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Condenado o homicida de George Floyd, falta superar o “racismo sistémico”

Condenado o homicida de George Floyd, falta superar o “racismo sistémico”

Foi com alívio, sentido de justiça e lágrimas que a condenação do polícia que matou George Floyd foi recebida. Pela comunidade negra, naturalmente, mas também por uma boa parte dos cidadãos norte-americanos, a começar pelo seu presidente e ainda os representantes de várias confissões religiosas. “Agora já podemos respirar!” – foi a frase emblemática de um familiar.

Condenado o homicida de George Floyd, falta superar o “racismo sistémico”

Racismo em debate na ONU: “As vidas dos afroamericanos não importam nos EUA”, é tempo de dizer “basta”

O testemunho emocionado do irmão de George Floyd marcou o debate de urgência sobre o racismo e a violência policial, realizado esta quarta-feira, 17 de junho, no Conselho de Direitos da ONU, a decorrer em Genebra. “As vidas dos afroamericanos não importam nos Estados Unidos da América”, denunciou ele. As declarações de Michelle Bachelet, alta comissária para os direitos humanos, e de Amina Mohammed, secretária geral adjunta da organização, foram perentórias: “devem terminar os ciclos de impunidade“, é tempo de dizer “basta”.

Milhares rezaram em Washington pelo fim do racismo

Milhares rezaram em Washington pelo fim do racismo

Milhares de pessoas reuniram-se este domingo, 14, no centro de Washington, para rezar pelo fim do racismo e da violência policial. A marcha religiosa, que juntou fiéis de várias igrejas dos Estados Unidos, demonstrou a diversidade e extensão do movimento impulsionado pelo assassinato de George Floyd e de outros afro-americanos.

Quo vadis, América?

Quo vadis, América?

Esta América a ferro e fogo vive uma revolta como não se via há mais de cinquenta anos, desde o assassinato do pastor protestante e activista dos direitos civis Martin Luther King, em 1968. E o mais dramático é que não pode contar com um estadista na Casa Branca mas apenas um incendiário, que chama “bandidos” a toda uma massa multirracial de manifestantes pacíficos que está farta do racismo endémico e da reconhecida violência policial no país.

George Floyd: o “gentil gigante” que inspirou dezenas de jovens a seguir Jesus

George Floyd: o “gentil gigante” que inspirou dezenas de jovens a seguir Jesus

O mundo inteiro conhece George Floyd a partir de um vídeo de nove minutos, os seus últimos de vida. No bairro de Third Ward, um dos mais pobres de Houston, onde vivia antes de se mudar para Minneapolis, multiplicam-se os testemunhos daqueles que o conheceram durante décadas. E são unânimes: “Big Floyd” ou o “gigante gentil”, como ficou conhecido, era “uma pessoa de paz”, e foi o mentor de toda uma geração daquele bairro, empenhado em “ver os jovens largarem as armas e seguirem Jesus”.

Bispo de El Paso ajoelha-se em protesto contra o racismo, Papa telefona-lhe em sinal de apoio

Bispo de El Paso ajoelha-se em protesto contra o racismo, Papa telefona-lhe em sinal de apoio

Na passada segunda-feira, no meio do parque mais importante da cidade de El Paso (Texas), segurando um cartaz que dizia “Black Lives Matter” (As vidas negras importam) e uma rosa branca, e acompanhado por vários padres da diocese, o bispo Mark Seitz ajoelhou-se para rezar em memória de George Floyd. O momento durou 8 minutos e 46 segundos, precisamente o tempo que o agente policial teve o seu joelho a pressionar o pescoço de Floyd, impedindo-o de respirar. As imagens correram o mundo. Esta quarta-feira de manhã, Seitz recebeu um telefonema do Papa, que também as tinha visto, e fez questão de lhe agradecer pelo gesto e manifestar o seu apoio.

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[Entre Margens]

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Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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