A notícia chegou-me pela calada da noite: D. Pedro morreu. Por uns segundos emudeci. O fator surpresa criou-me um nó na garganta. A negritude que se apoderou da minha alma tornou-se mais intensa que aquela que tinha já descido sobre a terra.
A notícia chegou-me pela calada da noite: D. Pedro morreu. Por uns segundos emudeci. O fator surpresa criou-me um nó na garganta. A negritude que se apoderou da minha alma tornou-se mais intensa que aquela que tinha já descido sobre a terra.
A Rádio Capital, de Bissau, foi assaltada e as suas instalações e equipamentos destruídos, impossibilitando que a mesma continue a emitir. Em conferência de imprensa na manhã deste domingo, a direcção da emissora responsabilizou as autoridades guineenses pelo sucedido.
Estava em Bissau dia 27 de fevereiro a participar numa missão da ONGD Afetos com Letras, quando Umaro Sissoco Embaló, tomou posse como Presidente da República, sem que houvesse decisão do Supremo Tribunal de Justiça a um recurso interposto por Domingos Simões Pereira, o outro candidato, por alegadas irregularidades eleitorais.
O resultado destas eleições presidenciais, cujos dados foram divulgados no dia 1 de janeiro, com a vitória de Sissoco Embaló, levantam desafios que passam por um lado, pela rápida decisão sobre o recurso ao Supremo Tribunal de Justiça por alegadas irregularidades, instaurado pela candidatura de Domingos Simões Pereira, e pela divulgação do resultado final e oficial das eleições de 29 de dezembro.
Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…
“Somos todos guineenses e somos um único povo, que tem um Deus, o Criador de todos.” Foi à volta deste mote que muçulmanos e cristãos da Guiné-Bissau rezaram pela paz e pelo bom andamento da segunda volta do processo eleitoral de que sairá o próximo Presidente da República, no domingo 29 de dezembro.
A viagem começou a 3 de Fevereiro, diante da Sé do Porto: “Quando estacionámos o jipe em frente à catedral do Porto, às 15h30, a aragem fria que fustigava o morro da Sé ameaçava o calor ténue do sol que desmaiava o seu brilho no Rio Douro.” Terminaria doze dias depois, em Bissau: “Esta África está a pedir, em silêncio e já há muito tempo, uma obra de aglutinação de esforços da comunidade internacional, Igreja incluída, para sair do marasmo e atonia de uma pobreza endémica que tem funestas consequências.”
Líderes religiosos da Guiné-Bissau publicaram uma mensagem de “paz, reconciliação e harmonia” no contexto das eleições presidenciais do último domingo, 24 de novembro, no qual avisam contra as “tendências vincadas de instrumentalização religiosa e étnica; uso frequente de linguagem violenta, desrespeito dos princípios democráticos, recurso à difamação e desinformação, vontade deliberada de dividir para reinar”.
A notícia chegou-me pela calada da noite: D. Pedro morreu. Por uns segundos emudeci. O fator surpresa criou-me um nó na garganta. A negritude que se apoderou da minha alma tornou-se mais intensa que aquela que tinha já descido sobre a terra.
A Rádio Capital, de Bissau, foi assaltada e as suas instalações e equipamentos destruídos, impossibilitando que a mesma continue a emitir. Em conferência de imprensa na manhã deste domingo, a direcção da emissora responsabilizou as autoridades guineenses pelo sucedido.
Estava em Bissau dia 27 de fevereiro a participar numa missão da ONGD Afetos com Letras, quando Umaro Sissoco Embaló, tomou posse como Presidente da República, sem que houvesse decisão do Supremo Tribunal de Justiça a um recurso interposto por Domingos Simões Pereira, o outro candidato, por alegadas irregularidades eleitorais.
O resultado destas eleições presidenciais, cujos dados foram divulgados no dia 1 de janeiro, com a vitória de Sissoco Embaló, levantam desafios que passam por um lado, pela rápida decisão sobre o recurso ao Supremo Tribunal de Justiça por alegadas irregularidades, instaurado pela candidatura de Domingos Simões Pereira, e pela divulgação do resultado final e oficial das eleições de 29 de dezembro.
Este mês fui de visita à Guiné. Uma viagem de memória para quem, como eu, não tinha memórias da Guiné. Estive em Luanda ainda em criança, mas as memórias são as próprias da idade. Excepção à única em que o meu pai me bateu. Às cinco da tarde saí de casa e às dez da noite descobriram-me a assistir, divertida, ao baile no clube. Uma criança de cinco anos, branca e loura, desaparecida na Luanda dos anos 1960 não augurava coisa boa, o que gerou o pânico dos meus pais. Daí a tareia…
“Somos todos guineenses e somos um único povo, que tem um Deus, o Criador de todos.” Foi à volta deste mote que muçulmanos e cristãos da Guiné-Bissau rezaram pela paz e pelo bom andamento da segunda volta do processo eleitoral de que sairá o próximo Presidente da República, no domingo 29 de dezembro.
A viagem começou a 3 de Fevereiro, diante da Sé do Porto: “Quando estacionámos o jipe em frente à catedral do Porto, às 15h30, a aragem fria que fustigava o morro da Sé ameaçava o calor ténue do sol que desmaiava o seu brilho no Rio Douro.” Terminaria doze dias depois, em Bissau: “Esta África está a pedir, em silêncio e já há muito tempo, uma obra de aglutinação de esforços da comunidade internacional, Igreja incluída, para sair do marasmo e atonia de uma pobreza endémica que tem funestas consequências.”
Líderes religiosos da Guiné-Bissau publicaram uma mensagem de “paz, reconciliação e harmonia” no contexto das eleições presidenciais do último domingo, 24 de novembro, no qual avisam contra as “tendências vincadas de instrumentalização religiosa e étnica; uso frequente de linguagem violenta, desrespeito dos princípios democráticos, recurso à difamação e desinformação, vontade deliberada de dividir para reinar”.
Mensagem da CEP
Bispos querem uma “nova era missionária” e apontam Portugal como “terra de missão”A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que o centenário do Dia Mundial das Missões, que a Igreja celebrará no próximo dia 18 de outubro, deve ser ocasião para renovar o compromisso missionário e reconhecer que a missão não acontece apenas em terras distantes.
Esta terça-feira, 7 outubro
“Sem trabalho digno não há vida digna”: Movimento de Trabalhadores Cristãos dinamiza videoconferênciaA Liga Operária Católica/ Movimento de Trabalhadores Cristãos assinala esta terça-feira, 7 de outubro, o Dia Mundial pelo Trabalho Digno com uma videoconferência sobre “Trabalho Digno/Código Laboral”. A sessão, com início marcado para as 21h00 e de participação livre, terá como oradores Mafalda Troncho, diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Portugal, e Ulisses Garrido, sociólogo e especialista em relações laborais.
[Entre Margens]
Um 7 de Outubro por Delphine HorvilleurNão sei se a carta de «calorosas felicitações» do Secretário-Geral da ONU ao Presidente do Irão, por ocasião da celebração do bonito Dia Nacional da Revolução Islâmica compara bem com a sua tentativa de contextualização histórica do ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas. Mas recorda-me um título e um autor. [Texto de João Santos].
[Entre o quadro e o mundo (31)]
Como pode a escola construir pontes num mundo de muros?O novo episódio do podcast Entre o Quadro e o Mundo parte da metáfora da ponte para pensar o papel da escola num tempo marcado pela polarização, pelas diferenças culturais e geracionais e pela crescente presença da inteligência artificial.
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