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Como chega o Chega?

Como chega o Chega?

Números redondos causam impressão e nos 50 anos do 25 Abril, ao eleger 50 deputados para a AR de onde sairá o XXIV Governo Constitucional, o partido “Chega” causou a impressão de que modificou a política em Portugal. Trata-se de uma ilusão provinciana, e pior ainda é a deceção que se vai seguir. O Chega é um reflexo da crise da sociedade civil e da secessão das elites. [Texto de Mendo Castro Henriques]

Em defesa da vida. Porque se calam os bispos contra o Chega?

Em defesa da vida. Porque se calam os bispos contra o Chega?

Este texto podia ir beber a um outro, de Henrique Raposo, no Expresso (8/1/24), no qual, quase para começo de conversa, o cronista nos dizia que um católico não podia votar no Chega “porque um católico no Chega é como um bloquista na especulação imobiliária: é uma contradição nos termos”. E explicava-se: “A obsessão nacionalista com os “portugueses de bem” ou com o “Portugal invadido” é a direta negação do bom samaritano e do Pentecostes, é a negação do discurso universal e humanista do Evangelho. [Texto de Miguel Marujo]

Em defesa da vida. Porque se calam os bispos contra o Chega?

Os extremismos são pasto dos fundamentalismos — religiosos e seculares

O caminho é óbvio: nem tanto ao secularismo, nem tanto à religião. Em Portugal, no dia em que a Liberdade Religiosa é celebrada nos espaços do Parlamento, sublinha-se o equilíbrio que alguns insistem em desequilibrar: a laicidade do Estado e o secularismo da sociedade não são postos em causa por apoios do Estado a eventos religiosos, nem a religião se vive enfiada na sacristia ou fica fechada no espaço dos cultos.

A liberdade de expressão não é a liberdade de mentir

[Os dias da semana]

A liberdade de expressão não é a liberdade de mentir

De como uma famosa personagem literária, que a BBC transformou numa série de televisão, Padre Brown, ajuda a compreender a decisão de um tribunal em relação a um indivíduo que é deputado do Chega, e que acabou condenado por causa de uma acusação falsa contra um adversário político.

Jesus ou Janus: pode a Igreja ter duas caras?

“Trata-se tão só de dizer que há, neste momento, um deputado, que apesar de se deixar filmar e fotografar frequentemente dentro de igrejas, tem um discurso destrutivo e divisionista que não pode vir de Cristo. E a Igreja Católica deveria denunciá-lo explicitamente, sem medo, porque quer continuar a ser imagem de Jesus, não de Janus.”

A fábula dos bons e dos maus

A fábula dos bons e dos maus

Como muito bem sugeriu Marcelo, o governo deve rever a lei eleitoral e a constituição desde já. Há que admitir o voto por correspondência, reforçar o voto antecipado, e permitir que uma eleição possa ser adiada em caso de calamidade como a que estamos a viver. Mas deviam aproveitar para acabar com o chamado dia de reflexão, que é politicamente pré-histórico, e considerar um mandato único de sete anos para Belém, de modo a deixar de transformar os primeiros mandatos em campanha permanente para a reeleição.

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