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A Economia de Francisco “não é uma utopia”. De regresso a Portugal, o desafio é pô-la em prática

Portugueses em balanço do encontro de Assis

A Economia de Francisco “não é uma utopia”. De regresso a Portugal, o desafio é pô-la em prática

“Não é uma utopia”. A frase, em letras garrafais, permaneceu durante largos minutos no ecrã gigante que servia de cenário ao palco do encontro A Economia de Francisco, enquanto o Papa Francisco, 85 anos, e Lilly Satidtanasarn, 14, assinavam um pacto pela nova economia, no sábado passado.  Naquele momento, Rita, João, Leonor e Matheus sentiram exatamente o mesmo: a assinatura era de Lilly, mas todos os jovens naquela sala, incluindo eles próprios, estavam a assumir um enorme compromisso, e querem muito honrá-lo.

Promessa cumprida, pacto assinado, e agora… “esperamos por ti em Lisboa”, Papa Francisco

Terminou o encontro em Assis

Promessa cumprida, pacto assinado, e agora… “esperamos por ti em Lisboa”, Papa Francisco

“Espero por vocês em Assis.” Assim terminava a carta que o Papa escreveu aos jovens em maio de 2019, convidando-os a participar na Economia de Francisco. Apesar de uma pandemia o ter obrigado a adiar dois anos este encontro, e ainda que as dores no joelho o tenham impedido de vir pelo seu próprio pé, Francisco cumpriu a sua promessa, como só os verdadeiros amigos sabem fazer. Este sábado, 24, logo pela manhã, chegou à cidade de Assis para se juntar aos mil participantes do encontro A Economia de Francisco. Escutou atentamente os seus testemunhos e preocupações, deu-lhes os conselhos que só um verdadeiro amigo sabe dar, selou com eles um pacto e até reclamou por não terem trazido cachaça (bem sabemos que é próprio dos amigos rabujar e fazer-nos rir). Mas sobretudo provou-lhes que acredita neles e que é com eles que conta para fazer do mundo um lugar melhor.

Pode um encontro internacional de jovens ser verdadeiramente sustentável? Agora sim

A Economia de Francisco começou em Assis

Pode um encontro internacional de jovens ser verdadeiramente sustentável? Agora sim

São mais de 1000 participantes, muitos deles tiveram de apanhar pelo menos um avião para chegar a Assis, e aqui vão conviver, trabalhar, comer, passear… durante os três dias do encontro A Economia de Francisco, que arrancou esta quinta-feira e termina no sábado, 24, dia em que também o Papa estará presente. Compensar o impacto ambiental de um evento internacional desta envergadura é difícil, mas não impossível, e o comité organizador, juntamente com a administração municipal da região italiana da Umbria, estão empenhados em tornar esse objetivo realidade.

Jovens portugueses em Assis, à procura do bem de todos

Encontro da Economia de Francisco

Jovens portugueses em Assis, à procura do bem de todos

Têm entre 23 e 44 anos, vêm de diferentes regiões do país, e estudam ou trabalham em áreas tão diversas como o direito, a comunicação, o serviço social ou a engenharia (e a economia, pois claro). São ao todo 19 os elementos do grupo português que acaba de chegar a Itália para participar no encontro internacional da Economia de Francisco, que arranca esta quinta-feira, 22, e se prolonga até sábado, na cidade de Assis  Une-os o desejo de colocar aquilo que são e sabem ao serviço de uma “economia diferente”, que cuide da casa comum e procure o bem de todos.

Portugal une-se a mais um evento global da Economia de Francisco

Com transmissão a partir de Assis

Portugal une-se a mais um evento global da Economia de Francisco

O evento global anual da Economia de Francisco acontece este sábado, 2 de outubro, no Palácio Monte Fumentário, em Assis (Itália), a partir de onde será transmitido, através do canal da iniciativa no Youtube. Este evento antecede o encontro com o Papa marcado para o Outono de 2022 na mesma cidade, e visa promover a partilha do caminho percorrido desde o dia em que Francisco lançou o desafio para esta nova Economia.

Fragilidade, dignidade e economia

Fragilidade, dignidade e economia

O Papa Francisco convocou todos os católicos e cristãos do mundo e todas as pessoas de boa vontade a aderirem a uma reforma da economia. Para isso, lançou a iniciativa A Economia de Francisco, com o objetivo de repensar a economia a partir dos jovens. A nova economia, proposta por ele, inclui todos, promove a justiça, preserva o ambiente e gera solidariedade. Esta nova conceção da economia parte da convicção de que todas as pessoas, sem exceção, têm uma profunda dignidade, que provém da sua filiação divina.

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Acordamos e consultamos as notícias e fica a impressão que o mundo está muito desarrumado e que somos impotentes para o modificar; que pouco podemos fazer contra a ideologia  trumpista, putinista e xijinpinguista – que mistura consumismo e força bruta: preciso de poder comprar o que quero e, se não puder comprar, posso tomá-lo à força. A propaganda alcança o seu fim quando já dispensamos o propagandista e passamos nós próprios a repeti-la. [Texto de Mendo Castro Henriques].

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