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O livro que ele não escolheu

O livro que ele não escolheu

E esse homem que lê o livro que não escolheu. Derrama a imaginação no sarcasmo do travesseiro que é degrau de livraria. Então eu sei que o livro é pai e mãe, e voz serena para embalar quem vai dormir. Só que o sono não chega porque a serenidade não cabe nas páginas de quem continua preta.

À hora dos cães

À hora dos cães

“Esta é a década em que plantas viraram pet e pets viraram filhos”, dizia a minha amiga um dia destes, enquanto passávamos na calçada à hora dos cães.

À hora dos cães

Ando a brincar com o fogo

Perguntam-me vezes sem conta porque escolhi trabalhar com fogo, profissão tão rara… e eu posso responder que foi para me livrar do pânico, das ideias diabólicas ligadas àquela imagem do incêndio em casa. Poderia aqui descrever pormenorizadamente a tragédia, mas a história não ganharia nada com isso e o final foi feliz.

À hora dos cães

O voo

Quando um filho sai de casa pela primeira vez para um espaço seu, para uma cidade sua, para uma vida sua é hora de nós, pais e mães, amarmos mais que nunca na gratidão perpétua dos laços umbilicais. Afinal de contas todos estamos no mesmo colo.

À hora dos cães

Sonata platónica

  Silenciei a euforia do gesto após a ingénua impulsividade no embalo cego da confiança das falsas palavras, e parti. Parti tão repentinamente... e quão repentinamente cheguei?! Descansei o meu brilho na casa torta e fechei portas à cidade, hoje sou jardim...

À hora dos cães

Viajar

Viajar não é só o fetiche da visão, das fotos, dos vídeos, das paisagens guardadas na memória. Viajar é vestir-se de peles alheias, desmistificar culturas, compreender o outro, abraçar a diferença.

À hora dos cães

A arte da simplicidade e o minimalismo

E logo eu que não sou nada de ler livros de estudos, auto-ajudas ou cientificos, deparei-me, certa vez, com um livro aberto em minhas mãos cujo título era A Arte da Simplicidade. Eu não tinha mais que uns 20 anos de idade e, ainda hoje, me lembro do quanto aquelas páginas me impressionaram, do quanto aquela descoberta me transformou.

À hora dos cães

Férias — a alegoria das formigas

Hoje, e por estarmos no querido mês de Agosto, dou comigo a refletir sobre este lugar-comum da alegoria das formigas, que é o tempo de férias. Até temos a sorte de viver num país cuja esperança média de vida ronda os 80 anos; desses 80, somos forçosamente influenciados a trabalhar 48. E destes apenas três são tempo de férias.

O livro que ele não escolheu

O livro que ele não escolheu

E esse homem que lê o livro que não escolheu. Derrama a imaginação no sarcasmo do travesseiro que é degrau de livraria. Então eu sei que o livro é pai e mãe, e voz serena para embalar quem vai dormir. Só que o sono não chega porque a serenidade não cabe nas páginas de quem continua preta.

À hora dos cães

À hora dos cães

“Esta é a década em que plantas viraram pet e pets viraram filhos”, dizia a minha amiga um dia destes, enquanto passávamos na calçada à hora dos cães.

À hora dos cães

Ando a brincar com o fogo

Perguntam-me vezes sem conta porque escolhi trabalhar com fogo, profissão tão rara… e eu posso responder que foi para me livrar do pânico, das ideias diabólicas ligadas àquela imagem do incêndio em casa. Poderia aqui descrever pormenorizadamente a tragédia, mas a história não ganharia nada com isso e o final foi feliz.

À hora dos cães

O voo

Quando um filho sai de casa pela primeira vez para um espaço seu, para uma cidade sua, para uma vida sua é hora de nós, pais e mães, amarmos mais que nunca na gratidão perpétua dos laços umbilicais. Afinal de contas todos estamos no mesmo colo.

À hora dos cães

Sonata platónica

  Silenciei a euforia do gesto após a ingénua impulsividade no embalo cego da confiança das falsas palavras, e parti. Parti tão repentinamente... e quão repentinamente cheguei?! Descansei o meu brilho na casa torta e fechei portas à cidade, hoje sou jardim...

À hora dos cães

Viajar

Viajar não é só o fetiche da visão, das fotos, dos vídeos, das paisagens guardadas na memória. Viajar é vestir-se de peles alheias, desmistificar culturas, compreender o outro, abraçar a diferença.

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E logo eu que não sou nada de ler livros de estudos, auto-ajudas ou cientificos, deparei-me, certa vez, com um livro aberto em minhas mãos cujo título era A Arte da Simplicidade. Eu não tinha mais que uns 20 anos de idade e, ainda hoje, me lembro do quanto aquelas páginas me impressionaram, do quanto aquela descoberta me transformou.

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