Relembro os Pais que perderam filhos, e todos os filhos sem Pai. Alguns são meus amigos, e mesmo aos que não são, desejo ardentemente que fosse possível, com um abraço, dividir com eles o pesado fardo do vazio. Trago à memória os Pais em guerra. Os que não conheço, mas sei, que se metem com os filhos em barcos, porque qualquer futuro é melhor do que um passado de violência, mesmo que isso signifique afundar o presente no mar da travessia mediterrânica. Os que entregam os filhos ao violento destino de matar ou morrer por razões que só um irracional conhece.











