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Documento sobre sexualidade gera críticas dentro do Corpo Nacional de Escutas

Identificado com "ideologia de género"

Documento sobre sexualidade gera críticas dentro do Corpo Nacional de Escutas

Um documento que suscita muitas “questões e dúvidas” e que foi “rejeitado” pela maioria dos assistentes regionais: assim se referem os dois assistentes eclesiásticos do Corpo Nacional de Escutas (CNE) no Patriarcado de Lisboa ao “Posicionamento Institucional” sobre a afetividade e sexualidade que passou recentemente a integrar o projeto educativo do movimento, numa carta sigilosa enviada aos restantes padres do Patriarcado, e à qual o 7MARGENS teve acesso. As críticas tecidas ao documento – que defende o acolhimento de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual – vêm somar-se às de outros responsáveis dentro dos escuteiros, que consideram que o texto “não está em comunhão com a doutrina católica” e se trata de “um equívoco”.

Médicos e juristas católicos pedem “escola livre de imposições ideológicas”

Apelando a veto de Marcelo

Médicos e juristas católicos pedem “escola livre de imposições ideológicas”

As Associações de Médicos e de Juristas Católicos manifestaram esta terça-feira, 2 de janeiro, “a sua viva oposição” ao recém-aprovado projeto de lei relativo à implementação nas escolas do “direito à identidade de género e de expressão de género”, por considerarem que este “defende ideias sem qualquer evidência científica” e que “faz da ideologia de género lei em Portugal”.

A “ideologia de género”, ou como deitar achas para a fogueira da direita radical

A “ideologia de género”, ou como deitar achas para a fogueira da direita radical

Como é sabido, o berço da expressão “ideologia de género” encontra-se na documentação do Vaticano. Por diversos motivos, não sendo os de menor importância uma reação a documentos e diretivas das Nações Unidas, da União Europeia e de diversos países relativas aos direitos das mulheres (nomeadamente, no que diz respeito aos direitos reprodutivos e à igualdade de oportunidades) e, mais recentemente, no que diz respeito aos direitos de pessoas LGBTQ (nomeadamente, casamento entre pessoas do mesmo sexo e adopção por casais do mesmo sexo).

Sentido e valor da dualidade sexual

Sentido e valor da dualidade sexual

A sociedade edifica-se a partir da colaboração entre as dimensões masculina e feminina. Em primeiro lugar, na sua célula básica, a família. É esta que garante a renovação da sociedade através da geração de novas vidas e assegura o desenvolvimento harmonioso e complexo da educação das novas gerações. Por isso, nunca um ou mais pais pode substituir uma mãe e nunca uma ou mais mães podem substituir um pai.»

Uma revolução antropológica

Uma revolução antropológica

A “ideologia do género” parte da distinção entre sexo e género, a qual se insere na distinção mais ampla entre natureza e cultura. O sexo representa a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género representa a construção histórico-cultural da identidade masculina e feminina. Até aqui, nada de novo, ou ideológico. A novidade reside na afirmação ideológica de que o género assim concebido deve sobrepor-se ao sexo assim concebido; a cultura deve sobrepor-se à natureza. O género não tem de corresponder ao sexo, corresponde a uma escolha subjetiva, que vai para além dos dados naturais e objetivos.

Um género de ideologia

Um género de ideologia

Já houve quem escrevesse que a ideologia de género não existe. Já houve quem escrevesse que quem defende a igualdade de género esconde uma ideologia. Falemos, pois, da realidade e avaliemo-la à luz não de uma ideologia, mas de duas: a ideologia da igualdade e a ideologia dos que clamam contra a ideologia de género.

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Como é sabido, o berço da expressão “ideologia de género” encontra-se na documentação do Vaticano. Por diversos motivos, não sendo os de menor importância uma reação a documentos e diretivas das Nações Unidas, da União Europeia e de diversos países relativas aos direitos das mulheres (nomeadamente, no que diz respeito aos direitos reprodutivos e à igualdade de oportunidades) e, mais recentemente, no que diz respeito aos direitos de pessoas LGBTQ (nomeadamente, casamento entre pessoas do mesmo sexo e adopção por casais do mesmo sexo).

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