“Na sala oval da Casa Branca, abriram-se fendas na estrutura, tremeu a fundação. Histórias não contadas, (in)verdades, discursos, retórica, medo, promessas que, afinal, não se vão cumprir.” – A reflexão de Júlia Costa, para ler no 7MARGENS.
[Dicionário particular]
“c” de Casa Branca“Na sala oval da Casa Branca, abriram-se fendas na estrutura, tremeu a fundação. Histórias não contadas, (in)verdades, discursos, retórica, medo, promessas que, afinal, não se vão cumprir.” – A reflexão de Júlia Costa, para ler no 7MARGENS.
[À Margem]
A democracia não é eterna“Sim. É preciso lutar pela ‘democracia de tradição europeia, liberal, plena e total’. Pode parecer um propósito inócuo, mas é uma tarefa urgente. É preciso que as últimas palavras não sejam as da intimidação e da violência.”
Chegámos a um ponto da história do mundo em que defender a democracia, a decência humana, o respeito pelos outros, a justiça, a liberdade, a proteção dos mais fracos, o direito à privacidade, o protesto contra genocídios, a solidariedade com os invadidos, trucidados, explorados até ao tutano, é considerado “estúpido”. [Texto de Teresa Toldy]
No dia em que o chanceler Scholz convida o Parlamento Federal alemão a declarar o estado de emergência segundo o artigo 115 a) e b) da Constituição, tudo isto é assustador. “Precisamos de encarar a realidade do que significam para a Ucrânia, para a Europa e para o mundo as ações e as declarações do governo dos EUA. Não agir significaria pôr em risco a segurança do nosso país e do nosso continente. Eu não vou permitir isso.” [Texto de Mendo Castro Henriques].
Ensaio
“Politeía”, democracia e as tecno-oligarquias digitaisO que é uma democracia? Contrariamente ao senso comum, dada a ausência quase total da filosofia do debate público das ideias, a política não é um assunto de políticos, mas é primeiramente uma questão filosófica. À ideia de política (politeía), no seu sentido clássico, subjaz procurar racionalmente o bem dos cidadãos da Pólis como um todo, na sua organização, nos seus dinamismos, estruturas e diversidades étnicas, religiosas ou morais. [Texto de João Paulo Costa]
A sinodalidade não deve levar a entender os encontros de católicos para refletir sobre a vida da Igreja e as prioridades da sua missão como um parlamento democrático. Muitos têm glosado estas afirmações. Mas, por vezes fico perplexo: porquê denegrir a instituição central da democracia?
EUA em 2024
Americanos reconhecem que a sua democracia deixou de ser exemplarUm terço dos adultos norte-americanos com menos de 30 anos exprimia simpatia para com o povo palestiniano, (14% pendiam para os israelitas), três em cada quatro potenciais eleitores reconheciam que os imigrantes sem documentos tinham empregos que os cidadãos americanos nunca aceitariam e 72 por cento dos adultos nos EUA diziam que a democracia americana tinha deixado de ser um exemplo a ser seguido por outros países.
Questionando legitimidade das eleições
Bispos de Moçambique pedem fim de “violência, crimes políticos e desrespeito pela democracia”Indignados com as “fraudes grosseiras” que dizem ter-se verificado nas eleições do dia 9 de outubro e chocados com o “bárbaro assassinato de duas figuras políticas” na passada sexta-feira, os bispos católicos de Moçambique publicaram esta terça-feira, 22, um comunicado em que apelam ao fim da “violência, dos crimes políticos e do desrespeito pela democracia” no país. “Tenhamos a coragem de enveredar pelo diálogo e de repor a verdade dos factos”, pedem.
[Dicionário particular]
“c” de Casa Branca“Na sala oval da Casa Branca, abriram-se fendas na estrutura, tremeu a fundação. Histórias não contadas, (in)verdades, discursos, retórica, medo, promessas que, afinal, não se vão cumprir.” – A reflexão de Júlia Costa, para ler no 7MARGENS.
[À Margem]
A democracia não é eterna“Sim. É preciso lutar pela ‘democracia de tradição europeia, liberal, plena e total’. Pode parecer um propósito inócuo, mas é uma tarefa urgente. É preciso que as últimas palavras não sejam as da intimidação e da violência.”
Chegámos a um ponto da história do mundo em que defender a democracia, a decência humana, o respeito pelos outros, a justiça, a liberdade, a proteção dos mais fracos, o direito à privacidade, o protesto contra genocídios, a solidariedade com os invadidos, trucidados, explorados até ao tutano, é considerado “estúpido”. [Texto de Teresa Toldy]
No dia em que o chanceler Scholz convida o Parlamento Federal alemão a declarar o estado de emergência segundo o artigo 115 a) e b) da Constituição, tudo isto é assustador. “Precisamos de encarar a realidade do que significam para a Ucrânia, para a Europa e para o mundo as ações e as declarações do governo dos EUA. Não agir significaria pôr em risco a segurança do nosso país e do nosso continente. Eu não vou permitir isso.” [Texto de Mendo Castro Henriques].
Ensaio
“Politeía”, democracia e as tecno-oligarquias digitaisO que é uma democracia? Contrariamente ao senso comum, dada a ausência quase total da filosofia do debate público das ideias, a política não é um assunto de políticos, mas é primeiramente uma questão filosófica. À ideia de política (politeía), no seu sentido clássico, subjaz procurar racionalmente o bem dos cidadãos da Pólis como um todo, na sua organização, nos seus dinamismos, estruturas e diversidades étnicas, religiosas ou morais. [Texto de João Paulo Costa]
A sinodalidade não deve levar a entender os encontros de católicos para refletir sobre a vida da Igreja e as prioridades da sua missão como um parlamento democrático. Muitos têm glosado estas afirmações. Mas, por vezes fico perplexo: porquê denegrir a instituição central da democracia?
EUA em 2024
Americanos reconhecem que a sua democracia deixou de ser exemplarUm terço dos adultos norte-americanos com menos de 30 anos exprimia simpatia para com o povo palestiniano, (14% pendiam para os israelitas), três em cada quatro potenciais eleitores reconheciam que os imigrantes sem documentos tinham empregos que os cidadãos americanos nunca aceitariam e 72 por cento dos adultos nos EUA diziam que a democracia americana tinha deixado de ser um exemplo a ser seguido por outros países.
Questionando legitimidade das eleições
Bispos de Moçambique pedem fim de “violência, crimes políticos e desrespeito pela democracia”Indignados com as “fraudes grosseiras” que dizem ter-se verificado nas eleições do dia 9 de outubro e chocados com o “bárbaro assassinato de duas figuras políticas” na passada sexta-feira, os bispos católicos de Moçambique publicaram esta terça-feira, 22, um comunicado em que apelam ao fim da “violência, dos crimes políticos e do desrespeito pela democracia” no país. “Tenhamos a coragem de enveredar pelo diálogo e de repor a verdade dos factos”, pedem.
Em Nova Iorque
Contra a corrida ao armamento e o ódio online, Santa Sé coloca dignidade humana no centro assembleia da ONU novidadeA saúde, a educação e a segurança alimentar não devem ser sacrificadas em favor do aumento dos gastos militares. O apelo foi deixado pelo arcebispo Christophe Zakhia El-Kassis, observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, durante a 81.ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
[Entre Margens]
Joana Lopes: 88 cravos à sua memória novidadeNo próximo Domingo, 11 de Outubro, Joana Lopes, que nos deixou a 5 de Fevereiro deste ano, completaria 88 anos. A Joana teve um papel importante na resistência católica contra a ditadura, tendo levado a cabo lutas muito importantes em que denunciava a guerra colonial. Tinha também uma atividade cívica intensa, assumindo a defesa de lutas políticas essenciais que não são menos importantes no nosso tempo. [Texto de Filipe Moisés].
[Arquipélago Jerusalém]
Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se … novidadeAcordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].
“Viola Lei”
Comissão da Liberdade Religiosa condena presença do patriarca em bênção de escola pública novidadeA Comissão da Liberdade Religiosa considera que a presença do patriarca Rui Valério na cerimónia de inauguração de uma escola pública de Cascais onde estiveram o Presidente da República, primeiro-ministro e ministro da Educação “viola claramente” a Lei da Liberdade Religiosa” e o princípio da não confessionalidade”.
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