício piramidal compacto, organizado numa hierarquia firme, onde a ordem se impõe naturalmente de cima para baixo. Nada disso. Encontrámos uma estrutura de tipo “feudal”, fragmentada, consolidada ora em territórios geográficos e sociais com características históricas próprias (as dioceses) ora em carismas e esferas de ação distinta (as ordens religiosas). [Texto de Ana Nunes de Almeida]

“E tu, falas com Jesus?”

A semente deitada à terra

A Páscoa traz para a vida a presença da morte. Daquela morte e daquela cruz de madeira, bruta e cruel. Daquele homem, o Cristo. Igual a nós, como nós, mas mais do que nós. Mais do que nós porque fez da Palavra um rumo de vida, incondicionalmente. Porque se atreveu a desafiar a ordem, os poderosos, e a desinstalar as certezas feitas dos quotidianos baixos e pequeninos daqueles que não fazem perguntas. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

Socióloga Ana Nunes de Almeida passa a ser colaboradora regular do 7MARGENS

Integrou Comissão Independente sobre abusos

Socióloga Ana Nunes de Almeida passa a ser colaboradora regular do 7MARGENS

A socióloga Ana Nunes de Almeida será, a partir desta quarta-feira da Semana Santa, 27 de Março, colaboradora regular do 7MARGENS. Depois de ter integrado durante pouco mais de um ano a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica, Ana Nunes de Almeida pretende agora dar um contributo, enquanto católica, para que as coisas mudem na instituição em Portugal.

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Em matéria de teologia, tendo a sentir-me mais próxima do meu neto X, 6 anos, do que da minha neta F, de 4. Ambos vivem com os pais e uma irmã mais nova em Londres. Conto dois episódios, para perceberem onde quero chegar. Um dia, à hora de deitar, o X contou à mãe que estava “desapontado” com o seu dia. Porquê? Porque não encontrara o cromo do Viktor Gyokeres, jogador do Sporting, um dos seus ídolos do futebol; procurou por todo o lado, desaparecera. Até pedira “a Jesus” para o cromo aparecer, mas não resultou. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

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Sabe-se hoje que a criança pode ser maltratada em todos os contextos, públicos e privados. Mas é dentro da casa, em meio familiar e entre os seus mais próximos, que formas de abuso e negligência são mais frequentes e, talvez, mais perigosos. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

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No trabalho da Comissão Independente (CI) confrontámo-nos bem cedo com o facto de a Igreja Católica portuguesa (ICP) estar longe de ser um edifício piramidal compacto, organizado numa hierarquia firme, onde a ordem se impõe naturalmente de cima para baixo. Nada disso. Encontrámos uma estrutura de tipo “feudal”, fragmentada, consolidada ora em territórios geográficos e sociais com características históricas próprias (as dioceses) ora em carismas e esferas de ação distinta (as ordens religiosas). [Texto de Ana Nunes de Almeida]

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A Páscoa traz para a vida a presença da morte. Daquela morte e daquela cruz de madeira, bruta e cruel. Daquele homem, o Cristo. Igual a nós, como nós, mas mais do que nós. Mais do que nós porque fez da Palavra um rumo de vida, incondicionalmente. Porque se atreveu a desafiar a ordem, os poderosos, e a desinstalar as certezas feitas dos quotidianos baixos e pequeninos daqueles que não fazem perguntas. [Texto de Ana Nunes de Almeida]

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