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“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

“E isso serve para quê?” – Humanidades em tempo de pandemia

O título que escolhi para este texto evoca a questão que talvez seja a mais comum aos ouvidos de quem estuda e investiga na área das Humanidades. Numa época pandémica, em que se exige tanto dos profissionais da saúde, da economia, da segurança, da estatística, e de tantos outros, as Humanidades ficaram aparentemente ainda mais em segundo plano, já que, pela essência dos objetos com que lidam, não foram chamadas para a linha da frente do combate anti-covid-19.

Homenageando o artesanato

Homenageando o artesanato

Os novos tempos transformaram, ainda que provisoriamente, os hábitos que muitos de nós tínhamos bem arreigados. O conceito de descanso, tantas vezes associado a férias em paragens longínquas, passou a contemplar simplesmente sair de casa e chegar-se a destinos que, apesar de próximos, não tinham ainda sido, para muitos, explorados.

A arte na defesa e promoção dos direitos humanos

A arte na defesa e promoção dos direitos humanos

O impacto da arte na criação de uma agenda voltada para a defesa e promoção dos direitos humanos estará em debate esta quinta e sexta-feiras, dias 20 e 21 de maio, numa conferência internacional, que decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, mas poderá também ser acompanhada através da internet. Na segunda-feira, dia 24, o evento terá uma extensão exclusivamente online. 

[À volta do 1º de Maio] Estranha forma de vida

[À volta do 1º de Maio] Estranha forma de vida

Ao aceitar o desafio de escrever sobre o trabalho enquanto artista e profissional da cultura, Rui Aleixo aflora uma panóplia de aspetos que estão intimamente ligados a esta profissão, mas também à vida de um artista, que é muitas vezes indissociável do seu trabalho. Este contributo não pretende esgotar o tema, mas poderá ajudar a desmontar clichés e a tornar menos abstrata esta estranha forma de vida.

Mosteiro de Tibães recupera cinco retratos da Sala do Capítulo

Mosteiro de Tibães recupera cinco retratos da Sala do Capítulo

Cinco retratos de abades gerais beneditinos foram devolvidos à Sala do Capítulo Geral do Mosteiro de Tibães, em Braga, na sequência dos trabalhos de recuperação e valorização patrimonial que têm sido levados a efeito, aproveitando o encerramento ao público por causa da pandemia.

A pegada de religiosidade na obra de João Cutileiro

A pegada de religiosidade na obra de João Cutileiro

“Na vasta obra de João Cutileiro, há uma intermitente, mas persistente, pegada de religiosidade que deixou plasmada em poemas de pedra”, escreve o padre Mário Tavares de Oliveira, cónego da diocese de Évora, num texto que evoca a arte do escultor que morreu no passado dia 5.

Deus também é mulher

Deus também é mulher

Na poesia otomana é frequente Deus aparecer na figura masculina e com atributos de beleza semelhantes ao de um adolescente. O historiador Selim Kuru explica que o género de Deus não seria definitivamente ou masculino ou feminino, já que as meninas e os meninos, até à puberdade, não se distinguem como tal; as semelhanças entre os dois sexos são tantas que essa diferença não se nota.

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Perseu declara-se vítima

Testemunho

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Escrevo como sobrevivente de abuso sexual na Igreja. Estive calado trinta e seis anos. Sou acompanhado há mais de oito. Não escrevo para defender a instituição, e nada lhe devo. Defendo duas coisas apenas: os sobreviventes e a Graça. [Testemunho de um sobrevivente de abuso sexual na Igreja Católica].

Telmo Ferraz (1925-2026), cem anos a espalhar profecia

Padre da Obra da Rua morreu

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O padre Telmo Ferraz, da Obra da Rua, celebra cem anos de vida e missão. Membro do clero da Diocese de Bragança-Miranda, nasceu no Mogadouro a 25 de novembro de 1925 e começou cedo o seu sacerdócio de rebeldia e compromisso social. Denunciava a tragédia humanitária provocada pelas condições péssimas em que viviam quantos davam a vida na construção de barragens naquele Trás-os-Montes longínquo e abandonado dos anos 1950. [Texto de Tony Neves]

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