Há uns meses, Adolescence deixou as pessoas sensíveis em sobressalto. Aquele sobressalto “tapa na cara” que chega num rotineiro olhar ao espelho numa manhã de quinta-feira, e em que as olheiras, a pele mortiça, e o cabelo quebradiço confirmam os estragos inevitáveis de tempo a mais no carreiro da negação. Espelho, não. Sala de espelhos. Talvez seja isso que a série seja. Uma sala de espelhos muito desconfortável. [Texto de Marta Saraiva].











